Operadora de celular compacta, conheça mais este projeto de pesquisa do DCC

seg, 23/11/2015 - 13:45
Português, Brasil

O professor Daniel Fernandes Macedo e o pesquisador Erik de Brito Silva criaram a pequena operadora de celular que funciona como experimento.

Projeto experimental do DCC cria sistema de telefonia capaz de oferecer cobertura num raio de 20m. Uso de placa programável possibilita ampliar os horizontes em todo tipo de sinal que opera em sua faixa de frequência.

O que deve ser a menor operadora de telefonia móvel do mundo está instalada no câmpus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mais precisamente na sala de número 3.014 do Instituto de Ciências Exatas (ICEx). Um computador, uma placa de hardware e uma antena de pouco mais de um metro de altura podem oferecer cobertura num raio de 20 metros, tudo operado por Erik de Britto e Silva. O projeto nasceu de um desafio proposto pelo professor Daniel Macedo, do Departamento de Ciência da Computação, o que foi prontamente atendido pelo mestrando.

De acordo com Erik, o que há de inovador neste modelo é a placa programável. Ela permite que, em caso de troca de tecnologia, de 4G para 5G,  por exemplo, seja mantida toda aestrutura de hardware e só se trabalhe no software.

No campo da pesquisa, Erik de Brito afirma queo uso de uma placa programável possibilita ampliar os horizontes em todo tipo de sinal que opera em sua faixa de frequência, desde a telefonia até o rádio, passando por Bluetooth, chips de identificação de carros e passaportes, entre outras. Um tema promissor que está em estudo é o rádio cognitivo, onde a placa programável, que tem um amplo espectro de frequências, pode usar uma faixa desocupada para realizar sua comunicação. Um bom exemplo de faixa que pode ser usada pelo celular é a frequência da TV analógica, que está em vias de ser interrompida. Para desenvolver sua pesquisa, Erik recebe uma bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Além disso, o laboratório Winet da UFMG recebe recursos da Capes, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

 

Fonte: Estado de Minas, Caderno Ciência & Saúde, 21/11/2015, Reportagem de Pedro Cerqueira