Fachada do DCC ganha iluminação azul em apoio à conscientização sobre o autismo

Durante o mês de abril, o azul passa a ocupar espaços públicos e institucionais em todo o país como forma de chamar atenção para o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A campanha, conhecida como Abril Azul, foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar a população sobre o autismo, envolver a comunidade, trazer visibilidade e buscar uma sociedade mais consciente, menos preconceituosa e mais inclusiva. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 milhões de pessoas são autistas no mundo.

Já a escolha do mês de abril está ligada ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo, celebrado no dia 2. Criada pela ONU, a data impulsiona ações em diferentes setores da sociedade, desde campanhas educativas até iniciativas como a iluminação de prédios públicos, prática que vem sendo adotada em diversas cidades como forma de engajamento coletivo.

Na UFMG, o Departamento de Ciência da Computação (DCC), como desde o início do ano, se junta às mobilizações nacionais e ilumina sua fachada com o tema do mês. O objetivo é provocar a reflexão e dar visibilidade à importância da conscientização sobre o autismo dentro e fora do ambiente acadêmico.

O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta, principalmente, a comunicação, a interação social e o comportamento. Cada pessoa autista apresenta características próprias, o que torna ainda mais importante o acesso à informação de qualidade para combater estereótipos e desinformação. De acordo com a OMS, o autismo não é uma doença e não tem cura. Trata-se de uma condição que acompanha o indivíduo ao longo da vida.

Segundo o site “Autismo e Realidade”, os primeiros sinais podem ser percebidos no início da infância e o acompanhamento dos marcos do desenvolvimento infantil é fundamental para identificar a necessidade de uma investigação mais cuidadosa. Assim sendo, quanto antes diagnosticar, melhor para intervenções que impactam diretamente a qualidade de vida da pessoa com TEA.

Quanto ao diagnóstico, de acordo com a associação, este permanece essencialmente clínico, realizado a partir da observação do comportamento e da análise de informações obtidas com os cuidadores, por meio de entrevistas, aplicação de instrumentos (questionários, testes e escalas). “A avaliação multiprofissional envolvendo profissionais de diferentes áreas, como neuropediatria, psiquiatria, psicologia, fonoaudiologia e terapia ocupacional é recomendada para aumentar a precisão diagnóstica, caracterizar o perfil funcional da criança e orientar planos de cuidados individualizados”, afirma.

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