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Atualizado: 3 horas 24 minutos atrás

Trabalho desenvolvido com recursos da CAPES monitora doenças causadas pelo amianto

sex, 15/12/2017 - 14:45

Uma das preocupações relacionadas à saúde dos trabalhadores no Brasil e no mundo são as doenças derivadas da exposição ocupacional ao amianto. Essa exposição pode causar diversas doenças, entre as quais estão a asbestose, o mesotelioma, os cânceres de pulmão, laringe e ovário, além de outros tipos de câncer, que podem ocorrer pela aspiração de partículas fibrosas do amianto, seja ocupacional, ambiental ou para-ocupacional.

Apesar das estratégias para o enfrentamento do câncer de pulmão, estima-se que no Brasil, em 2012, ocorreram 17.210 casos novos desta doença entre os homens e 10.110 entre as mulheres. Diante desse contexto, o Programa de Pós-graduação de Enfermagem da Universidade Federal do Paraná (UFPR) propôs um projeto de pesquisa intitulado “A saúde do trabalhador e as neoplasias” à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), concorrendo ao edital do Programa Professor Visitante do Exterior (PVE) no ano de 2014. O estudo resultou em um software para registro e acompanhamento de casos da doença no Brasil, que foi entregue nesta semana à CAPES e ao Ministério da Saúde.

“O sonho de uma agência de fomento é financiar projetos que tenham resultados concretos como esse e que se desenvolvam como esse se desenvolveu, ou seja, com uma verdadeira parceria entre grupos brasileiros e internacionais da maior qualidade e comprometidas com o resultado que se quer obter”, disse o presidente da CAPES, Abilio Baeta Neves.

Pesquisa
O Ministério da Saúde, por meio de suas áreas gerenciais específicas, neste caso a área da Saúde do Trabalhador, tem por finalidade compreender a relação entre o trabalho e o processo saúde/doença nos trabalhadores e propor ações para a minimização dos agravos.

Portanto para que o material fosse de serventia para este órgão, dentre os diversos objetivos da pesquisa proposta, destacou-se a sistematização de mecanismos de levantamento, registro e controle dos casos de doenças bronco-pulmonares para auxiliar na definição de políticas públicas voltadas à proteção dos trabalhadores e da comunidade e a prevenção de novos casos. “Tínhamos como intenção entregar apenas um registro de dados para acompanhamento dos trabalhadores expostos ao amianto, armazenando dados e monitorando os pacientes registrados nos hospitais do Paraná. Entretanto, após visita técnica na Itália, em Roma, ao Instituto Nacional de Saúde, no ano de 2015, foi-nos autorizada a tradução do software Registro Nacional de Mesotelioma (ReNaM) e do código fonte, a tradução do “Linee Guida”, bem como a autorização para a utilização no Brasil como parceria entre os pesquisadores italianos e brasileiros, uma vez que não existia esse registro em território Nacional”, explica a coordenadora do projeto e professora adjunta do Departamento de Enfermagem da UFPR, Leila Mansano Sarquis.

O Linee Guida contém orientações de como realizar as entrevistas, quais as principais fontes de contaminação nos mais diversos setores, os aspectos legais, todas as orientações de como utilizar o software e a autorização para o uso no Brasil. “Estamos entregando a tradução do software e o Linee Guida. Essa tecnologia de informação desenvolvida será disponibilizada gratuitamente ao Ministério da Saúde e a toda instituição de saúde ou universidade interessada que desejar estudar o tema, bem como realizar monitoramento dos pacientes, uma vez que os casos aparecerão a partir de 2020. Esse recurso tecnológico contribui para avanços no conhecimento sobre os impactos do uso do amianto na população em geral, posicionando o Brasil entre os países que se preocupam em monitorar a saúde do trabalhador. Enquanto pesquisadores estamos orgulhosos desta contribuição concreta para a construção do saber e mudança do perfil epidemiológico aos trabalhadores que passam por inúmeras dificuldades”, conta Leila.

Amianto
Em setembro deste ano, o Supremo Tribunal Federal proibiu a comercialização, bem como a extração do amianto. “Este feito só soma aos nossos estudos. É uma vitória aos trabalhadores, porém muitos deles já foram expostos e estarão adoecidos nas próximas três décadas”, explica a coordenadora.

ReNaM
Marco Aurélio Kalinke, professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná realizou assessoramento técnico para tradução do software. “O que estamos tentando trazer para o Brasil agora é um Sistema Nacional para Registro de Mesoteliomas, que são doenças causadas pelas fibras do amianto. Fomos buscar esse sistema na Itália, que é a grande referência mundial no registro dessa doença, pois foi um dos primeiros países a banir o amianto e o país onde as doenças causadas por este composto tomaram grandes proporções”, conta Marco.

O professor explica que o sistema de registros é muito mais que o software – esse é apenas uma das ferramentas para o registro. “O documento [Linee Guida] que foi entregue é o documento italiano traduzido e adaptado para a realidade brasileira, que organiza todo esse sistema de registro de casos de mesoteliomas. No documento estão orientações para criação do registro, orientações para realização das entrevistas, questionário com tradução transcultural e orientações para uso do software, que tem uma interface amigável e é de fácil utilização.”

Parceria italiana
Kalinke destaca ainda que é possível acessar o software com três senhas, sendo uma para utilização completa, outra para utilização parcial e outra apenas para consulta de dados. No programa, são cadastrados dados em fichas anagráfica, clínica, profissional, familiar, ambiental e extraprofissional. “Demoraríamos muito para levantar todas as possibilidades que os italianos já levantaram nos quase 30 anos que trabalham com a problemática. Eles já nos trouxeram as soluções. As traduções foram realizadas durante realização de Estágio pós-doutoral em Milão neste ano, sob supervisão dos professores Dário Consonni e Carolina Mensi. Agradeço à CAPES pela possibilidade de realizar esse estudo.”

Dário Consonni, professor visitante do exterior, agradeceu os colegas do Paraná pela colaboração no projeto e à CAPES, agência que disponibilizou os recursos. "Este projeto é interessante do ponto de vista científico, pois o Brasil tem poucos dados sobre esta doença. Embora a incidência de mesotelioma no Brasil ainda seja baixa, as previsões são que tenhamos aumento dessa neoplasia e de outros cânceres, por isso esse projeto também é importante do ponto de vista da saúde pública brasileira."

O diretor do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde do Ministério da Saúde, Artur Felipe Siqueira Brito, afirmou que um dos grandes desafios, em termos de pesquisa, é ver o resultado ser transformado em empreendimento. “Pensar na pesquisa para o paciente que vai utilizá-la, no profissional, no ente lá na ponta é muito gratificante. Ainda mais quando vemos conhecimento nacional atrelado a contribuições internacionais para essa finalidade. Em se tratando de amianto, é possível ver que tardamos um pouco no reconhecimento da periculosidade do composto, mas acreditamos que conseguiremos atrelar esse sistema de informação aos que já temos a nível ministerial e unir para outras frentes e outros diagnósticos. Essa é uma ferramenta simples e o Ministério da Saúde se preocupa muito com isso: trazer tecnologia, mas pensar que ela tem que atender em nível de município, estado e união.”

O presidente da CAPES, Abilio Baeta Neves, finalizou a reunião agradecendo os parceiros italianos pela disponibilização do software. "O que a Itália fez é incomum. Normalmente há uma negociação em torno da liberação de uma peça metodológica tão importante quanto o software que vocês estão apresentando. Esse gesto mostra não apenas confiança no trabalho dos colegas brasileiros, mas responsabilidade diante de um tema relevante como é a saúde pública."

(Natália Morato - Brasília - CCS/CAPES)

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Residência pedagógica quer universalizar a iniciação à docência

qui, 14/12/2017 - 16:58

A Residência Pedagógica, novo programa para a formação de professores do Ministério da Educação, pretende universalizar o estágio de formação docente como característica de todos os cursos de licenciatura no país. As estratégias para institucionalização dessa nova etapa da formação dos futuros professores brasileiros foram tema do Seminário Residência Pedagógica, que acontece em São Paulo, nesta quinta-feira, 14. A previsão é do oferecimento de 80 mil vagas em 2018.

“Nosso atual programa de formação docente, o Pibid é muito bem sucedido, mas seu principal problema é ser restrito. Temos numa mesma sala de aula de graduação, alunos que tem acesso ao programa e outros não”, explica o diretor da Coordenação de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Carlos Lenuzza. O novo programa de Residência Pedagógica irá, então, ampliar o número de vagas disponíveis para formação. “Se entendemos que a prática é necessária para a formação de nossos futuros professores, queremos que ela seja para todos. Uma formação global. A meta é alcançarmos a institucionalização para caminharmos para a universalização da formação”, ressalta.

A atenção à prática docente, se coloca como desafio também para a Academia, nos cursos de pedagogia, acredita Lenuzza. “É preciso incorporar a prática na formação dos cursos, muitas vezes encastelados na teoria. É preciso que a universidade coloque o pé na escola”, define. Para o diretor, um dos caminhos para institucionalizar o programa é abrir os benefícios da residência também aos estudantes não-bolsistas. “A necessidade da prática tem que estar no currículo de todos nossos alunos. Assim, da mesma forma que acabar ou diminuir com as bolsas não tem cabimento, mas também limitar a participação do Programa à bolsa também não tem. As vagas da Residência Pedagógica não serão limitadas pela bolsa”, enfatiza.

Seminário
O Seminário Residência Pedagógica teve como objetivo ampliar as discussões e conhecer as experiências positivas de residência pedagógica em diferentes contextos educacionais. O encontro faz parte do compromisso da CAPES de promover o debate com os diferentes atores da formação docente. “A ideia é fazer o Pibid evoluir para a Residência Pedagógica, aliás nada mais natural que ele se torne, de um programa fomentado pelo MEC, para uma norma regulamentada pelo CNE, que vaze para os marcos regulatórios obrigatórios da educação”, definiu a consultora executiva do MEC, Guiomar Namo de Mello.

Para Guiomar, essa é a condição para que os cursos de licenciatura obrigatoriamente contemplem a formação prática a todos os estudantes. “Há 50 anos os cursos de medicina exigem uma rede de atendimento para os estudantes. Devemos pensar o mesmo para a formação de professores. É um caminho longo, em que é preciso compromisso e envolvimento.”

Carlos Lenuzza destacou a importância do regime de corresponsabilidade entre instituições de ensino superior, secretarias de educação e escolas, necessário para a implementação do novo programa. “Para efeito sistêmico é fundamental trabalhar com articulação. Saber bem com as secretarias dos mais diversos municípios do Brasil quais são as formações necessárias em cada uma dessas regiões. ” Ao explicar sobre a rede de atuação do programa, que inclui coordenação pedagógica nas universidades, supervisores de escolas públicas e bolsistas de graduação, o diretor se comprometeu com a manutenção das conquistas já realizadas. “Todas as visões hoje presentes no sistema do Pibid estarão mantidas. E pretendemos ainda adicionar a figura do supervisor de rede, para que a atuação fique melhor coordenada”, afirma.

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O programa Residência Pedagógica terá um ciclo de formação de 21 meses e faz parte da nova Política Nacional de Formação de Professores do Ministério da Educação, lançada no último dia dos professores. “Esse é o primeiro debate público do programa. Gostaríamos que toda a comunidade ouça o que temos para propor. Esse é o início da discussão, teremos muitas oportunidades de debate sobre cada um dos pontos dessa nova e importante iniciativa”, concluiu Lenuzza.

Acesse a matéria da CAPES sobre a adesão da prefeitura de São Paulo ao programa.

(Pedro Arcanjo – São Paulo/SP - CCS/CAPES)

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Categorias: Pesquisa

CAPES e Comissão Fulbright realizam encontro sobre modernização do Ensino de Graduação

qui, 14/12/2017 - 16:01

A Diretoria de Relações Internacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em parceria com a Comissão Fulbright, realizou nesta quinta-feira, 14, o workshop “Experiências de Modernização do Ensino de Graduação nos EUA”. O encontro aconteceu no edifício-sede da CAPES, em Brasília, motivado pela necessidade de revisão das diretrizes curriculares do ensino superior brasileiro, tendo como referência o estudo de experiências internacionais de sucesso.

Para a Diretora de Relações Internacionais da CAPES, Concepta McManus Pimentel, a discussão do assunto é relevante para todos os níveis de ensino. “Embora a CAPES seja ligada à Pós-graduação, vemos a necessidade de mudanças radicais na graduação para que a pós-graduação exerça uma função mais proativa e inovadora. Estamos engajados nessa tarefa e certos da absoluta necessidade de mudanças tanto na graduação, quanto nos outros níveis de ensino”, disse.

Também presente no Workshop, o presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE), Luiz Roberto Liza Curi, afirmou que a revisão tem como foco o ordenamento e o estímulo às instituições no sentido de organizarem suas próprias políticas institucionais curriculares. “O que vemos hoje é a absorção das diretrizes curriculares nacionais como se fossem mini currículos. Ou seja, as instituições não se movem na direção da busca de diversidade, de inovação, de questionamentos em relação à funcionalidade do processo formativo. Não há avaliação do egresso, não há atividades práticas sistêmicas, não há diversidade no processo de aprendizado. O que existe é a realidade da sala de aula, realidade essa que não muda”, afirmou.

Segundo Curi, as diretrizes estão sendo revistas em uma concepção mais ampla e geral, mediante a elaboração de um documento que leve em conta a importância de práticas reais; as formas de aprendizado diversa à sala de aula; a presença programas de extensão e a dispensação de conhecimentos disciplinares por meio de pesquisa, entre outros aspectos. “A ideia fundamental é que a pesquisa entre na sala de aula e seja uma forma de aprendizado. Que o professor não são seja um “auleiro”, mas seja um coordenador da leitura, escrita e da exposição e que os alunos possam se orientar pela própria produção do conhecimento”, explicou.

A atuação da CAPES e da Fulbright, de acordo com Curi, passa pela necessidade da realização de um esforço e de uma mobilização que gere respeito por experiências internacionais bem-sucedidas, com uma direção já consolidada. “É com o apoio da CAPES e da Fulbright que iniciamos um projeto de suporte a essa determinação do estado brasileiro de reordenar sua base curricular e fazer com que as instituições possam buscar exemplos inovadores, que possam ilustrar a própria regulação e avaliação”, completou.

Segundo o diretor Executivo da Comissão Fulbright, Luiz Valcov Loureiro, a inciativa do workshop será seguida por uma visita à duas universidades americanas. “É muito importante que nos empenhemos em mobilizar agentes que sejam catalisadores desse processo e mobilizadores das mudanças que precisam ser feitas”, finalizou.

Experiências de Sucesso
Os presentes tiveram a oportunidade de conhecer duas experiências inovadoras. A Professora da Carle School of Medicine, University of Illinois, Olivia Coiado, apresentou o estudo de caso na área de formação em Ciências Médicas; e o Decano em Graduação para Educação da Kate Gleason College of Engineering, Matthew Marshall e o professor do Rochester Institute of Technology, Marcos Esterman, apresentaram a experiência na área de Engenharia.

(Gisele Novais - Brasília – CCS/CAPES)

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CAPES e Vale premiam pesquisadores brasileiros com R$ 140 mil

qua, 13/12/2017 - 22:12

Os pesquisadores Jorge Rubio Rojas e Lucas William Mendes foram agraciados com o Prêmio Vale-CAPES de Tecnologia e Inovação 2017, nesta quarta-feira, 13, em cerimônia na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em Brasília.

Jorge Rubio, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi o selecionado na categoria Pesquisador Emérito e Lucas Mendes, da Universidade de São Paulo (USP), na categoria Jovem Pesquisador. Na edição 2017, o prêmio destacou pesquisadores cujos trabalhos tenham aplicação efetiva na resolução de problemas reais relativos as áreas de Ecologia e Conservação da Natureza.

O presidente da CAPES, Abílio Baeta Neves, ressaltou a importância de parcerias de trabalho como o Prêmio Vale-CAPES. “Essa cooperação já tem uma história bastante importante no sentido de associar as preocupações de uma grande empresa como a Vale às ações de uma das principais agências de formação de recursos humanos brasileira, a CAPES”. Para Baeta Neves, o novo formato do prêmio, no qual são analisadas a trajetória e as realizações dos candidatos sinaliza um redirecionamento do programa. “Não estamos mais, exclusivamente, analisando teses ou trabalhos de dissertação, mas sim uma gama de produtos e realizações que podem contribuir com as áreas de ecologia e conservação da natureza. É gratificante ver que temos um número crescente de candidaturas com alta qualificação”, completou.

Para o diretor Executivo do Instituto de Tecnologia Vale, Sandoval Carneiro Junior, o Prêmio incentiva os jovens pesquisadores e reconhece as contribuições dos que há tempos atuam na ciência e tecnologia. “Fico feliz em saber que esse tipo de iniciativa promove o espírito empreendedor e busca contemplar a inovação. Todos sabem que estamos bem nos indicadores científicos, mas não tão bem na inovação. E a ideia desse formato é incentivar o espírito de transferência de resultados para a sociedade, pois se as teses e dissertações ficam nas prateleiras, elas não trazem benefícios para a sociedade”, disse.

Compartilhando do mesmo pensamento, o Secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI), Álvaro Prata, apontou a importância do Prêmio com uma ponte entre a ciência e a sociedade. “Uma das grandes missões do nosso ministério é fazer com que a boa ciência se aproxime da sociedade de uma maneira mais ampliada, abarcando a indústria e o desenvolvimento econômico e social. E hoje, podemos afirmar que a CAPES tem contribuído para que os nossos cientistas, nossa academia e nossos programas de pós-graduação enxerguem o desenvolvimento tecnológico e a inovação como um dos pilares sobre os quais construiremos nosso progresso”, afirmou.

Também estiveram presentes o diretor do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges e Presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Gilberto Gonçalves Garcia, entre outras autoridades.

Premiados
Ganhador da categoria Professor Emérito, Jorge Rubio, o prêmio é resultado de grande dedicação. “Esse é um reconhecimento de um longo trabalho e que privilegiou a qualidade em detrimento da quantidade. Estamos todos muito contentes e com a expectativa que a ciência seja reconhecida como prioridade nos investimentos do país”, disse.

Para Lucas William, vencedor da categoria jovem pesquisador, o prêmio é um estímulo ao prosseguimento na carreira. “Fico feliz com o reconhecimento e essa premiação acaba sendo um estímulo para que eu continue, confiante de que estou no caminho certo”, afirmou.

Premiação
Na categoria Emérito, o vencedor recebe da VALE um auxílio de R$ 100 mil. A CAPES também vai conceder ao premiado uma bolsa equivalente à de Pesquisador Visitante do Exterior ou à de Estágio Sênior no exterior. Para o Jovem Pesquisador, é concedido auxílio de R$ 40 mil pela VALE, além de uma bolsa análoga à de Pesquisador Visitante do Exterior, paga pela CAPES.

Saiba mais sobre os ganhadores

Jorge Rubio – Pesquisador Emérito

  • Graduação em Ciências Químicas-Universidad de Chile – Santiago -Chile (1974);
  • DIC (Diploma do Imperial College-Inglaterra), MPhil e Ph.D em Mineral Resources Engineering - Imperial College, University of London (1977);
  • Estágios de Pós-doutorado: i. University of Clarkson-New York e ii. University of California (Berkeley Campus) entre 1977-1979;
  • Professor-Pesquisador: i. CNR-Istituto per il Trattamento dei Minerali-Italia (1984); ii. Universitat Aachen (1987), iii. Universidade de Chile (1992-1993) e iv. University of Nevada-Reno-EUA (1996 e 1998);
  • Pesquisador 1-A do CNPq ;
  • Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências – ABC.

Jorge Rubio fundou e coordena há mais de 38 anos o Laboratório de Tecnologia Mineral e Ambiental – LTM/UFRGS, com atuação no Departamento de Engenharia de Minas no Programa de Pós-graduação em Engenharia de Minas, Metalúrgica e de Materiais (PPGE3M/UFRGS-conceito 7 na CAPES).

Ao longo de sua carreira acadêmica orientou mais de 70 alunos de Pós-Graduação (Especialização, Mestrado, Doutorado e Pós-doutorado); publicou mais de 250 artigos científicos; dois livros e 15 capítulos de livros, 5 patentes, 4 técnicas e 4 processos, na área da conservação da natureza, via tratamento de águas poluídas e efluentes industriais (áreas urbanas, mineração, química e petroquímica).

A pesquisa no tratamento e reuso de águas de lavagem de veículos, por flotação com micro e nanobolhas, resultou em impactos ecológicos importantes e o reconhecimento internacional pela United States Environmental Protection Agency (EPA).

Seus trabalhos fomentaram o empreendedorismo inovador no país, por meio da atuação de duas empresas “spin-off” do LTM, formadas por ex-alunos de Pós-graduação que atuam em atividades de conservação da natureza, com significativos benefícios para o meio ambiente.

Lucas William Mendes – Jovem Pesquisador 

  • Bacharel e licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (UNESP), em 2006;
  • Mestre (2009) e Doutor em Ciências (2014) em Biologia na Agricultura e no Ambiente, pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura, da Universidade de São Paulo (CENA-USP);
  • O doutorado incluiu um estágio de pesquisa no Netherlands Institute of Ecology (NIOO/KNAW), Holanda;
  • Atualmente realiza estágio de Pós-doutorado no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA/USP) e no Netherlands Institute of Ecology (NIOO/KNAW) na Holanda;
  • Publicou 21 trabalhos completos em periódicos (Web of Sciences), que receberam 264 citações e 6 capítulos de livros;
  • Tem experiência na área de ecologia microbiana, ecologia de micro-organismos, biologia molecular e bioinformática.

Entre os principais projetos de pesquisa que desenvolve, destacam-se:

  • 2014 – Atual: Microbioma da rizosfera de feijão resistente ao patógeno de solo Fusarium oxysporum. (O microbioma da rizosfera desempenha um papel fundamental no funcionamento de plantas)
  • 2013 – Atual: Back to the Roots: assessing and accessing microbial diversity in the origin of plant species - Phaseolus vulgaris as the model plant
  • 2012 – 2016: Ecossistemas de Cerrado sob diferentes sistemas de manejo agrícola indígena, de subsistência e agricultura de subirrigação: consequências para a diversidade de grupos biológicos indicadores da ciclagem de carbono em água e solo.

(Gisele Novais - Brasília – CCS/CAPES)

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Bolsista da CAPES publica estudo sobre abuso infantil em revista internacional

qua, 13/12/2017 - 17:02

As ocorrências de violência doméstica contra mulheres e abusos sexuais contra crianças estão relacionadas entre si, sugere um artigo da pesquisadora brasileira Zelimar Bidarra, publicado na revista holandesa Child Abuse & Neglect. Ex-bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Zelimar produziu o estudo entre 2014 e 2015, quando participou do Programa Estágio Sênior no Exterior, na Universidade de Laval, no Canadá.

No artigo Co-occurrence of intimate partner violence and child sexual abuse: Prevalence, risk factors and related issues, a professora da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) revisou literatura especializada que evidencia a coocorrência (concomitância) dos dois tipos de violência. O artigo está disponível no Portal de Periódicos da CAPES (antes de acessar, verifique o conteúdo do Portal de Periódicos disponível para sua instituição).

Em outras palavras, a pesquisa reuniu e analisou diversos estudos que relacionam a ocorrência de violência contra a mulher com abusos sexuais contra crianças nos mesmos ambientes. “Até a publicação do artigo, não se localizou outra publicação que tivesse realizado a revisão no sentido buscar evidências e fatores de risco presentes na correlação/coocorrência entre violência conjugal (no Brasil, comumente denominada de violência doméstica contra a mulher) e o abuso sexual de crianças e adolescentes de natureza intrafamiliar”, afirma.

Objetivos
A intenção é construir um mapa dos estudos, de modo a apresentar o acervo de conhecimento disponível sobre o tema e identificar questões que precisam ser abordadas em pesquisas futuras. Outra finalidade do artigo é auxiliar profissionais de serviço social a identificar a concomitância das agressões. “O tema da coocorrência entre violências é bastante recente nas pesquisas de caráter internacional. Os primeiros registros das publicações dessa literatura datam dos anos 1980”.

A partir dos resultados obtidos, a pesquisadora destaca da importância das correlações de violência doméstica contra mulheres e abusos sexuais contra crianças serem enxergados pelos profissionais que atuam com as problemáticas decorrentes das violências, desde profissionais de segurança pública a profissionais de saúde. “O manuseio cuidadoso da literatura mostrou-nos o quão invisível é a concomitância entre violências para aqueles técnicos que se encontram nos serviços de atendimentos por segmento populacional, das rotinas setoriais das políticas públicas. Como consequência dessa invisibilidade temos uma persistência desses tipos ocorrências, dado que não se atua preventiva e nem curativamente sobre elas. Ou seja, contingentes importantes de pessoas vitimadas pelas coocorrências entre violências não são identificadas como vítimas e não contam com espaços institucionais para processarem suas requisições”, conta.

Zelimar ressalta que o fenômeno é agravado quando se trata de crianças e adolescentes que estão expostos direta ou indiretamente à violência intrafamiliar praticada por um cuidador ou responsável. “Sem a devida e a acurada identificação dos processos desencadeados pelos sofrimentos inerentes às adversas experiências das violências sofridas, muitos crescem e se tornam adultos com alta probabilidade de reproduzir em suas relações interpessoais as práticas de uma sociabilidade mediada pela violência.”

Estágio no exterior
O artigo originou-se da interseção entre o interesse de pesquisa da professora Geneviève Lessard, supervisora do estágio de pesquisa, sobre crianças expostas à violência conjugal (intimate partner violence) e o objeto de pesquisa de Zelimar, a comparação entre as estruturas das políticas de atendimento às crianças vítimas de violência sexual do Brasil e da Província do Québec (Canadá). “As pesquisas e estudos sobre a violência sexual contra a infância em caráter internacional destacam a prevalência do caráter intrafamiliar dessa violência. Em sendo assim, uma importante indagação passou a ocupar os debates travados entre mim e Geneviève Lessard com relação às possíveis evidências e fatores que contribuem para a simultaneidade de violências no ambiente intrafamiliar. Daí, o desafio consistiu em localizar e demonstrar essas evidências na literatura internacional, sob a forma de artigos científicos, publicados na última década (no caso de 2003 a 2013) em periódicos revisados por pares e que estivessem armazenados nas principais bases de dados internacionais das áreas das ciências sociais aplicadas, ciências humanas, ciências da saúde e ciências jurídicas”, explica.

Para ilustrar a importância do estudo desenvolvido, também como encerramento do estágio de pesquisa, a professora brasileira realizou uma conferência para a comunidade de pesquisadores sobre o tema que integram o quadro de professores da Université Laval (saiba mais).

Apoio da CAPES
O desenvolvimento da pesquisa foi apoiado pela CAPES, mediante a concessão de bolsa de estudo na modalidade de Estágio Sênior de pesquisa no exterior no período de março de 2014 a fevereiro de 2015. O Estágio de Pesquisa foi realizado no “Centre de Recherche Interdisciplinaire sur la Violence Familiale et Violence Faite aux Femmes (CRI VIFF)”, nas dependências da Universidade de Laval, na cidade do Québec, Canadá. A pesquisa que culminou na publicação do referido artigo teve como título: Análise sobre as perspectivas da intervenção e a estruturação da rede de atendimento, no circuito da violência familiar e sexual contra crianças e adolescentes, estabelecidas pelas políticas públicas de Assistência Social e de Saúde do Brasil e da província do Québec (Canadá).

O trabalho no exterior permitiu a pesquisadora brasileira criar vínculos institucionais com a academia canadense. “Das tratativas para realizar estágio de pesquisa na Université Laval resultou o convite para que eu ocupasse a condição de Professeure Associé, modalidade de professora visitante, da Faculté de Sciences Sociales/École de Service Social da Univesité Laval no período 2013 a 2016. Desde a realização do Estágio de Pesquisa, integro a Equipe de Pesquisadores do CRI VIF“, afirma.

Na realização do doutorado, Zelimar já havia recebido apoio da CAPES, mediante a concessão de bolsa de estudo na modalidade do PICDT-Unioeste. “Também obtive a concessão de bolsa de pesquisa para a realização do pós-doutorado, por meio de um convênio entre a Fundação Araucária-PR e CAPES. Na sequência, em uma nova oportunidade, a CAPES concedeu-me a bolsa de pesquisa para o estágio sênior de pesquisa. Assim, posso dizer que a agência teve um importante e decisivo papel no percurso do meu aperfeiçoamento como pesquisadora, concretizado em um pouco mais de uma década, entre a realização do doutorado (2004) e o estágio sênior de pesquisa”, ressalta a ex-bolsista.

Próximos passos
Desde o retorno ao Brasil, após a finalização do estágio sênior de pesquisa, Zelimar tem se dedicado ao tema da coocorrência entre violências. Um dos trabalhos tem sido a coordenação de uma equipe multiprofissional que atua para a constituição de políticas públicas que constituem a Rede Intersetorial de Proteção Social (RIPS) do município de Toledo (PR). “Com esse trabalho temos conseguindo pactuar, especificar e colocar em funcionamento protocolos e fluxos de atendimento que se gestam a partir da ação concertada.”

A pesquisadora também mantem interlocução acadêmica com os quadros da universidade canadense. “Encontra-se em fase de desenvolvimento uma pesquisa apoiada CNPq que tem como escopo a busca pela melhor síntese entre capacidade de identificação e a capacidade de atenção profissional qualificada, que supera fatores inibidores, para os atendimentos adequados de casos de violências que acometem crianças e adolescentes”, conclui.

(Lucas Lopes e Pedro Arcanjo – Brasília – CCS/CAPES)

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Diário 8 - Final - Ciência e os cientistas

ter, 12/12/2017 - 18:25

As ciências da Terra compreendem disciplinas como Geografia, Geologia, Física, Química, Matemática e Biologia quando relacionadas às dinâmicas do planeta. Ao conversar com os cientistas a bordo do navio JOIDES Resolution, na expedição 369 - Australia Cretaceous Climate and Tectonics, cujas formações são nestas áreas já citadas, o interesse pela natureza, por aventuras e atividades ao ar livre foi unânime para influenciar suas escolhas de carreira.

Os cientistas são rodeados por uma espécie de “misticismo" e senso comum que os define como pessoas racionais, detentoras de conhecimentos codificados, envoltos por seus jalecos brancos. Textos e processos acompanhados pelo termo “científico" exprimem credibilidade, confiança, veracidade. Como diz o filósofo da ciência francês Bruno Latour no livro Ciência em ação, “ o adjetivo "científico" não é atribuído a textos isolados que sejam capazes de se opor à opinião das multidões por virtude de alguma misteriosa faculdade. Um documento se torna científico quando tem pretensão a deixar de ser algo isolado e quando as pessoas engajadas na sua publicação são numerosas e estão explicitamente indicadas no texto."

Pois cá estou, encerrando minha imersão entre cientistas e seus métodos em busca de respostas sobre o passado do planeta.

Na rotina do navio, todos os dias ocorrem reuniões de transição dos turnos diurno para noturno e vice-versa. É interessante observar estas interações, quando cada grupo de trabalho apresenta suas observações e descobertas do dia. Adjetivos e opiniões pessoais são deixadas de lado, os protagonistas parecem ser as amostras e as informações que trazem. Contudo, várias vezes surgem impasses sobre os próximos passos e focos do trabalho, e aí fica claro que embora todos estejam trabalhando para recuperar e coletar o máximo de dados possíveis das amostras, cada pessoa ali tem interesses próprios de pesquisas, pontos de vista e prioridades diferentes. A expedição não é uma realidade comum para a maioria dos pesquisadores. Ali, professores experientes e com publicações de peso trabalham em igualdade com recém-doutores que possuem poucos artigos publicados. Ouvi inclusive vários jovens pesquisadores dizerem que estavam felizes por finalmente conhecerem autores de suas maiores fontes de formação, e também os mais velhos admirando o trabalho dos jovens.

Para muitos, porém, trabalhar em equipe já está fora de sua zona de conforto, pois o trabalho de pesquisa pode ser bem solitário. Viver num ambiente de onde não se pode fugir torna as coisas um pouco mais complicadas, mas o ser humano tem uma incrível capacidade de se adaptar. Topar o desafio de viver dois meses em alto mar traz consigo a consciência  e disposição para se trabalhar em equipe e tolerar muitas coisas.

Durante as entrevistas com os cientistas embarcados, perguntei o que é necessário para ser um bom cientista. Paciência, teimosia, capacidade de escrever bastante (porque mesmo que a área seja matemática, os relatórios de trabalho e os projetos de solicitação de fundos não têm só números) e humildade para admitir erros foram respostas que apareceram com frequência. O Co-chefe de expedição Richard Hobbs, Geofísico da Durham University, enfatizou que os erros na Ciência são mais úteis que os acertos, pois impulsionam as pesquisas e são as fontes das descobertas importantes.

As ciências estruturam-se no manuseio de máquinas, na escrita de artigos, na construção de reputações, na argumentação e na escolha de tempos e contextos ideais para se defender ou refutar ideias. Latour aponta formatações e a retórica como importantes recursos que institucionalizam o termo. Não se trata somente de coletar, analisar e fazer experimentos. São muitas instâncias que constroem e viabilizam pesquisas e a credibilidade que o termo científico implica. E, embora tentem ao máximo serem parte de processos frios e precisos, os cientistas são humanos, naturalmente cheios de parcialidades, incoerências e instabilidades das quais tentam desviar, mas também de onde tiram suas motivações para buscar respostas e soluções para os desafios que encontram no trabalho e na vida.

Cristiane Delfina esteve por dois meses com uma equipe de cientistas em uma expedição de pesquisa pelo programa International Ocean Discovery Program (IODP). A Expedição 369 - Austrália Cretaceous Climate and Tectonics partiu de Hobart, Tasmânia, no navio Joides Resolution, e subiu pelo mar Índico até Perth, na costa Oeste da Austrália.

Acompanhe o Diário de Bordo da expedição IODP 369.

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Programas internacionais da CAPES ofertam mais de 400 bolsas

seg, 11/12/2017 - 15:16

Os editais para os programas de Professor Visitante (PVE), Pós-doutorado, Doutorado-sanduíche (PDSE) e Doutorado-pleno, todos no exterior, foram divulgados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 11. Aqueles que tiverem interesse em concorrer a bolsas de doutorado-pleno, pós-doutorado ou professor visitante, têm até o dia 19 de janeiro de 2018 para efetuar as inscrições nas páginas dos programas. Para o Programa de Doutorado-sanduíche, as inscrições na página da CAPES vão de 19 de fevereiro a 23 de março de 2018, após seleção interna pelas instituições de ensino superior (IES). Para estarem aptos, os candidatos deverão observar os requisitos descritos em cada edital.

Professor Visitante
O Programa tem como objetivo oferecer bolsa no exterior para a realização de estudos avançados após o doutorado e destina-se a pesquisadores ou docentes que possuam vínculo empregatício com instituição brasileira de ensino ou pesquisa. São duas categorias de bolsa: Júnior, para professor ou pesquisador, com vínculo empregatício, que possua até doze anos de doutoramento; ou Sênior, para professor ou pesquisador, com vínculo empregatício, que possua mais de doze anos de doutoramento.

Serão concedidas até 200 bolsas, sendo 100 para cada categoria. A duração da bolsa será definida na concessão, com base na duração aprovada pelas instituições de origem e de destino e o cronograma de execução do projeto proposto, podendo variar entre quatro e 12 meses, prorrogáveis por até seis meses, sem ônus para a CAPES, desde que autorizado pela instituição empregadora e pela CAPES.

Pós-doutorado
O Programa oferta bolsas para a realização de estudos avançados fora do Brasil posteriores à obtenção do título de doutor e destina-se a pesquisadores ou docentes com menos de oito anos de formação doutoral e que não possuam vínculo empregatício. Não são aceitas inscrições de estudantes em fase de conclusão de curso.

Para essa modalidade, serão concedidas até 100 bolsas. A duração da bolsa será definida na concessão com base na duração aprovada pela instituição de destino e o cronograma de execução do projeto proposto, podendo variar de seis a 12 meses, prorrogáveis por até seis meses, sem ônus para a CAPES, desde que autorizado pela instituição empregadora e pela CAPES.

Doutorado-sanduíche
Para esta modalidade, são ofertadas bolsas de estágio em pesquisa de doutorado no exterior de forma a complementar os esforços despendidos pelos programas de pós-graduação no Brasil na formação de recursos humanos de alto nível para inserção nos meios acadêmico, de ensino e de pesquisa no país. No doutorado-sanduíche no exterior, alunos regularmente matriculados em cursos de doutorado no Brasil realizam parte do curso em instituição no exterior, retornando e permanecendo no Brasil para a integralização de créditos e defesa de tese. As bolsas são destinadas aos alunos regularmente matriculados em curso de doutorado no Brasil (com notas de 4 a 7 na avaliação quadrienal do ano de 2017 da CAPES) e que comprovem qualificação para usufruir, no exterior, da oportunidade de aprofundamento teórico, coleta ou tratamento de dados, ou desenvolvimento parcial da parte experimental da tese a ser defendida no Brasil.

Cada programa de doutorado fará jus a uma cota de 12 meses para o ano de 2018, o que equivale a 12 mensalidades. A quantidade de bolsistas pode variar, conforme o interesse da Coordenação do Programa nas IES, o mérito e a duração das propostas apresentadas. Não serão aceitos, no âmbito deste Edital, pedidos de cotas adicionais.

A duração da bolsa é de, no mínimo, seis meses e de, no máximo, 12 meses, sendo possível, para cada programa de pós-graduação, atender um ou dois bolsistas no ano, usufruindo, cada um dos bolsistas, um período total ou parcial, em conformidade com as cotas disponíveis.

Doutorado-pleno
O Programa tem a finalidade de oferecer bolsas de doutorado-pleno como alternativa complementar às possibilidades ofertadas pelo conjunto dos programas de pós-graduação no Brasil. Este edital ofertará até 100 bolsas incialmente concedidas por um período de, no máximo, 12 meses. A renovação da concessão é condicionada ao desempenho acadêmico satisfatório do(a) estudante. A duração total da bolsa de doutorado-pleno no exterior será definida com base na duração aprovada pela instituição de destino e cronograma de execução do projeto proposto, não podendo ultrapassar 48meses, com vigência até o mês de defesa da tese.

Para os(as) candidatos(as) selecionados(as) que já estejam realizando o doutorado no exterior, será deduzido da duração total da bolsa o tempo já cumprido com o curso antes da concessão da bolsa, considerando o início das atividades acadêmicas informadas pela instituição à qual estão vinculados. Caso o doutorado não seja concluído dentro do período de concessão, poderá ser requerida pelo bolsista a extensão da permanência no exterior, sem ônus para a CAPES, por no máximo 12 meses. O requerimento será analisado, desde que devidamente fundamentado, e a autorização excepcional da agência para permanência no exterior dependerá de comunicação expressa ao bolsista nesse sentido.

Todos os editais têm previsão de início dos estudos a partir de agosto a novembro de 2018.

Acesse aqui os editais:

Edital 45/2017 – Professor Visitante no Exterior
Edital 46/2017 – Pós-doutorado no Exterior
Edital 47/2017 – Doutorado-sanduíche no Exterior
Edital 48/2017 – Doutorado-pleno no Exterior

(Natália Morato – Brasília – CCS CAPES)

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Editais da CAPES para cooperação entre França e países da América do Sul selecionam nove projetos

seg, 11/12/2017 - 14:53

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) divulga nesta segunda-feira, 11, os resultados dos editais para seleção de projetos conjuntos de pesquisa para os programas CAPES/MATH-AmSud e CAPES/STIC-AmSud. Os programas são iniciativas da cooperação francesa com Argentina, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai e têm como objetivo fortalecer a colaboração e a criação de redes de pesquisa, no domínio da matemática (MATH) e das ciências e tecnologias da informação e da comunicação (STIC), entre sul-americanos e franceses.

Foram selecionados nove projetos de instituições públicas e privadas de ensino superior que terão início em 2018. Cada projeto deverá planejar suas atividades considerando a duração máxima de dois anos. O financiamento compreenderá a realização de missões de pesquisa (missões de trabalho e missões de estudos) entre os grupos participantes.

Acesse os resultados: STIC AmSud e MATH-AmSud.

(Brasília - CCS/CAPES)
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Novo programa da CAPES apoiará cinco projetos de Educação em Direitos Humanos & Diversidades

seg, 11/12/2017 - 14:48

Projetos de cinco universidades públicas brasileiras dedicados à temática da Educação em Direitos Humanos & Diversidades foram selecionados para serem financiados por 24 meses de pesquisa. O novo programa, uma parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível superior (CAPES) com Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI), do Ministério da Educação (MEC) teve resultado preliminar divulgado nesta segunda-feira, 11.

Acesse a lista de projetos aprovados.

Entre os projetos aprovados, estão “Direitos humanos, antropologia, educação: experiências de formação em gênero e diversidades”, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e “Educação bilíngue para surdos, escola e inclusão: entre o dito, o pretendido eo (re)feito”, da Universidade de Brasília (UnB). A seleção teve o objetivo de aprofundar as análises acerca das relações, desdobramentos e implicações envolvendo a área de Direitos Humanos e Diversidade, além de estimular a criação, o fortalecimento e a ampliação de áreas de concentração sobre esta temática em programas de pós-graduação stricto sensu.

Todos os projetos são de pesquisadores de programas de pós-graduação stricto sensu acadêmicos, recomendados pela CAPES, com áreas de concentração ou linhas de pesquisa dirigidas aos temas contemplados no Edital, ou que demonstrem claro compromisso institucional em estabelecê-las.

Itens Financiáveis
Os recursos do Edital serão destinados ao financiamento de itens de custeio, capital e bolsas. Serão financiadas despesas de custeio relacionadas às atividades do projeto, de passagens e diárias para participação em eventos (científico-acadêmico) relacionados à área de interesse do projeto no Brasil; despesas de capital para a aquisição de equipamentos e materiais, além de bolsas com valores fixados de acordo com normas específicas da CAPES e duração de até 24 meses vinculada ao prazo de vigência do projeto, nas modalidades iniciação científica, mestrado e pós-doutorado.

(Brasília - CCS/CAPES)
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CAPES regulamenta Mestrado e Doutorado interinstitucionais e lança novo edital

seg, 11/12/2017 - 14:44

Os projetos de Mestrado (Minter) e Doutorado Interinstitucionais (Dinter) e de Turma Fora de Sede foram regulamentados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, por meio da Portaria n° 237, de 7 de dezembro de 2017. O documento foi publicado nesta segunda-feira, 11, no Diário oficial da União (DOU).

A Portaria traz a definição de Minter e Dinter, das Turmas Fora de Sede. De acordo com a Portaria, Minter e Dinter são turmas de mestrado e doutorado acadêmicos, conduzidos por uma instituição promotora com Programa de Pós-graduação (PPG) avaliado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) nas dependências de uma instituição de ensino e pesquisa receptora. Já as Turmas Fora de Sede são turmas de mestrado e de doutorado profissionais conduzidas por uma instituição promotora com PPG stricto sensu obrigatoriamente nacional e avaliado pela CAPES fora das dependências dessa instituição.

O documento ainda determina os objetivos de cada projeto, estabelece deveres para os programas e oferece outras informações. Com essa legislação, fica revogada a Portaria n° 45, de 11 de março de 2016 e os dispositivos em contrário.

Novo Edital
De acordo com o Calendário de Atividades da Diretoria de Avaliação da CAPES, em fevereiro de 2018, novos projetos Minter, Dinter e Turmas Fora de Sede poderão ser submetidos, observando-se as exigências do Edital n° 44/2017, também divulgado nesta segunda-feira, 11. Os projetos devem ser enviados à CAPES pelo Pró-Reitor de Pós-Graduação ou equivalente do Programa Promotor, exclusivamente por meio da Plataforma Sucupira.

Acesse o Edital.

(Brasília – CCS/CAPES)

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Coordenadores de mestrados Profissionais discutem situação dos programas em reunião na CAPES

sex, 08/12/2017 - 19:51

Os coordenadores dos Programas de Mestrado Profissional em Rede (Proeb) se reuniram nesta sexta-feira, 8, na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para discutir a situação atual dos programas e receber orientações acerca das atividades para o ano de 2018.

O encontro foi encabeçado pela Diretoria de Educação a Distância da CAPES, que abordou a situação geral do financiamento para 2018, com ênfase em aspectos como os principais itens de financiamento do programa e a expansão das redes. Assuntos como infraestrutura dos cursos nas unidades acadêmicas, evasões, desistências e reprovações também foram relatados pelos gestores dos programas.

Rede Nacional
Gerido pela Diretoria de Educação a Distância da CAPES, o PROEB reúne cursos de mestrado profissional em rede nacional nos formatos presencial ou semipresencial voltados a professores da educação básica.

O PROEB possui atualmente cursos nas áreas de Matemática (Profmat); Letras (Profletras); Ensino de Física – MNPEF (ProFis); Artes (ProfArtes); História (ProfHistória); Educação Física (ProEF); Química (ProfQui); Filosofia (Prof-Filo); e Biologia (ProfBio). Também são ofertados neste mesmo formato os cursos em Administração Pública (ProfiAP); em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos (ProfÁgua); e em Ensino de Ciências Ambientais (ProfCiamb).

(Brasília - CCS/CAPES)
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Prêmio CAPES de Tese 2017 consagra melhores trabalhos de doutorado do país

sex, 08/12/2017 - 01:15

Os melhores trabalhos de doutorado do Brasil foram consagrados no Prêmio CAPES de Tese 2017, cuja cerimônia aconteceu nesta quinta-feira, 7 dezembro, em Brasília. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) premia as melhores teses em 49 áreas do conhecimento e três trabalhos agrupados por grande área são escolhidos como os melhores do ano. A edição 2017 premiou teses defendidas no país durante o ano de 2016.

Os grandes vencedores da noite foram Amanda Costa Thomé Travincas com a tese “A tutela jurídica da liberdade acadêmica no Brasil: a liberdade de ensinar e seus limites”, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS); Mychael Vinícius da Costa Lourenço, com a tese “Mecanismos de estresse neuronal, disfunção sináptica e neuroproteção em modelos experimentais da Doença de Alzheimer”, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e Tiago Barbin Batalhão, com a tese “Avanços teóricos e experimentais em Termodinâmica Quântica” da Universidade Federal do ABC (UFABC).

“É uma grande honra. O trabalho acadêmico exige muita dedicação e após um processo de produção visceral que é a realização de uma tese de doutorado, eu nunca imaginiaria receber esse tipo de homenagem”, ressaltou Amanda Travincas, vencedora da grande área de Ciências Humanas, Linguística, Letras e Artes e Ciências Sociais Aplicadas e Multidisciplinar (Ensino). O trabalho de Amanda pretende enfrentar o seguinte problema: que limites e restrições à liberdade de ensinar são legítimos no Brasil? “Vivemos um contexto mundial de cerceio da liberdade de expressão e o momento brasileiro é dramático. Temos um projeto de lei tramitando no Congresso Nacional com uma suposta pretensão de neutralizar os campos de ensino para evitar doutrinação, mas na verdade perverte o sentido de educação, que pressupõe o debate e a crítica e tende a tornar as universidades a ambientes silenciosos. É isso que a gente não quer”, definiu.

Vencedor da grande área Ciências Biológicas, Ciências da Saúde e Ciências Agrárias, Mychael Lourenço, revelou surpresa com o resultado. “Ao mesmo tempo sinto muita satisfação em ter trabalhado duro, conseguido resultados importantes, não apenas para o avanço do conhecimento científico, mas também contribuir com o meu laboratório e com meu instituto, no Programa de Pós-Graduação em Química Biológica da UFRJ”. Os resultados obtidos pelo pesquisador contribuem para a identificação de novos alvos terapêuticos na doença de Alzheimer. “Nosso grupo de pesquisa tenta entender quais são os mecanismos que levam a perda de memória nessa doença, grave, que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo e que, infelizmente, não possui cura nem diagnóstico eficiente”. A tese de Mychael identificou novos mecanismos moleculares que acontecem no cérebro e causam a perda de memória na doença de Alzheimer. “Esses mecanismos estão muito associados a patogenese da diabetes. De uma forma transnacional descobrimos que medicamentos utilizados na clínica para diabetes conseguem bloquear a perda de memória em modelos animais”, explicou. Além disso, o trabalho buscou entender o efeito positivo do exercício físico como neuroprotetor e realizou pesquisa com pacientes para melhorar o diagnóstico da doença. “De fato, os exercícios ajudam memória, e agora existem testes clínicos em andamento no âmbito da pesquisa. A partir daí, estamos em um esforço de identificação molecular da doença. Já encontramos uma molécula que está seletivamente aumentada nos cérebros de pacientes com Alzheimer e esse será um trabalho subsequente”.

O vencedor da grande área de Engenharias, Ciências Exatas e da Terra e Multidisciplinar (Materiais e Biotecnologia), Tiago Barbin Batalhão, não esteve presente na cerimônia pois atualmente realiza pós-doutorado em Cingapura. O interessante é que o orientador do trabalho, professor Roberto Menezes Serra, do Programa de Pós-Graduação em Física da UFABC, recebeu o Grande Prêmio pela segunda vez, repetindo o feito de 2013. Para o pesquisador, a segunda conquista como orientador tem especial relevância à luz da pouca idade da instituição. “É extremamente gratificante para uma instituição jovem como a nossa ter esse reconhecimento tão cedo, nossa universidade tem pouco mais de dez anos. O primeiro prêmio, em 2013, foi uma das primeiras teses defendidas em nosso programa. Hoje temos pouco mais de 50 teses defendidas”, lembra. O professor destaca a proposta diferente de relação com o conhecimento. “A UFABC tem um foco interdisciplinar, não apenas como projeto pedagógico, mas na estrutura física da instituição. Alunos de diferentes áreas interagem entre si e isso faz que o conhecimento se desenvolva de maneira diferente, integrada”, ressalta. A tese vencedora é também um trabalho interdisciplinar. “Esse trabalho conecta conhecimentos da área de Física, Engenharia e Ciência da Informação, com resultados teóricos e experimentais. É um trabalho bem diferente, que só poderia ter sido desenvolvido nesta universidade.”

O presidente da CAPES, Abilio Baeta Neves, definiu o prêmio como uma justa homenagem à ciência e à educação brasileira. A secretária-executiva do Ministério da Educação, Maria Helena Castro, também destacou os êxitos da experiência da pós-graduação-brasileira. “Essa é uma homenagem que muito merecida, já que a pós-graduação é responsável por alguns dos maiores avanços da produção científica no país”.

Grande Prêmio
O Grande Prêmio consiste em certificado de premiação, troféu e bolsa de pós-doutorado internacional de até 12 meses para o autor da tese; auxílio para uma participação em congresso internacional, para o orientador, no valor de R$ 9 mil; certificado de premiação ao orientador, coorientador e ao programa em que foi defendida a tese; e passagem aérea e diária para o autor e um dos orientadores da tese premiada para que compareçam à cerimônia de premiação. Pela Fundação Conrado Wessel, são oferecidos três prêmios no valor de U$ 15 mil cada um para cada premiado nas três grandes áreas.

Em cada ano, um cientista ilustre, brasileiro ou que se tenha radicado no Brasil, cuja pesquisa se tenha enquadrado no conjunto em que a premiação é concedida, é homenageado em cada uma das grandes áreas. Em 2017, foram homenageados Vital Brazil, na grande área Ciências Biológicas, Ciências da Saúde e Ciências Agrárias; Casimiro Montenegro Filho, nas Engenharias, Ciências Exatas e da Terra e Multidisciplinar (Materiais e Biotecnologia); e Aurélio Buarque de Holanda, nas Ciências Humanas, Linguística, Letras e Artes e Ciências Sociais Aplicadas e Multidisciplinar (Ensino).

Prêmio
O Prêmio Capes de Tese foi criado em 2005 e consiste em diploma, medalha e bolsa de pós-doutorado nacional de até 12 meses para o autor da tese; auxílio para participação em congresso nacional, para o orientador, no valor de R$ 3 mil; distinção a ser outorgada ao orientador, coorientador e ao programa em que foi defendida a tese; além de passagem aérea e diária para o autor e um dos orientadores da tese premiada para que compareçam à cerimônia de premiação.

Entre os destaques curiosos desse ano, um casal protagonizou a vitória em duas categorias. Pedro Herculano de Souza, vencedor na área de Sociologia com o trabalho “A desigualdade vista do topo: a concentração de renda entre os ricos no Brasil, 1926-2013”, é casado com Ligia Gonçalves Diniz, vencedora da área Linguística e Literatura, com o trabalho “Por uma impossível fenomenologia dos afetos: imaginação e presença na experiência literária”. Ambos apresentaram as teses na Universidade de Brasília (UnB). “Estava no cardiologista quando recebi a notícia e tive um pico de pressão”, brinca Ligia. Mesmo com temas bastante diferentes, os dois pesquisadores saíram juntos para o doutorado-sanduíche no exterior e defenderam o trabalho com apenas dez dias de diferença. “Na minha área, os prêmios em outros anos, muitas vezes foram concedidos a trabalhos de literatura brasileira ou linguística. A minha tese é totalmente teórica, o que vejo como uma certa resposta a um desejo de ver o Brasil produzindo teoria na universidade”, definiu Ligia. Diferente do tema e área de Pedro. “O tema da desigualdade é um tema clássico no Brasil, mas todo tipo de reconhecimento que coloque em pauta a desigualdade só tem a colaborar para que o futuro seja menos sombrio”, enfatizou.

O Prêmio CAPES de Tese 2017 contou ainda algumas parcerias que ofereceram prêmios especiais:

Fundação Carlos Chagas
Pela Fundação Carlos Chagas foram concedidos prêmios especiais, cobrindo as áreas de Educação e de Ensino, sendo um prêmio para o autor da tese vencedora no valor de R$ 15 mil em cada uma das duas áreas e quatro prêmios na categoria Menção Honrosa no valor de R$ 5 mil cada, sendo duas premiações de Menção Honrosa em cada uma das duas áreas. A vencedora foi Silvana Soares de Araujo Mesquita, com a tese “O exercício da docência no ensino médio: a centralidade do papel do professor no trabalho com jovens da periferia”, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Na área de Ensino, a premiada foi Leila Cristina Aoyama Barbosa Souza, com o trabalho “A problematização do princípio da precaução na formação do técnico agrícola: reflexões para o enfrentamento da racionalidade instrumental a partir de uma questão sociocientífica”, pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Interfarma
O Prêmio Capes-Interfarma de Inovação e Pesquisa é outorgado às duas melhores teses de doutorado defendidas em 2016 relacionadas à inovação e pesquisa na área de Saúde Humana ou Ética/Bioética no Brasil, nas áreas e subáreas de avaliação Medicina, Odontologia, Farmácia, Enfermagem ou de Ciências Biomédicas (que inclui Genética; Fisiologia, Bioquímica, Farmacologia; Imunologia, Microbiologia, Parasitologia e Biologia Celular). A premiação se constitui de um valor bruto de R$ 31.045, 24 e foi concedida a Henrique Gama Ker, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e Juliana Carvalho Santos, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Premiação Fulbright
Em 2017, o Prêmio CAPES contou com uma nova parceria. Um acordo específico com a Comissão Fulbright Brasil concedeu um prêmio especial a tese que envolva as relações entre Brasil e Estados Unidos. A autora Ana Cristina Santos Matos Rocha foi a premiada, com a tese “Experiências Norte-Americanas e projetos de educação no Distrito Federal e em São Paulo (1927-1935): Anísio Teixeira, Noemi Silveira, Isaías Alves e Lourenço Filho”, defendida na Fundação Oswaldo Cruz.

(Pedro Arcanjo – Brasília – CCS CAPES)
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CAPES inicia processo de renovação de coordenadores de área

qua, 06/12/2017 - 15:09

Os programas de pós-graduação (PPGs), associação e sociedade científica e de pós-graduação têm até as 18h do dia 22 de dezembro de 2017 para a indicar os nomes para a renovação dos coordenadores das 49 áreas de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A indicação será feita de forma eletrônica, por meio da Plataforma Sucupira.

O procedimento de escolha dos coordenadores é realizado nos termos da Portaria nº 141/2016 e prevê a indicação de cinco nomes por cada PPG, seguida da realização de listas pela Diretoria de Avaliação da CAPES, contendo o número de indicações, a manifestação individual de aceite da função de coordenação de áreas e a apresentação de um plano de atividades que contenha proposta de atuação frente à coordenação de área, entre outras informações. Os currículos e documentos dos indicados são analisados pelo Conselho Superior da CAPES e submetidos à Presidência da agência.


(Brasília – CCS/CAPES)
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Projeto apoiado pela CAPES faz descobertas em mar profundo

qua, 06/12/2017 - 14:10

Uma descoberta associada ao “Projeto ASpECTO - Assimetria na distribuição de energia entre as correntes de contorno oeste do Atlântico Sul durante os últimos 130 ka e seu impacto sobre o clima da América do Sul”, financiado no âmbito do Programa CAPES/IODP, foi abordada no programa Repórter ECO, da TV Cultura. “Nós descobrimos que, em intervalos específicos dos últimos 30 mil anos, a estrutura da porção superficial do Oceano Atlântico equatorial sofreu mudanças extremamente significativas e abruptas. Estas mudanças foram responsáveis por alterar não apenas a estrutura física da coluna de água, mas também causaram marcante modificação na biota que habita esta região”, explica um dos coordenadores do projeto Cristiano M. Chiessi, professor da Universidade de São Paulo (USP).

 

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O coordenador explica que as mudanças ocorreram em momentos específicos nos quais a Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico (ou a "grande circulação do Atlântico") esteve muito enfraquecida. “Como as projeções climáticas indicam que esta mesma circulação deve sofrer significativo enfraquecimento até o final deste século, conhecer as possíveis consequências deste enfraquecimento é de fundamental importância para nos prepararmos adequadamente para tal evento.” Um artigo sobre o assunto foi publicado na Revista Nature em maio deste ano.

Outros resultados
No âmbito do projeto, também foi descoberto que o dióxido de carbono lançado na atmosfera nos mesmos intervalos dos últimos 30 mil anos tiveram origem nos oceanos e chegou até a atmosfera terrestre por meio de uma intensificação da ventilação da porção profunda do Oceano Austral (o oceano que circunda a Antárctica) e também por um enfraquecimento da produtividade primária oceânica. “Esta descoberta publicada em um artigo em abril deste ano juntamente com aquela publicada no artigo de Portilho-Ramos et al. (2017) nos mostra o papel fundamental que diminuições na intensidade da Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico podem ter para o clima e a biota do planeta”, explica Chiessi.

Futuro
Segundo o coordenador, as expectativas para o projeto são excelentes em termos de avanços científicos e, principalmente, na formação de recursos humanos de alto nível. “Estamos avançando de maneira significativa em uma área de fronteira, isto é, o conhecimento dos oceanos profundos. Em função da sua extensa área oceânica, o conhecimento do comportamento dos oceanos profundos é absolutamente fundamental para o Brasil.”

Cristiano ressalta que os impactos de um projeto como este são enormes pois produzem ciência de ponta e formam recursos humanos de alto nível em uma área de interesse estratégico para o Brasil, isto é, as ciências do mar profundo. “Durante muito tempo as pesquisas nos oceanos profundos foram tímidas no país. Mais recentemente, entretanto, esta área da ciência tem ganhado atenção e os frutos desta atenção estão começando a se tornar palpáveis para o país. Neste sentido, o apoio de agências de fomento como a CAPES é absolutamente fundamental. Sem estes recursos, estas pesquisas não poderiam ser executadas.”

Dentre outras atividades, as próximas etapas de desenvolvimento do projeto envolvem a investigação detalhada dos efeitos que alterações pretéritas no aporte de águas do Oceano Índico ao Oceano Atlântico Sul tiveram sobre as chuvas no Brasil. “Nossas pesquisas e aquelas de um grande número de outros grupos também serão impulsionadas caso o navio de pesquisas JOIDES Resolution do ‘International Ocean Discovery Program’ venha, de fato, para o Atlântico Sul dentro de poucos anos”, explica o professor.

Sobre o programa
O International Ocean Discovery Program (IODP) é um programa internacional de pesquisas marinhas, que visa investigar a história e a estrutura da Terra, a partir do registro em sedimentos e rochas do fundo do mar, e monitorar ambientes de sub-superfície. O programa reúne parte significativa da comunidade científica atuante nas ciências do mar em águas profundas de diversos países.

Para alcançar seus objetivos, usa avançada tecnologia em perfuração oceânica como instrumento essencial para novas descobertas, permitindo a disseminação de dados e amostras a partir de arquivos globais, particularmente para os países membros do programa.

O sistema de perfuração é apoiado por um parque analítico a bordo do Navio de Pesquisa JOIDES Resolution, composto por equipamentos de última geração voltados a pesquisa geofísica, geoquímica, microbiológica e paleoclimática. Além da infraestrutura a bordo, o IODP conta com apoio de numerosas instituições de pesquisa e formação de recursos humanos nos diferentes países que atualmente compõem o Programa.

Desde 2013, o Brasil, por meio de financiamento viabilizado pela Capes, é membro do consórcio JOIDES Resolution e colabora com o Programa IODP.

Atualmente, a participação do Brasil prevê uma vaga em cada expedição no Navio de Pesquisa do JOIDES Resolution (até 2 vagas podem ser disponibilizadas dependendo da demanda); utilização por parte de brasileiros de amostras previamente coletadas de programas anteriores como o Deep Sea Drilling Project (DSDP) e do Ocean Drilling Program (ODP) e atualmente coletadas pelo Programa IODP, por meio da preparação da “Sample Request” com suporte do Comitê Cientifico do Programa no Brasil; um membro no “Facility Board” do Navio de Pesquisa JOIDES Resolution; um representante brasileiro no “Scientific Evaluation Panel” (SEP) do IODP; e um representante brasileiro no Subgrupo “Site Survey” do SEP/IODP.

Para executar as atividades previstas no Programa, a Capes conta com o apoio de um Comitê Científico e um Comitê Executivo.

Para saber mais sobre o programa em http://iodp.tamu.edu/index.html e http://iodp.org/.

 

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Títulos de periódicos de Ciências Biológicas estão disponíveis no Portal de Periódicos

ter, 05/12/2017 - 13:32

O Portal de Periódicos, biblioteca virtual da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), oferece aos seus usuários acesso a conteúdo de todas as áreas do conhecimento, inclusive da área de Ciências Biológicas.

A Biologia está dividida em vários campos especializados que abrangem morfologia, fisiologia, anatomia, comportamento, origem, evolução, processos vitais, relações entre os seres vivos, entre outras categorias. Nas ferramentas de busca disponibilizadas pelo Portal, é possível encontrar opções para pesquisas relacionadas a todas as subdisciplinas de Ciências Biológicas.

Nessa gama de conteúdos, os usuários encontram cinco importantes títulos: quatro da Canadian Science Publishing (NRC Research Press) e um da Federation of American Societies for Experimental Biology (FASEB). As revistas científicas podem ser localizadas em texto completo na opção Buscar periódico.

Conheça as publicações:

Biochemistry and Cell Biology
Publicado desde 1929, o título de periodicidade bimensal explora todos os aspectos da bioquímica geral e inclui cobertura atualizada de pesquisa experimental em biologia celular e molecular em eucariotas, bem como artigos de revisão sobre temas de interesse atual. Os volumes contemplam notas com contribuições de especialistas internacionais renomados. A publicação disponibiliza ainda edições especiais anuais dedicadas a expandir novas áreas de pesquisa em bioquímica e biologia celular.

Canadian Journal of Animal Science
O título trimestral, publicado desde 1957, contém novas pesquisas sobre todos os aspectos da agricultura animal e de produtos animais. O periódico também publica avaliações, cartas ao editor, resumos de trabalhos técnicos apresentados na reunião anual da Sociedade Canadense de Ciência Animal (Canadian Society of Animal Science) e, ocasionalmente, trabalhos de conferências.

Canadian Journal of Plant Science
Trata-se de uma publicação bimestral que comporta pesquisas sobre todos os aspectos da ciência das plantas relevantes para a agricultura climática continental, como produção e gestão de plantas, horticultura e manejo de pragas. O título inclui também artigos interdisciplinares, comentários, cartas ao editor, resumos de trabalhos técnicos apresentados nas reuniões das sociedades patrocinadoras e, ocasionalmente, trabalhos de conferências. É publicado desde 1957.

Canadial Journal of Soil Science
Lançada em 1957, a revista científica trimestral contém novas pesquisas sobre uso, gerenciamento, estrutura e desenvolvimento de solos. O periódico também publica comentários, cartas para o editor e, ocasionalmente, trabalhos de conferências. Edições ou seções especiais que incluam tópicos específicos relacionados à temática também são considerados.

The FASEB Journal
Editada pela Federation of American Societies for Experimental Biology (FASEB), a publicação está entre os periódicos de biologia mais citados do mundo, conforme o InCites Journal Citation Reports (setembro/2017). Por sua causa, a federação adquiriu a expertise que oferece a seus membros, já que o título foi lançado em 1987. Trata-se de uma revista científica da área de Ciências Biológicas que aborda todas as áreas de Ciências da Vida e publica artigos originais revisados por pares de diversos campos, assim como editoriais, revisões e novidades.

Portal de Periódicos
O Portal de Periódicos da CAPES é uma biblioteca virtual que reúne e disponibiliza a instituições de ensino e pesquisa no Brasil o melhor da produção científica internacional.Com um acervo de mais de 38 mil títulos com texto completo, 134 bases referenciais, 11 bases dedicadas exclusivamente a patentes, além de livros, enciclopédias e obras de referência, normas técnicas, estatísticas e conteúdo audiovisual.

O Portal foi criado para ampliar o acesso das bibliotecas brasileiras à informação científica internacional. Ele é considerado um modelo de consórcio de bibliotecas único no mundo, pois é inteiramente financiado pelo governo brasileiro. Cobrindo todo o território nacional. O portal é a iniciativa do gênero com a maior capilaridade no planeta. 

Verifique o conteúdo do Portal de Periódicos disponível para sua instituição.

(Com informações do Portal de Periódicos)

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Categorias: Pesquisa

Evento reúne físicos e matemáticos na USP em São Carlos

ter, 05/12/2017 - 13:15

Você sabia que as ferramentas, os métodos e os conceitos matemáticos que são utilizados para explicar o mundo macroscópico – esse espaço e tempo onde se inserem todos os objetos que podemos enxergar a olho nu –, muitas vezes são inapropriados para compreendermos como funciona o mundo dentro dos átomos ou o que acontece dentro de um buraco negro?

Muitas pesquisas estão sendo realizadas por matemáticos e físicos no Brasil e no exterior em prol do desenvolvimento de novas ferramentas, métodos e conceitos matemáticos que possam conciliar e incorporar os conceitos do espaço-tempo da Relatividade Geral de Einstein com a física quântica, que só podemos acessar usando instrumentos especiais que enxergam fenômenos na escala dos átomos. Há muito para descobrir também sobre os locais do universo que têm características bem diferentes do planeta em que vivemos, tal como o interior dos buracos negros.

“O espaço-tempo quântico tem uma geometria própria. Sabemos apenas que os fenômenos que acontecem nesse mundo são completamente diferentes dos que ocorrem em nível macroscópico, mas não sabemos como esses dois mundos se relacionam”, explica o professor Paulo da Veiga, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

Ele faz parte da comissão organizadora da II Escola Patricio Letelier de Física-Matemática, que está com inscrições abertas e reunirá pesquisadores brasileiros e estrangeiros no ICMC de 19 a 23 de fevereiro de 2018. “O diálogo entre físicos e matemáticos é muito profícuo: estimula que novos modelos matemáticos sejam desenvolvidos para compreender o que ocorre no nosso universo em constante expansão agora”, explica Veiga.

Durante o evento, serão oferecidos seis minicursos e quatro seminários avançados. Haverá também sessões de pôsteres e sessões para proposição de problemas abertos. Confira a programação completa no site do evento: http://eplfm2018.galoa.com.br.

Os estudantes de pós-graduação e pesquisadores interessados em participar da iniciativa podem se inscrever até 18 de janeiro de 2018. O valor da taxa de inscrição é de R$ 200, mas será oferecido um desconto (R$ 50,00) a quem se inscrever até dia 17 de dezembro pelo site.

Além do professor Veiga, participam do comitê organizador do evento os professores Samuel de Oliveira e João Pitelli, ambos da UNICAMP, e o professor Julio Fabris, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Entre as diversas instituições que apoiam a iniciativa estão a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

(Com informações do ICMC-USP)

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Categorias: Pesquisa

Portal Britannica Escola capacita 1638 docentes em 2017

seg, 04/12/2017 - 14:29

A equipe pedagógica do portal Britannica Escola realizou 27 treinamentos online voltados a professores da educação básica no ano de 2017. No total, 1638 docentes aprenderam a utilizar as ferramentas digitais da Britannica em sala de aula e também nas atividades complementares.

As inscrições para as capacitações são gratuitas e os professores podem escolher o horário mais conveniente para participar do treinamento. Cada sessão apresenta conteúdos por cerca de 60 minutos.
Os próximos treinamentos serão divulgados em janeiro de 2018.

Britannica Escola
O portal Britannica Escola é uma parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) com a Encyclopædia Britannica uma das mais conhecidas e conceituadas editoras do mundo. Acessando a interface da Britannica Escola, alunos e professores poderão utilizar, durante o processo de aprendizado, ferramentas de ensino e recursos multimídia disponíveis no portal, como artigos de enciclopédia, imagens e vídeos, atlas do mundo, biografias, notícias diárias voltadas para as crianças, recursos interativos de geografia, jogos interativos, entre outros. O portal é todo em português e gratuito.

Acesse www.capes.britannica.com.br

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Pesquisadores da UFRGS e USP são os vencedores do prêmio

sex, 01/12/2017 - 21:15

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) anuncia nesta sexta-feira, 1º de dezembro, os vencedores do Prêmio Vale-Capes de Tecnologia e Inovação - Edição 2017. Na categoria Pesquisador Emérito, o escolhido foi o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Jorge Rubio Rojas. Lucas William Mendes, Universidade de São Paulo (USP) foi selecionado na categoria Jovem Pesquisador.

O prêmio paga R$ 100 mil para pesquisador experiente e R$ 40 mil para jovem cientista, além de bolsa para a realização de pesquisas. A cerimônia de entrega dos prêmios ocorrerá no dia 13 de dezembro de 2017, na sede da CAPES, em Brasília. Na edição 2017, o prêmio destacou pesquisadores cujos trabalhos tenham aplicação efetiva na resolução de problemas reais relativos as áreas de Ecologia e Conservação da Natureza.

Premiação
Na categoria Emérito, o vencedor recebe da VALE um auxílio de R$ 100 mil. A CAPES também vai conceder ao premiado uma bolsa equivalente à de Pesquisador Visitante do Exterior ou à de Estágio Sênior no exterior. Para o Jovem Pesquisador será concedido auxílio de R$ 40 mil pela VALE. O premiado também receberá uma bolsa análoga à de Pesquisador Visitante do Exterior, paga pela CAPES.

A premiação considerou a produção dos pesquisadores. Foram avaliados itens como artigos científicos, livros e capítulos, patentes e orientações em cursos de pós-graduação. Os critérios de premiação foram originalidade do trabalho e relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social e de inovação.

Acesse o resultado.

Leia também:
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Pesquisador desenvolve estudo de telefonia móvel para Amazônia
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(Brasília – CCS/CAPES)
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Novo edital financia criação de jogos educacionais virtuais com até R$ 100 mil

qui, 30/11/2017 - 14:49

Com o objetivo de incentivar a inovação pedagógica por meio de desenvolvimento e disseminação de ferramentas tecnológicas para uso no ensino, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) divulga nesta quinta-feira, 30, o novo edital de Fomento à inovação na temática Jogos Virtuais. As inscrições vão até 12 de janeiro de 2018.

Os jogos educacionais selecionados devem ser voltados a cursos de licenciatura e terão o valor máximo de financiamento de R$ 100 mil. Devem levar em consideração a faixa etária do público-alvo para o desenvolvimento adequado do conteúdo. Entre as características solicitadas pela chamada, estão a possibilidade de adaptar o jogo para várias disciplinas; o design ser voltado tanto para computadores quanto dispositivos móveis, em suas diferentes plataformas; contar com opções de acessibilidade e inclusão.

Será aceito um projeto por Instituição de Ensino Superior pertencente ao programa Universidade Aberta do Brasil (UAB). O gerenciamento do projeto será de responsabilidade do Coordenador UAB ou do Coordenador UAB Adjunto. A previsão de divulgação do resultado preliminar é 26 de fevereiro de 2018.

Acesse o edital.

UAB
Criada em 2005, a Universidade Aberta do Brasil é uma rede formada por instituições públicas que oferece cursos de nível superior por meio de educação a distância. A prioridade da UAB é ofertar formação para pessoal atuante na educação básica – professores, gestores e colaboradores, mas existem ofertas de formação para o público em geral. O Sistema UAB é coordenado pela Diretoria de Educação a Distância (DED) da CAPES.

(Brasília – Pedro Arcanjo - CCS/CAPES)

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Programa de Verão seleciona jovens cientistas

qui, 30/11/2017 - 13:41

Estudantes de doutorado que tenham interesse em desenvolver seus estudos com orientação de pesquisadores do Internacional Institute for Applied Systems Analysis (IIASA), em Laxenburg, Áustria, têm até o dia 11 janeiro de 2018, para se inscrever no Programa de Verão para Jovens cientistas CAPES/IIASA.

O edital selecionará até 4 pesquisadores, que receberão além de mensalidade no exterior, auxílio instalação, auxílio seguro-saúde e auxílio deslocamento, por até três meses.

Entre os requisitos previstos, os candidatos ao programa deverão apresentar uma proposta de pesquisa nas áreas de ciência e tecnologia, agricultura, meio ambiente, energia, recursos naturais e análise de sistemas - áreas de atuação do IIASA. Também são necessárias a comprovação de proficiência em língua inglesa e a matrícula em curso de doutorado reconhecido pela CAPES.

Inscrições
A inscrição deverá ser realizada na CAPES, por meio do envio digital do formulário referente ao programa pleiteado; e no IIASA, por meio do formulário de inscrições disponível na página do Instituto.

A previsão de início das atividades é junho de 2018.

(Brasília – CCS/CAPES)

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