Iluminação azul da fachada do DCC reforça a conscientização sobre o câncer colorretal

O mês de março volta a colocar em foco a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer colorretal, uma das neoplasias mais frequentes e letais no Brasil. A campanha Março Azul, uma iniciativa conjunta da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, da Sociedade Brasileira de Coloproctologia e da Federação Brasileira de Gastroenterologia, busca alertar a população sobre os riscos da doença e reforçar a necessidade de exames preventivos regulares, especialmente a partir dos 45 anos de idade.

Segundo informações do site oficial da campanha, o câncer colorretal, que afeta o intestino grosso e o reto, está entre os tumores mais incidentes no país, com mais de 45 mil novos casos estimados por ano e cerca de 20 mil mortes anuais. A doença costuma evoluir de forma silenciosa em seus estágios iniciais. Fatores como histórico familiar, sedentarismo, tabagismo, obesidade e alimentação rica em ultraprocessados aumentam o risco de desenvolvimento.

O Ministério da Saúde destaca que o diagnóstico precoce é determinante para o sucesso do tratamento. Quando identificado nas fases iniciais, o câncer colorretal pode alcançar até 90% de chances de cura. Exames como a colonoscopia permitem detectar e remover lesões precursoras antes que se tornem malignas.

Neste ano, o Departamento de Ciência da Computação (DCC) da UFMG aderiu à mobilização nacional ao iluminar de azul a fachada de seu prédio. A ação integra o movimento de conscientização e busca chamar a atenção da comunidade acadêmica e da sociedade para a importância da prevenção e do cuidado com a saúde intestinal.

A campanha também enfatiza sinais de alerta que merecem investigação médica, como a presença de sangue nas fezes, alterações persistentes no hábito intestinal, dor abdominal frequente e perda de peso sem causa aparente. Especialistas reforçam que hábitos saudáveis, como alimentação rica em fibras, prática regular de atividade física e abandono do tabagismo, ajudam a reduzir significativamente o risco da doença.

Segundo o chefe do departamento, professor Heitor Soares Ramos Filho, a participação de instituições de ensino e pesquisa amplia o alcance dessas informações e fortalece a cultura da prevenção. “Quando iluminamos a nossa fachada, queremos lembrar que falar sobre prevenção é um gesto de cuidado com quem está ao nosso lado. Se essa ação fizer alguém procurar um exame ou buscar orientação médica, já terá valido a pena”, afirmou.

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