Pesquisadores de cinco universidades participantes do PORVIR-5G se reuniram, nesta quinta e sexta-feira, 17 e 18, na sala 2077 do Instituto de Ciências Exatas (ICEx) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para apresentar resultados e discutir as próximas etapas da pesquisa. Coordenado pelo do Departamento de Ciência da Computação (DCC) da UFMG, professor José Marcos Silva Nogueira, o projeto é voltado à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias para redes de telecomunicações 5G e 6G, com estudos sobre programabilidade, orquestração e virtualização de funções de rede.
A pesquisa busca otimizar a alocação de recursos por meio do fatiamento de redes virtuais entre diferentes domínios de infraestrutura, como redes sem fio, ópticas e de pacotes, além de recursos de computação e armazenamento. A proposta considera esses diferentes recursos de forma integrada, permitindo sua configuração e utilização de acordo com as necessidades das aplicações e dos usuários.
Entre as frentes de pesquisa estão o fatiamento de recursos heterogêneos, o desenvolvimento de interfaces de programação para a configuração dinâmica de dispositivos e a orquestração multicamadas de ponta a ponta baseada na Qualidade da Experiência (QoE) do usuário. O trabalho envolve, assim, diferentes componentes da infraestrutura de rede e busca coordenar seus recursos de forma dinâmica.
Com sede no DCC/UFMG, o PORVIR-5G também reúne pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).
Com duração de cinco anos, o projeto prevê encontros internos anuais para apresentação dos resultados das instituições participantes, troca de informações entre as equipes, avaliação das atividades e definição das próximas etapas. O encerramento está previsto para o início de 2027.
Com a conclusão do projeto se aproximando, os pesquisadores já discutem a continuidade das pesquisas em diferentes frentes, incluindo a possibilidade de novas parcerias e a participação em futuras chamadas para projetos multiinstitucionais.










