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Ciência, inovação e tecnologia
Atualizado: 16 horas 27 minutos atrás

Pesquisa aponta fatores que influenciam escolha por cursos EAD

qua, 20/03/2019 - 09:17

Homens, entre 18 e 35 anos, com ensino superior incompleto, que recebe entre 2 e 4 salários mínimos. Este é o perfil majoritário de consumidores que procuram cursos na modalidade Ensino a Distância (EAD). Os dados são resultado da pesquisa de mestrado de Thiago Coutinho de Oliveira, no Programa de Pós-Graduação em Administração na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), sob orientação do professor Danilo de Oliveira Sampaio.

De acordo com o pesquisador, o levantamento caracterizou esses consumidores e, também, apontou os fatores que influenciam a opção pelos cursos EAD. “A escolha varia de acordo com aspectos sociais, culturais, pessoais e psicológicos”, explica. O estudo demonstrou que o constructo psicológico é o mais influenciador, seguido pelo pessoal, cultural e, por fim, social.

O pesquisador pondera que a literatura científica aponta para além dos fatores recortados na dissertação. Há também aspectos de natureza política, econômica, tecnológica, ambiental, assim como fatores mercadológicos, como o produto, o seu preço, a sua promoção e o sua estratégia de distribuição. “Todas essas análises contribuem para melhorar estratégias de marketing de empresas interessadas em EAD, para que sejam mais assertivas”.

Quando iniciou a pesquisa, Thiago Coutinho pretendia fornecer contribuições a gestores empresariais. Ele fundou há 11 anos a Voitto, empresa especialista em treinamentos e cursos. “Percebemos uma mudança no consumo e interesse de clientes, principalmente por conta de novas funcionalidades da internet. Vimo que EAD era atrativo e forte tendência, influenciada por movimentos na Europa e EUA”, afirma o pesquisador.

Método

Para realização do estudo, usou-se como referência um questionário de 30 perguntas já validado. Ele foi adaptado para ajudar o pesquisador a montar uma tabela de pesquisa sobre comportamento do consumidor, de acordo com fatores internos (pessoais e psicológicos) e externos (sociais e culturais)

“O trabalho teve caráter quantitativo e os dados foram coletados mediante aplicação de 1200 questionários online. Foi utilizada a estatística descritiva para análise das respostas, análise de médias para comparação de variáveis e variância (ANOVA) para validação das hipóteses de semelhança entre as médias variáveis’’, conclui Thiago Coutinho.

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Categorias: Pesquisa

Pesquisa identifica perfil de consumidores de vinho em Minas

ter, 19/03/2019 - 07:30

Com a chegada do outono e a perspectiva de temperaturas mais amenas, a ideia de degustar um bom vinho passa a substituir a escolha pelas cervejas geladas do verão.

Já noticiamos que Minas Gerais não só produz vinho, como seus vinhos são premiados. Mas qual o perfil dos consumidores de vinho do Estado?

Uma pesquisa da Universidade Federal de Lavras (UFLA) buscou identificar as principais características deste público consumidor.

A pesquisa indica que o consumo de vinho é relacionado à sensação de prazer e ao bem-estar social

Dentre os resultados, o estudo aponta que os consumidores adquirem o vinho para ocasiões especiais, como uma confraternização, um jantar e, até mesmo, para presentear alguém.

De acordo com os pesquisadores, o estudo mostrou que o vinho tem potencial para satisfazer necessidades psicológicas, como em interações sociais e na liberdade de pensamento, bem como valores que estimulam a busca por novas conquistas pessoais, que motivam novas experiências de consumo.

A pesquisa, ainda em andamento, foi realizada pelo mestrando Álvaro Leonel de Oliveira Castro, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), sob orientação do professor Luiz Henrique de Barros Vilas Boas, do Departamento de Administração e Economia da UFLA.

Vilas Boas coordena uma linha de pesquisa sobre valores pessoais e identidade, e estuda o comportamento do consumo de alimentos.

Mercado em expansão

Dados recentes divulgados pela Wine Intelligence mostram que o mercado de consumidores de vinho saltou de 22 para 30 milhões no Brasil.

Para conhecer o perfil desses consumidores brasileiros, o professor Luiz Henrique investigou os valores pessoais que guiam o comportamento de consumo na hora de escolher um vinho, considerando seus atributos e conseqüências de uso.

De acordo com o docente, a escolha do vinho como objeto de estudo científico se justifica pela ascensão do mercado nacional:

“No Brasil, temos muito conhecimento tecnológico sobre como fazer vinhos. Há, inclusive, vinhos nacionais premiados. Porém, ainda há uma demanda para conhecer o consumidor, já que são poucas as pesquisas sobre o tema”.

Entrevistas para traçar o perfil de público

Foram realizadas entrevistas com consumidores de vinhos de ambos os sexos, das cidades de Lavras, Varginha, Uberlândia e Belo Horizonte.

A maioria dos participantes tinha idade entre 38 a 47 anos, renda acima de dez salários mínimos e participava de clubes do vinho, confrarias, degustações.

Este aspecto é relevante porque indica que o público da pesquisa tem uma vivência mais qualificada do mercado do vinho e dos produtos. São pessoas com hábito de consumo frequente e conhecimento ampliado sobre o tema.

“Esses consumidores foram escolhidos por sua relação com vinhos. São pessoas que possuem adegas com vinhos diferenciados, já fizeram turismo em região de vinícolas, cursos de degustação. Tomam no mínimo uma taça de vinho especial por semana e adquiriram, em média, sete garrafas, recentemente”

O vinho está associado a situações de prazer e boas relações sociais. Imagem meramente ilustrativa via Pixabay

Confira o perfil dos consumidores de vinho entrevistados:
  • O acesso aos vinhos especiais ocorre por meio de lojas ou sites especializados;
  • Em média, investem cerca de R$ 82 por garrafa;
  • Preferem o vinho tinto, seguido de brancos e rosés, além dos espumantes;
  • Metade dos respondentes acham que as redes sociais são um meio de interação viável para compartilhar avaliações e opiniões sobre vinhos;
  • A assinatura de revistas especializadas não é um fator determinante, porém, é um meio de informação observado por consumidores que possuem maior vivência no mundo dos vinhos.

O perfil de consumidores entrevistados contempla pessoas com conhecimento prévio sobre o tema. Imagem meramente ilustrativa via Pixabay

Por que estudar o consumo de vinho?

Para os pesquisadores, a partir dos atributos de interesse identificados no produto, das conseqüências práticas de seu uso e dos fatores psicológicos envolvidos no consumo, é possível afirmar que os consumidores buscam suprir  demandas guiados por valores pessoais.

O vinho está muito relacionado a situações de resgate de memórias, celebrações e lembranças de bons momentos da vida.

Os resultados podem auxiliar a indústria a direcionar melhor seus produtos a esses públicos.

Produtores e distribuidores podem considerar os dados como um guia para o desenvolvimento de novos produtos.

Além disso, o perfil é importante para traçar estratégias de comunicação e de segmentação de mercado.

Com informações da assessoria de imprensa da UFLA.

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Categorias: Pesquisa

Técnica estimula neurônios afetados pelo Parkinson

seg, 18/03/2019 - 13:50

Uma doença sem cura e com tratamento difícil. Assim é o Parkinson, que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atinge 1% da população acima dos 65 anos. No Brasil, a estimativa é de que pelo menos 200 mil pessoas tenham essa doença degenerativa do sistema nervoso central. Motivados pelo desafio de amenizar as deficiências trazidas pelo Parkinson, pesquisadores do Centro de Tecnologia em Medicina Molecular, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram uma técnica inédita capaz de estimular neurônios afetados pela doença. Os cientistas usam fibra óptica para emitir luz diretamente na área comprometida.

O Parkinson é uma doença causada pela morte de neurônios dopaminérgicos, um tipo de célula cerebral que produz o neurotransmissor dopamina. Sem essa substância, os músculos deixam de responder aos comandos voluntários do cérebro. Por isso, o paciente com Parkinson tem grande dificuldade para realizar movimentos, apresentando, por exemplo, tremores, lentidão e alterações cognitivas. A doença é incurável pois não existe renovação significativa dos neurônios que morreram. (informações dos pesquisadores) “As terapias que existem são paliativas, para retardar as complicações e amenizar os problemas de movimento e locomoção. É muito triste saber que os medicamentos funcionam somente nos primeiros cinco anos. Depois desse período, o paciente fica sem opção farmacológica e entra em declínio progressivo, a pior parte da doença”, explica o biomédico e neurocientista, Luiz Alexandre Viana Magno.

De acordo com o pesquisador, para alguns pacientes em que a medicação não faz mais efeito, é recomendada cirurgia. “O procedimento não funciona com melhora clínica total. Nesta cirurgia tradicional, são implantados eletrodos que fazem a estimulação de regiões cerebrais profundas, o que torna o processo complicado porque atravessa quase todo o cérebro. Podem ocorrer efeitos colaterais, pois no trajeto cirúrgico há chances de lesão”, afirma o cientista.

Alternativa

Somente pacientes mais jovens recebem indicação para a cirurgia tradicional. Diante desse cenário, Magno e a equipe de pesquisadores foram em busca de uma alternativa cirúrgica que pudesse englobar mais pessoas. Começaram a testar o estímulo em áreas superficiais do cérebro ao invés das regiões profundas. Dessa forma, o procedimento fica menos invasivo.

Optogenética: o procedimento envolve a injeção cerebral de um DNA que codifica a produção de proteínas chamadas de opsinas. As opsinas, quando estimuladas com luz, ativam ou inibem os neurônios (a depender do tipo de opsina utilizada). Os padrões da “fotoestimulação” são controlados por computador, fornecendo em tempo real a possibilidade de eventuais reajustes. (informações dos pesquisadores)A equipe mudou também a técnica e, ao invés de corrente elétrica para estimulação, optaram pela optogenética, protagonizando uma das primeiras aplicações feitas da América Latina. “A corrente elétrica não distingue neurônios estimulados e isso não é bom, dado que nem todos os neurônios de uma área cerebral são afetados pelo Parkinson. É necessário melhorar o alvo, pois há células nervosas doentes e outras sadias”, detalha Magno.

Já a optogenética, que usa luz para ativar os neurônios, tem um foco mais preciso nas células doentes. Os neurônios não respondem naturalmente à luz, por isso, foi preciso usar técnicas de engenharia genética para torná-los responsivos ao estímulo luminoso.

“Injetamos neles vírus de outra espécie capaz de expressar uma proteína (opsina) sensível à luz, ao passo que, ao iluminarmos ficarão ativos. Assim, conseguimos selecionar neurônios que expressam opsina daqueles saudáveis, que não expressam”.

Fotos de arquivos da pesquisa:

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É possível ver neurônios responsivos à luz em áreas do cérebro estimuladas. Cirurgia e desafios

Segundo o pesquisador, a cirurgia tradicional leva eletricidade até a área afetada, sendo mais invasiva. A nova técnica consiste em inserir no cérebro do paciente uma fibra óptica – que tem a espessura bem fina e emite luz na ponta.

Foto:  Carol Morena ACS/Fac de Medicina da UFMG

“A fibra vai atravessando as regiões cerebrais até o ponto determinado. Colocamos a luz somente nos neurônios doentes, um benefício porque não alteramos os saudáveis. As redes neurais vizinhas não relacionadas com a doença não são impactadas, portanto, espera-se que sejam evitados efeitos adversos”.

Foram investigadas nesta etapa da pesquisa três regiões do cérebro e os bons resultados observados apenas em uma. Os testes foram feitos em camundongos, o que ainda é uma limitação da pesquisa. Outra barreira é a adaptação dos neurônios para responder à luz.”A transferência gênica que fazemos emprega vírus que carrega o DNA da opsina para o cérebro, pois é preciso expressar opsina e ficar iluminado”, detalha. O que preocupa a equipe de pesquisadores é a presença do vírus no cérebro do pacientes.

“Ninguém ficaria confortável em fazer injeções virais no cérebro humano. Ainda precisamos deste vetor, mas ele pode se recombinar, sofrer mutações e se tornar causador de outras doenças”, pondera o cientista. O estudo foi publicado, em fevereiro, na revista “Journal of Neuroscience”, que é o periódico da Sociedade Americana de Neurociência.

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Categorias: Pesquisa

Toxicidade de resíduos da indústria do alumínio

sex, 15/03/2019 - 10:00

Os impactos causados pelo descarte inadequado de resíduos sólidos têm sido uma grande preocupação ambiental nas últimas décadas. Na indústria do alumínio, um dos resíduos gerados é o SPL, sigla em inglês para Spent Pot Lining, ou Revestimento Gasto das Cubas.

O resíduo é estudado pela pesquisadora Larissa Fonseca Andrade Vieira, do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Lavras (UFLA). “As cubas usadas para eletrólise da bauxita têm que ser revestidas, para gerar o potencial necessário no processo. O SPL é o revestimento dessas cubas de redução da alumina e da bauxita que já foram gastos”, explica a professora. Ao demolir essas cubas, é formado e descartado o SPL.

Efeitos tóxicos do SPL

Larissa Vieira é coordenadora de uma pesquisa sobre os efeitos biológicos provocados pelo SPL. O grupo trabalha com modelos vegetais para poder verificar o potencial efeito tóxico de elementos que são lançados no ambiente. Alguns dos vegetais usados nos estudos são cebola, alface, cevada e milho.

Área onde ocorria lixiviação do SPL

Foram feitos estudos em relação ao desenvolvimento inicial desses modelos vegetais, sobre a germinação e o crescimento. Depois, foram conduzidos ensaios observando alterações no ciclo celular, sobre o risco de fragmentação de DNA. “Já é um modelo muito organizado para esse fim. No inicio a gente trabalhava com um bulbo de cebola. Simulava a lixiviação do SPL, que foi o que tinha sido observado no ambiente. Colocava esse bulbo em contato com diferentes concentrações do lixiviado”, conta Vieira. Também foram feitos estudos com o peixe Zebrafish.

Com os modelos vegetais, o SPL em concentrações altas, próximas de 100 g/L, inibiu completamente a geminação. Em concentrações mais baixas, de 10 a 80 g/L, à medida em que a concentração era aumentada, o crescimento da planta diminuía.

Em todos os testes realizados, o lixiviado do SPL causou alterações e danos na molécula de DNA. Utilizando doses baixas do composto, os pesquisadores identificaram fragmentação do DNA, que pode ser herdada entre as gerações celulares e comprometer as células. As anormalidades no ciclo celular também foram encontradas em testes realizados com sangue humano.

SPL na indústria

“O alerta do nosso trabalho foi mostrar que esse tipo de resíduo não pode ser jogado no ambiente”, diz Vieira. Indústrias passaram, com as evidências apresentadas pelos pesquisadores, a tomar providencias. “A gente já não encontra mais esse tipo de situação. De 15 anos pra cá, já existem depósitos controlados para o SPL”, afirma.

Segundo a pesquisadora, existem muitos estudos em desenvolvimento sobre a utilização desse resíduo como matéria prima em outros processos, como na fabricação de cimento. Estima-se que cerca de 1 milhão de toneladas de SPL são produzidas anualmente no mundo. “Como é gerado muito, fica complicado até mesmo colocar em um depósito esse material. É preciso achar uma solução, um uso para esse resíduo”, reflete Vieira.

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Categorias: Pesquisa

Especialistas internacionais em doenças infecciosas e pandemias visitam Brumadinho

qua, 13/03/2019 - 14:04

Cinco pesquisadores e professores de universidades e centros médicos norte-americanos querem ver de perto a área devastada pela lama da barragem que rompeu, no fim de janeiro, e as consequências para a saúde da população e para o ambiente.

Michael Maurer (University of Miami), Jessica Fairley (Emory University), Juan Leon (Emory University), Desiree Labeaud (Stanford University) e Aleksandyr Lavery (Kaiser Permanente) foram convidados para a comemoração dos 10 anos do programa de internacionalização da Faculdade da Saúde e Ecologia Humana – FASEH – e também participarão como conferencistas do II Simpósio Internacional de Saúde Global e Doenças Emergentes e Reemergentes.

Desiree Lebeaud explica que “doença emergente” é o surgimento ou a identificação de um novo problema de saúde ou um novo agente infeccioso como, por exemplo, a febre hemorrágica pelo vírus Ebola, a AIDS, a hepatite C. Já as “doenças reemergentes” indicam mudança no comportamento epidemiológico de doenças já conhecidas, que haviam sido controladas, mas que voltaram a representar ameaça à saúde humana, como o retorno da dengue, chikungunya e febre amarela no Brasil.

“Há muitas razões para a reemergência como o fato de estarmos em um mundo cada vez menor, mais urbano e concentrado. Também há mudanças nos habitats dos mosquitos, facilitando o crescimento e as infecções. Mudanças climáticas, inundações ajudam nesta proliferação”, explica a médica.

Quando acontecem tragédias como o de Brumadinho, capazes de promover mudanças no ecossistema, existe um desequilíbrio na convivência entre vetores e seus predadores e habitats, o que pode levar ao aumento das infeções. “Os acidentes também costumam obrigar o deslocamento de pessoas para áreas de convivência mais propícias à presença de agentes patogênicos com os quais não tinham contato”, explica Labeaud.

Outro tema em destaque é a chamada Saúde Global, uma nova disciplina que visa a melhoria da saúde das populações e a luta pela equidade na saúde em nível mundial. Em resumo, trata-se de um campo que combina investigação e intervenção e onde várias disciplinas atuam para descrever e analisar os determinantes da saúde e a distribuição das doenças, como demografia, epidemiologia médica, políticas de saúde pública, medicina clínica, economia da saúde e antropologia médica.

“Pode ser o caso de doenças que surgem no Brasil e se espalham para outros lugares por causa do deslocamento de pessoas ou as doenças de outros países que vêm para o Brasil”, explica Dr. Juan Leon. “O que importa são as fronteiras transnacionais e a multi/indisciplinaridade para combinar os campos do conhecimento para que haja equidade no acesso às questões relacionadas à saúde.”

O Simpósio de Saúde Global começou ontem e termina amanhã, com participação do presidente da mantenedora da FASEH, fundador e presidente do Hospital de Olhos, Dr. Ricardo Guimarães, e pelo diretor do Núcleo de Internacionalização da FASEH, professor Dr. José Antônio Ferreira.

O evento também pode ser acompanhado online, de 18h30 às 22h30.

PROGRAMAÇÃO PARA OS PRÓXIMOS DOIS DIAS

QUARTA- FEIRA/ WEDNESDAY (13/3)

19:30- Mesa redonda/ Round table:

Arboviroses: Epidemiologia, prevenção e controle

Arbovirus: Epidemiology, Prevention and Control

Palestrante/ Speaker: Dra. Desiree LaBeaud- Stanford University

Tema/ Theme: Condutores incontroláveis (ou Grandes propagadores) das arboviruses: lixo e violência! /Unmeasured drivers of arboviral disease: violence and trash!

Palestrante/ Speaker: Dr. Michael Maurer- University of Miami

Tema / Theme: A imunidade adquirida após a infecção pelo Zika virus pode proteger contra a Dengue? / Does immunity after Zika virus infection cross-protect against dengue?

20:45- Palestra/ Lecture: 

Desafios da Educação e da globalização na saúde pública

Challenges of Education and Globalization in Public Health

Palestrante/ Speaker: Dr. Juan Leon- Emory University

Tema/ Theme: Tornando-se um Cidadão Global: Aprendizagem Transformativa Através de Experiências de Saúde Global / On Becoming a Global Citizen: Transformative Learning Through Global Health Experiences.

21:30- Palestra/ Lecture:

Palestrante/ Speaker: Dr. Aleksandyr Lavery- Kaiser Permanente

Tema/ theme: Neurocirurgia global: Necessidade não Atendida / Global Neurosurgery: The Unmet Need

22:00: Encerramento / Closure

 

QUINTA- FEIRA/ THURSDAY (14/3)

19:30- Palestra / Lecture:

Cobertura universal de saúde em pediatria: conceito, progresso e desafios

Universal health coverage in pediatrics: concept, progress, and challenges.

Palestrante / Speaker: Dr. Michael Maurer- University of Miami

20:15- Mesa redonda/ Round table:

Desafios das doenças emergentes e reemergentes

The challenge of emerging and re-emerging diseases

Palestrante/ Speaker: Dra. Jessica Fairley- Emory University

Tema/ Theme: Variações espaciais e temporais na transmissão local da hanseníase em Minas Gerais, Brasil / Spatial and temporal variations in local transmission of Hansen´s disease in Minas Gerais, Brazil.

21:30- Palestra encerramento/ Closing section:

Palestrante/ Speaker: Dra. Jessica Fairley- Emory University

Tema/ Theme: mentoria e Ética na Saúde Global: promovendo a integridade científica e a conduta responsável da pesquisa / Mentorship and Ethics in Global Health: Fostering Scientific Integrity and Responsible Conduct of Research.

22:00- Encerrramento / Closure

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Categorias: Pesquisa

Abertas inscrições do Prêmio Para Mulheres nas Ciências

ter, 12/03/2019 - 08:00

No último 8 de março, data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, foram abertas as inscrições para a 14ª edição do prêmio Para Mulheres na Ciência.

O Programa já premiou cerca de 90 jovens cientistas no Brasil e recebe trabalhos até 30 de abril. As vencedoras serão conhecidas a partir de agosto.

Clique aqui para se inscrever.

Podem participar pesquisadoras que tenham concluído o doutorado a partir de 2012, com residência estável no Brasil, que desenvolvam projetos de pesquisa em instituições nacionais, entre outros requisitos.

O regulamento completo está disponível no site www.paramulheresnaciencia.com.br.

Minerias premiadas

Realizado desde 2006 pela L’Oréal, em parceria com a UNESCO no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências, o prêmio promove e reconhece a participação da mulher na ciência, contribuindo para o equilíbrio de gêneros.

Todo ano, sete jovens pesquisadoras das áreas de Ciências da Vida, Ciências Físicas, Ciências Químicas e Matemática são contempladas com uma bolsa-auxílio de R$ 50 mil para dar prosseguimento a seus estudos.

Em 2017, três pesquisadoras de Minas Gerais foram agraciadas com o prêmio. Em 2018, foram duas pesquisadoras mineiras premiadas.

Leia também: Pesquisadora mineira é premiada e defende a voz das mulheres cientistas. Desigualdade de gênero

Mas ainda é longo o caminho até a igualdade…

De acordo com levantamento realizado no campo da Biomedicina e divulgado pela revista Nature, pesquisadoras biomédicas ganham, atualmente, cinco vezes mais prêmios do que décadas atrás.

Mas, em comparação com seus pares homens, as cientistas desta área recebem menos dinheiro, menos atenção do público e são menos propensas a terem avanço na carreira.

“Embora os dados não nos permitam identificar as causas das diferenças de gênero em premiações, eles reforçam os resultados de estudos de caso e pesquisas sobre o sub-reconhecimento da contribuição das mulheres à ciência e tecnologia”, diz o estudo.

Iniciativas como o prêmio Para Mulheres nas Ciências são importantes promotoras da igualdade de gênero na ciência, pelo reconhecimento dos esforços de cientistas mulheres para o progresso da ciência.

No entanto, o artigo da Nature ressalta que é importante ir além das premiações e promover mudanças estruturais nas carreiras científicas.

“A premiação coloca a cientista no radar de seus pares, da mídia, das agências de financiamento, dos comitês de contratação e do público. Assim, o rastreamento de prêmios pode ajudar a aumentar a conscientização e corrigir os desequilíbrios de gênero neste tipo de reconhecimento, fornecendo um caminho para verificar o progresso da questão. Isso sim seria uma vitória para a comunidade científica”.

Já conhece nosso e-book?

Clique aqui e acesso o livro digital Mulher Faz Ciência, que reúne histórias de 10 cientistas brasileiras.

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Categorias: Pesquisa

Cientistas usam inhame para dar maciez a pães

seg, 11/03/2019 - 10:30

Muita gente não sabe, mas o grande segredo para massas leves e macias na culinária é o elemento emulsificante. Durante a produção do pão, por exemplo, o emulsificante tem a função de incorporar ar à massa, facilitando a mistura uniforme dos ingredientes e mantendo maciez no decorrer do tempo. Grande parte da indústria usa emulsificantes artificiais, como lactil lactato de cálcio ou sódio.

Inhame x taro: De acordo com a pesquisadora, em 2001, foi descoberto que taro e inhame são tubérculos diferentes. Têm folha e aparência quase idêntica, mas representam gêneros distintos: um pertence a Dioscorea (inhame) e outro Colocasia (taro). Como o taro era chamado de inhame em algumas regiões do Brasil, assim permaneceu. No entanto, os cientistas sabem a diferença na hora da pesquisa.No entanto, cientistas do Departamento de Ciência dos Alimentos da Universidade Federal de Lavras (DCA/UFLA) estudaram o uso de um emulsificante natural à base de taro, popularmente conhecido como inhame. Segundo a professora Joelma Pereira, responsável pela pesquisa, os trabalhos começaram em 2003 impulsionados pela seguinte pergunta: O que o inhame tem que faz o pão ficar mais macio?

Mucilagem

Quem já cozinhou este legume, sabe que ele solta um líquido viscoso. Esta substância que parece uma baba é a mucilagem, extraída pelos cientistas para uso na fabricação de massas.

“Separamos a mucilagem, trituramos no liquidificar e passamos por um tecido para filtragem. Como a substância neste estado fica muito propícia a microrganismos porque é úmida, tivemos a ideia de colocar na estufa e secar como uma farinha”, explica a pesquisadora.

Joelma Pereira também conta que, para manter as propriedades do produto, fizeram o processo de liofilização, que consiste no congelamento e a sublimação (passagem do estado sólido diretamente ao gasoso) da água. Assim, ficam mantidas vitaminas e características nutricionais no “pó de inhame” que será adicionado aos pães.

Passos da pesquisa

Desde o início da pesquisa, vários testes foram feitos em diferentes pães. A busca por respostas só aumentava, pois os pesquisadores queriam entender a compatibilidade da mucilagem com emulsificantes artificiais, as características do inhame que proporcionavam maciez, além de tentarem melhorar a produção com uma extração mais eficiente do emulsificante natural.

“Comparamos com os emulsificantes comerciais e vimos que era super compatível. A maioria dos artificias tem muita gordura, mas vimos que na mucilagem de inhame era uma proteína a responsável pela maciez nos pães. Agora, vamos tentar melhorar o processo de extração porque de um 1 quilo de inhame retiramos apenas 1% de emulsificante, um rendimento muito baixo”, detalha Joelma Pereira.

Professora Joelma Pereira, responsável pela pesquisa desde 2003. Foto: UFLA/Divulgação

Os pesquisadores conseguem, atualmente, isolar a mucilagem com mais eficiência, por meio de centrifugação. Assim, chegam a resultados de mais pureza na substância. O que sobra do inhame pode ser usado também para incorporar em massas de pães, bolos e biscoitos ficando como alternativa futura caso indústrias adotem o emulsificante natural.

Segundo Joelma Pereira, uma das pesquisadoras da equipe testou o uso da mucilagem no pão de forma para estudar a possibilidade de reduzir a gordura na fabricação, já que os emulsificantes sintéticos são bem gordurosos. Também foram feitos estudos em cookies que têm alto teor de gordura e açúcar.

Por fim, a cientista explica que as intenções das pesquisas são incentivar o uso do emulsificante natural porque o Brasil exporta inhame. “É um produto que a gente tem muito. O uso dele na indústria poderia movimentar até a produção agrícola”, conclui.

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Categorias: Pesquisa

Relação de mulheres com a ginecologia ainda não é ideal

qui, 28/02/2019 - 08:00

Uma pesquisa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) em parceria com o Datafolha mostrou que pelo menos 5,6 milhões de brasileiras não costumam ir ao ginecologista-obstetra. O estudo divulgado no mês passado também revelou que 4 milhões nunca procuraram atendimento com esse profissional e outras 16,2 milhões não passam por consulta há mais de um ano.

Em contrapartida, o estudo intitulado deExpectativa da Mulher Brasileira Sobre Sua Vida Sexual e Reprodutiva: As Relações dos Ginecologistas e Obstetras Com Suas Pacientes” mostrou também que quando foram questionadas sobre qual especialidade médica é a mais importante para saúde da mulher, 68% das entrevistadas citaram a ginecologia.

Entre as mulheres que têm o costume de ir ao ginecologista, as razões mais alegadas são ‘não preciso ir, pois estou saudável (31%)’ e ‘não considero importante ou necessário ir ao ginecologista (22%)’. A pesquisa mostrou que há também aquelas que dizem não ter acesso ao médico ginecologista ou não haver esse especialista na localidade onde residem (12%), ter vergonha (11%), ou não ter tempo (8%).

Dados positivos        

Apesar de ainda existir mulheres que nunca procuraram um ginecologista, a pesquisa revelou aspectos positivos em relação ao atendimento de ginecologistas e obstetras. Por exemplo, entre aquelas que já procuraram ajuda médica ginecológica,  58% são comumente atendidas pelos Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto 20% passam pelo médico particular e outras 20% têm plano de saúde.

Outro dado positivo é que praticamente todas as mulheres entrevistadas (98%) consideram importante que o acolhimento, a realização de exames clínicos, o aconselhamento e a confiança na visita aos ginecologistas. E nove em cada dez dizem estar satisfeitas com esses atributos em seus médicos.

Sobre gestação e parto, 89% declararam que se sentiriam seguras com a assistência de um ginecologista/obstetra durante o parto, percentual que cai para 54% se o atendimento fosse feito por um plantonista, 49% se fosse uma doula, 43% se fosse uma enfermeira e 42% caso o parto fosse acompanhado por uma parteira.

(Informações da Agência Brasil)

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Categorias: Pesquisa

Minas Gerais tem primeiro centro de reciclagem automotiva da América Latina

qua, 27/02/2019 - 11:30

Você já ouviu falar em reciclagem de automóveis? O processo tem por objetivo aproveitar os materiais constituintes dos veículos quando do final de sua vida útil, tornando-os matéria-prima para uma nova produção. É ideia ajuda a reduzir os efeitos danosos de descarte da indústria automobilística, um grande desafio para as empresas do setor. Mas afinal, como funcionaria a reciclagem na prática?

Minas Gerais tem respostas para isso e de forma pioneira. Foi inaugurado, na última semana, o Centro Internacional de Reciclagem Automotiva (CIRA) e a Unidade Piloto de Reciclagem Automotiva (UPRA), localizada no campus II Centro Federal de Educação Tecnológica em Minas Gerais (CEFET-MG), em Belo Horizonte. Essa é primeira iniciativa do tipo na América Latina. O projeto, que teve início em 2010, é uma parceira a Diretoria de Extensão e Desenvolvimento Comunitário do CEFET-MG, a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e a empresa japonesa Kaiho Sangyo.

Conheça a história do projeto:



Economia circular: envolve conceitos de desenvolvimento sustentável, reaproveitamento e gestão eficiente de recursos. Em breve, a revista Minas Faz Ciência traz uma reportagem especial sobre o tema.Na UPRA, a ideia é aproveitar 95% do automóvel em fim de vida útil, integrado a uma gestão ambiental eficiente na disposição dos resíduos sólidos envolvidos. As atividades consistirão na retirada de pneus, descontaminação, desmonte, estoque de resíduos, área de corte, armazenamento de fluidos e disposição final ambientalmente adequada.

Todo o processo promove a economia circular, transformando resíduos em oportunidades de negócios e contribuindo para a minimização dos impactos ambientais. É um formato de logística reversa fundamental ao ciclo de vida do automóvel, pois possibilita a reciclagem, reutilização, retroalimentação a cadeia industrial, ou destinação final ambientalmente adequada.

 

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A UPRA usará tecnologia avançada e rastreabilidade de todos os materiais e peças recuperadas dos veículos. Além de contribuir para o desenvolvimento sustentável, a unidade vai ajudar a formar estudantes do CEFET-MG e realizar treinamentos para a comunidade externa. A ideia é incentivar a instalação de plantas semelhantes em outros estados e permitam a formação de profissionais empreendedores neste novo setor econômico, capacitados para a expansão deste tipo de atividade no país.

De acordo com o coordenador do projeto, prof. Daniel Castro, foram feitas parcerias com o Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) para treinamentos de agentes. Há perspectivas de abertura do projeto para outros países como a Argentina e Bolívia.

Com informações da assessoria de Comunicação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG)

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Categorias: Pesquisa

Abertas inscrições para Prêmio José Reis de Divulgação Científica

ter, 26/02/2019 - 07:00

O Prêmio José Reis é um dos mais tradicionais reconhecimentos para quem atua em divulgação científica em solo brasileiro.

Em sua 39ª edição, a premiação, concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é dedicada à categoria “Pesquisador ou escritor” que tenha atuação significativa como divulgador da Ciência, Tecnologia, Inovação para o grande público.

As inscrições estão abertas até o dia 22 de abril de 2019. Para se inscrever, o candidato deve enviar a ficha de inscrição disponível no site do Prêmio.

Na inscrição, o candidato informa seu Currículo Lattes atualizado, justificativa que evidencie a contribuição à divulgação e popularização científica, além do portfólio.

O vencedor recebe R$ 20 mil, diploma e passagem aérea e hospedagem para participar da 71° Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em julho deste ano, em Campo Grande (MS).

Na ocasião, o agraciado ministrará conferência sobre o conjunto dos seus trabalhos durante a programação da Reunião Anual da SBPC.

Clique aqui para se inscrever. Quem foi José Reis?

Reprodução / Livro “José Reis: caixeiro-viajante da ciência”

Instituído em 1978, o Prêmio é uma homenagem ao médico, pesquisador, jornalista e educador José Reis, que teve uma grande atuação no fortalecimento da divulgação científica no Brasil.

Reis foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e de sua revista “Ciência e Cultura”.

Manteve, por 55 anos, uma coluna no jornal Folha de S. Paulo.

Em 2018, ganhou uma biografia e um site sobre seu acervo.

A obra José Reis: caixeiro-viajante da ciência foi produzida com base no acervo do cientista, composto por cerca de 9.500 itens, sob a guarda da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz).

Já o site Acervo José Reis explora o vasto legado do autor nas diversas áreas em que atuou.

Sobre o prêmio

Há mais de 40 anos, o Prêmio José Reis vem cumprindo sua missão de revelar e reconhecer grandes nomes que contribuem significativamente para a divulgação científica no país.

Anualmente, é escolhido um nome em uma das três categorias, que se revezam:

  • Jornalista em Ciência e Tecnologia
  • Instituição e Veículo de Comunicação
  • Pesquisador e Escritor

Todos os candidatos devem ter contribuído, significativamente, para a formação de uma cultura científica e por tornar a Ciência, a Tecnologia e a Inovação conhecidas da sociedade.

A escolha é feita por uma Comissão Julgadora, designada pelo Presidente do CNPq, composta por seis membros, sendo 3 de sua livre escolha e 3 indicados pelas seguintes entidades: Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC), Associação Brasileira de Jornalismo Científico (ABJC) e SBPC.

Na Minas Faz Ciência…

Leia entrevista com um dos ganhadores do Prêmio José Reis 2017 na categoria “Jornalista em Ciência & Tecnologia“, Reinaldo José Lopes:

  

Dúvidas?

Para dúvidas ou mais informações sobre a premiação, entre em contato pelo pjr@cnpq.br ou pelos telefones (61) 3211-9409 ou 9410.

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Categorias: Pesquisa

Explorando as fronteiras da arte, ciência e tecnologia

seg, 25/02/2019 - 11:36

Arte, ciência e tecnologia. Três campos que envolvem grande complexidade nas formas de procurar saber e produzir saber. Na Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) há um grupo de pesquisadores dedicados a pensar as fronteiras das descobertas que envolvem essas áreas.

O Laboratório de Poéticas Fronteiriças (Lafront), coordenado pelo professor Pablo Gobira,  consolida estudos nas fronteiras dos saberes, linguagens artísticas, conhecimento científico e tecnológico. As pesquisas também se desdobram também em ações de extensão, numa relação entre conhecimento e cotidiano das pessoas.

É LabFront porque “se ocupa do que é gerado nas bordas e através delas”. Algumas das linhas de atuação são: visualização de dados, tecnologias pós-digitais, preservação digital, ubiquidade, atropotécnicas, Internet das Coisas, gamificação, artificação, trans-humanismo, pós-humano.

De acordo com o coordenador, a compreensão das fronteiras pela comunidade acadêmica ainda é um desafio.

“O campo artístico é tão complexo que pode ser equivalente à Física Nuclear ou à Biologia Nuclear. A gente não pode tratar mais o campo da arte como se pensou que poderia. Quando converso pragmaticamente com alunos ou quando penso nas tabelas de área definidas pela Capes, acredito numa equivalência de campos. Cada área tem seu jeito de fazer pesquisa, ensino e extensão. Não ver que a as artes têm especificidades é um problema. Eu enxergo as características da Ciência da Computação ou da Engenharia, mas nem todos veem da arte”.

Segundo Pablo Gobira, é interessante até transcender as tabelas de áreas. “Fazer arte e ciência ou ciência-arte não é pegar a sobra dos resultados dos processos científicos que se desenvolve ou aproveitar os recursos do laboratório de ciência. Ela deveria ser uma transição, um corte ou destruição de fronteiras”, reflete.

Futuro breve

O professor vislumbra um futuro breve em que as pessoas talvez enxerguem as fronteiras entre arte, ciência e tecnologia de forma mais prática. “Existe multidisciplinaridade em áreas como Engenharia Robótica, Biologia Sintética, entre outras. Geralmente, aceita-se melhor a transcender as tabelas de áreas em que há mais interesse do mercado, o que não muito o caso da arte”, explica.

No entanto, Pablo Gobira enxerga grande potencial da arte contribuir com o mercado. “Há possibilidade de contribuição na criação de produtos para ajudar a indústria a torná-los mais consumidos ou funcionais”. Ele mesmo faz parte, há três anos, de um grupo de professores que orienta estudantes em uma competição mundial de edição genética. Mas, afinal, o que o pesquisador da área de artes faz nesta composição?

O curso envolve os departamentos de Imunologia e Biologia Molecular da UFMG. Os alunos estão em busca de produtos inovadores para oferecer esses modelos colaborativamente aos organizadores da competição. É claro que muitas empresas estão de olho na ideias que são apresentadas porque podem significar novidades interessantes para a indústria, no que diz respeito a edição genética. Nesse caso, o professor Pablo Gobira entra como um mentor ou indutor de criação apresentando aos envolvidos muito repertório para que consigam desenvolver os produtos. “Eu entro mostrando o que é o campo da arte. É uma divulgação científica para cientistas”, conclui.

Produções do LabFront #bwg_container1_0 { /*visibility: hidden;*/ } #bwg_container1_0 * { -moz-user-select: none; -khtml-user-select: none; -webkit-user-select: none; -ms-user-select: none; user-select: none; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_image_wrap_0 * { box-sizing: border-box; -moz-box-sizing: border-box; -webkit-box-sizing: border-box; /*backface-visibility: hidden; -webkit-backface-visibility: hidden; -moz-backface-visibility: hidden; -ms-backface-visibility: hidden;*/ } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_image_wrap_0 { background-color: #000000; border-collapse: collapse; display: table; position: relative; text-align: center; width: 800px; height: 500px; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_image_0 { display: inline-block; padding: 0 !important; margin: 0 !important; float: none !important; max-width: 800px; max-height: 500px; vertical-align: middle; } #bwg_container1_0 #bwg_container2_0 .bwg_slideshow_embed_0 { padding: 0 !important; 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Entre os dias 23 a 26 de abril, o LabFront promove o Seminário de Artes Digitais de 2019, no Circuito Liberdade, em BH. O congresso de arte, ciência e tecnologia alcança a 5ª edição e tem como tema geral “Projeções e Memória da Arte”. O evento é organizado a partir de comitê composto por membros de várias instituições (UEMG, CEFET-MG, UFSM, FAD/ICAT).

O tema desta edição foi um consenso produzido a partir das discussões presentes sobre a memória da arte em todas as edições anteriores do congresso. Além disso, serão promovidas discussões sobre a memória da arte e de outras ações do campo desde o dia de hoje para o futuro.

O evento permitirá comunicações de pesquisas (e de produção de obras de arte) de várias temáticas. Durante as manhãs, os participantes vão interagir com convidados em conferências. Nos períodos da tarde, acontecerão os grupos de trabalho para apresentações de pesquisadores e artistas.

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Categorias: Pesquisa

Conservação da biodiversidade brasileira: 30 anos do Ibama

sex, 22/02/2019 - 13:54

Há 30 anos, no dia 22 de fevereiro de 1989, foi fundado o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Ibama. O órgão é responsável pela execução da Política Nacional do Meio Ambiente, e atua no desenvolvimento sustentável do Brasil. Com a fundação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em 2007, o foco do trabalho do Ibama é principalmente dedicado à proposição de normas, ao monitoramento e à fiscalização de unidades de conservação. Hoje, o ICMBio atua mais diretamente com pesquisa, instituição e promoção de medidas associadas à Biologia da Conservação.

“Mas historicamente, no Brasil, o órgão federal que instituiu as políticas de proteção à biodiversidade dentro de unidades de conservação, no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), foi o Ibama”, diz Henrique Paprocki, biólogo e professor da PUC Minas. Antes de virar uma atribuição do ICMBio, a expansão da rede de unidades de conservação no Brasil foi promovida pelo Ibama.

Os planos de conservação e manejo de espécies e a criação de unidades de conservação são importantes instrumentos para a preservação da fauna e da flora nacionais. Confira, no Ondas da Ciência!

Unidades de conservação

No Brasil, áreas naturais e espécies são protegidas por meio da criação de unidades de conservação (UC). Esses espaços têm o objetivo de proteger a representatividade de amostras de diferentes populações, habitats e ecossistemas. As UCs são regulamentadas pelo SNUC, criadas pelos governos federal, estaduais e municipais, após a realização de estudos técnicos.

“O primeiro estágio são esses levantamentos que vão subsidiar a criação do parque. Depois, a legislação exige o plano de manejo que vai se estabelecer nas áreas que podem ser visitadas: por exemplo, determinar o número de visitantes permitido e os locais onde pode ser construída alguma infraestrutura. E os pesquisadores participam muito ativamente na criação desses planos”, afirma Paprocki. A produção e o acúmulo de estudos sobre a biodiversidade local subsidiam revisões posteriores nos planos de manejo.

As UCs dividem-se em dois grupos, segundo informações do Ministério do Meio Ambiente:

Unidades de Proteção Integral

Nessas áreas, permite-se apenas o uso indireto dos recursos naturais, que não envolve consumo, coleta ou danos. Exemplos de atividades geralmente permitidas são: recreação em contato com a natureza, turismo ecológico, pesquisa científica, educação e interpretação ambiental.

Categorias de proteção integral: estação ecológica, reserva biológica, parque, monumento natural e refúgio de vida silvestre.

Parque Nacional do Caparaó
Foto: Flickr / Renée D´Avila

Unidades de Uso Sustentável

São áreas que visam conciliar a conservação da natureza com o uso sustentável dos recursos naturais. Atividades que envolvem coleta e uso dos recursos naturais são permitidas, mas com a proteção da perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos.

Categorias de uso sustentável: área de relevante interesse ecológico, floresta nacional, reserva de fauna, reserva de desenvolvimento sustentável, reserva extrativista, área de proteção ambiental (APA) e reserva particular do patrimônio natural (RPPN).

Parques de papel

“As decisões nem sempre são ambientais. Elas são influenciadas pela economia, pela política, pela parte social do quanto isso vai afetar positiva ou negativamente as comunidades”, explica Henrique Paprocki, sobre o processo de determinação de unidades de conservação. Muitas vezes, a criação de uma UC produz conflitos sociais. “Para que uma área seja uma unidade de proteção integral, onde ninguém vive dentro, pessoas são retiradas das suas fazendas, das suas casas. Então esse processo nem sempre é suave, nem sempre é amigável em todos os sentidos”, reflete.

A partir do estudo inicial de diversidade, são feitas análises em diversas instâncias até a instituição de uma unidade de conservação. “Muitas vezes esses parques foram estabelecidos no papel, mas ainda não têm uma infraestrutura local de proteção”, conta o pesquisador. São chamados de “parques de papel”, mais comuns em porções remotas do País. É comum que, na Amazônia, grandes áreas delimitadas como UCs contem com baixo número de técnicos e analistas ambientais e com estrutura administrativa insuficiente.

Foto: Wikimedia commons / Leosanchez2011

Espécies bandeira e estudo da biodiversidade

Tamanduá-bandeira
Foto: Flickr/Luiz Carlos Rocha

“Às vezes uma unidade de conservação é focada na proteção de uma espécie bandeira, mas isso acaba refletindo na conservação de toda a biodiversidade daquele local”, afirma Paprocki. Mico-leão-de-cara-dourada, onça-pintada e tamanduá-bandeira são exemplos de animais carismáticos, que ganham a atenção e a afeição do público. São chamados de bandeiras e de espécies guarda-chuva: protegê-los implica na proteção de outras espécies. “É muito difícil convencer o público não especializado em biodiversidade de que conservar uma espécie de barata é importante, por exemplo. Usamos esse artifício, damos atenção às espécies bandeira, para conservar toda a diversidade”, diz o professor.

A criação de uma unidade de conservação possibilita e amplia o trabalho com o reconhecimento da diversidade local. “Taxonomistas trabalham aos poucos essa diversidade: dão nomes, ilustram e trazem para a ciência as espécies locais, para que essas unidades tenham um valor agregado. É a forma de saber quantas e quais espécies vivem lá, de tornar essas espécies, muitas vezes desconhecidas por alguns grupos, conhecidas para a ciência”, explica Paprocki. O professor, curador da coleção de Invertebrados do Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, lembra que grande parte da diversidade de artrópodes ainda é desconhecida. A diversidade mais descrita é a de mamíferos.

“O Brasil é um país muito diverso, mas atrasado com relação à descrição da própria diversidade. Ainda temos muita coisa desconhecida, e dar esses nomes, fazer essas definições, é muito importante”, afirma o pesquisador. Além de conhecimento, a descrição da diversidade nacional produz ganhos econômicos, associados às indústrias de medicamentos, gastronômica e têxtil, entre outras. “Um bom manejo pode gerar uma economia em torno da diversidade”, completa.

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Democracia em risco? Obra traz reflexões após eleições 2018

qui, 21/02/2019 - 07:00

Desde as eleições 2018, uma série de questionamentos – de natureza política, social, econômica, religiosa, comportamental etc. – paira sobre a mente de milhões de cidadãos brasileiros.

Para além dos efeitos diários da truculenta polarização partidária, os fatos e o desfecho (digamos, pouco convencionais) do pleito à Presidência da República acabaram por obrigar a nação a importante autorreflexão acerca de conceitos básicos das matrizes de sua soberania – a exemplo de “democracia” e “liberdade”.

Tais preocupações em torno de nosso status político estimularam 22 importantes intelectuais brasileiros a problematizar a questão-título desta obra recém-lançada pela Companhia das Letras: Democracia em risco?

No livro, nomes como Sérgio Abranches (“Polarização radicalizada e ruptura eleitoral”), Angela Alonso (“A comunidade moral bolsonarista”), Daniel Aarão Reis (“As armadilhas da memória e a reconstrução democrática”) e Heloisa M. Starling (“O passado que não passou”) discutem múltiplas facetas dos novos desafios impostos ao País.

Para completar tal caleidoscópico universo de desassossegos, também são abordadas, na coletânea de ensaios, temáticas como “Deus acima de todos” (Ronaldo de Almeida); “Em nome do quê? A política econômica no governo Bolsonaro” (Monia Baumgarten de Bolle); “Psicologia das massas digitais e análise do sujeito democrático” (Christian Ingo Lenz Dunker); “A política brasileira em tempos de cólera (Angela de Castro Gomes); ou “Sismografia de um terremoto eleitoral” (André Singer e Gustavo Venturi).

Leia um trecho: Do texto “Polarização radicalizada e ruptura eleitoral”, de Sérgio Abranches“As rupturas de 2018 se deram em dois planos. Os resultados do primeiro turno mostraram a aceleração do realinhamento partidário que vinha ocorrendo mais gradualmente desde 2010, com o declínio do tamanho médio das bancadas na Câmara e o aumento da fragmentação partidária no Congresso.

Além disso, o PSDB ficou fora, pela primeira vez, da disputa pela Presidência. O partido ganhou as eleições presidenciais no primeiro turno, com Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998, e esteve no segundo turno contra o PT em 2006, 2010 e 2014. O segundo turno da eleição presidencial de 2018, com a derrota do PT para um candidato de partido inexpressivo e sem estrutura política de campanha, completaria a ruptura. Era o fim do ciclo PT-PSDB do presidencialismo de coalização na Terceira República, que organizara governo e oposição desde 1994.

O realinhamento partidário tende a acelerar ainda mais e se aprofundar, com a proibição das coligações em eleições proporcionais. Essa nova regra já deve ter alguma influência nas eleições municipais de 2020, mas terá efeito pleno nas eleições gerais de 2022. Em algum momento levará à substituição do sistema partidário em desagregação por outro mais articulado.” Ficha técnica:

Livro: Democracia em risco? – 22 ensaios sobre o Brasil hoje

Autores: Diversos

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 375

Ano: 2019

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