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Atualizado: 5 horas 18 minutos atrás

Pró-reitoria de Assuntos Estudantis divulga projetos de estudantes que serão financiados neste ano

sex, 26/05/2017 - 18:24

Carol Prado / UFMG

Estudantes que tiveram projetos aprovados se reuniram hoje para assinatura dos termos de concessão dos recursos

O resultado das chamadas de propostas de projetos de estudantes lançadas pela Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) foi “sucesso total”, na avaliação do pró-reitor Tarcísio Mauro Vago. Trinta e seis iniciativas foram aprovadas – 23 na modalidade Apoio acadêmico e 13 em Ações afirmativas. A relação dos projetos contemplados está disponível no site da Prae.

“No ano passado, quando criamos as chamadas, recebemos 53 propostas; neste, o número de submissões praticamente dobrou: foram 99 propostas. E o ganho não foi só quantitativo”, comemora Tarcísio, destacando também a qualidade dos projetos recebidos e o fato de que mais de um terço das ofertas foram aprovadas. “Agora, além do professor, o estudante da UFMG é também um coordenador de projetos que visam produzir reflexões e conhecimento”, diz o pró-reitor.

Na tarde desta sexta-feira, 26, alunos que submeteram os projetos selecionados se reuniram com a Prae no CAD 1 para a assinatura do termo de concessão dos recursos. Os projetos acadêmicos receberão R$ 21,6 mil (R$ 900 por projeto, em média). Para os da modalidade Ações afirmativas, foram destinados cerca de R$ 17 mil, média de R$ 1,3 mil por projeto.

Foram aprovadas iniciativas vinculadas às três grandes áreas de conhecimento e também aos três principais campi da Universidade: Pampulha, Saúde (e demais unidades do Centro de Belo Horizonte) e Montes Claros.

Política permanente
Esta foi a segunda chamada consecutiva da Prae por projetos estudantis. Tarcísio Vago explica que, à parte o cenário de contenção orçamentária vivida pela Universidade nos últimos tempos, as chamadas vão ser mantidas e já integram uma política de financiamento permanente.

“O financiamento de projetos de estudantes foi uma das motivações para a criação da Prae. Nesse sentido, o sucesso das chamadas é de certa forma uma consolidação da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis”, afirma. “Uma comunidade universitária só se estrutura a partir do momento em que as três categorias se articulam para produzir conhecimento. Agora, com essas chamadas que criamos, nosso estudante pode oferecer a sua contribuição.”

A despeito da limitação de recursos, o orçamento das chamadas para 2017 foi mantido em relação ao ano passado. “Cada chamada previa apoio para até dez projetos de até R$ 2 mil cada, somando até R$ 20 mil por chamada”, lembra Tarcísio. Na soma das duas chamadas, o orçamento alcança anualmente R$ 40 mil, a serem distribuídos entre 20 projetos. Contudo, a partir de um remanejamento de verbas realizado pela Pró-reitoria, foi possível financiar quase o dobro de projetos, já que alguns deles demandavam valores menores.

Os projetos aprovados serão apresentados na Semana do Conhecimento 2017, prevista para o período de 16 a 20 de outubro, e vão participar das avaliações para as premiações.

Contra desigualdades
A Resolução nº 17/2015, do Conselho Universitário da UFMG, define como projetos de ação afirmativa aqueles que visam combater desigualdades e enfrentar discriminações. Nesse sentido, foram aprovados projetos sobre valores africanos, feminismo, direitos indígenas, acessibilidade, sexualidade, entre outros, em diferentes campos do saber, como a estatística, a dança, a medicina e a arquitetura.

A chamada para iniciativas acadêmicas estudantis, por sua vez, buscava projetos técnico-científicos e artístico-culturais estabelecidos de forma articulada a estudos, pesquisas e ações de ensino e extensão da Universidade. Nessa perspectiva, foram aprovados projetos das mais diferentes áreas, como belas-artes, zootecnia, agronomia, engenharias, arquitetura e urbanismo, biomedicina, educação física, museologia, economia, geografia, direito, pedagogia, arquivologia.

As convocatórias para projetos de estudantes têm contemplado iniciativas de alunos da graduação, mas, segundo Tarcísio Vago, está no horizonte a ideia de apoiar também alunos de pós-graduação. Essa ideia está sendo gestada em parceria com a Pró-reitoria de Pós-graduação (PrPG).

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'A exploração não é exclusividade do capitalismo', afirma especialista alemão em Marx

sex, 26/05/2017 - 16:41

Fotos: Foca Lisboa/UFMG

Michael Heinrich, Jayme Ramírez e Hugo Cerqueira em conferência sobre Karl Marx

Em conferência que integra as comemorações dos 90 anos da UFMG, o matemático e cientista político alemão Michael Heinrich, da Universidade de Ciências Aplicadas de Berlim, abordou a atemporalidade da obra O capital, de Karl Marx. Um dos maiores conhecedores da obra, cuja primeira edição completa 150 anos em 2017, o especialista integra o Projeto Mega, que tem o objetivo de pesquisar e publicar os manuscritos e obras de Marx.

Na contramão de economistas e sociólogos que afirmam que a sociedade mudou e que o livro não deve servir como parâmetro para os estudos da sociedade capitalista contemporânea, Heinrich [foto ao lado] destacou a atualidade da obra. Segundo o pesquisador, O capital ainda é uma chave para se compreender o funcionamento da sociedade porque não aborda apenas o capitalismo da época em que foi publicado, mas apresenta estruturas e dinâmicas básicas do sistema que continuam vigorando nos dias atuais.

“Já no prefácio do primeiro volume de O capital, Marx utiliza exemplos da Inglaterra do século 19 para apresentar características gerais do modo de produção capitalista. Ao apresentar esses exemplos, fica claro que o objeto de análise do livro não é o capitalismo em si, mas as leis e a estrutura por trás desse regime. O capitalismo mudou, mas O capital nos fornece os elementos básicos para a condução de pesquisas atuais da área”, disse.

O especialista destacou que a obra de Marx também questiona pensadores anteriores, como o inglês Adam Smith. No primeiro capítulo do volume inaugural de O capital, Marx analisa o motivo de a mão de obra se assumir como uma forma de valor. Até então, esse questionamento não fora feito por outros pensadores. “Esse é um questionamento importante porque precisamos saber se a produção de valor é algo natural do ser humano. Além disso, Marx é o primeiro a descrever as figuras do capitalismo. Para ele, as pessoas são personificações de categorias econômicas”, explicou.

Para o pesquisador, a visão do indivíduo como personificação de categorias econômicas tem consequências importantes na obra de Karl Marx, uma vez que as mercadorias são vistas por ele como possuidoras de valor de uso e de troca. “As pessoas e suas ações são importantes porque a mercadoria não chega sozinha ao mercado. Marx, no entanto, não analisa as pessoas, que são os capitalistas. Ele se debruça sobre a lógica e a estrutura de produção capitalista. Para ele, não importa quem são os indivíduos envolvidos no processo”, disse.

Exploração persistente
Michael Heinrich defende a ideia de que a exploração existe em todas as sociedades, não está restrita às sociedades capitalistas modernas. Para ele, o formato das regras que ditam a formação de classes é interessante para os estudos de quem se dedica ao entendimento do capitalismo.

“A exploração não é exclusividade do capitalismo. A diferença entre a exploração da sociedade capitalista moderna e aquela observada nas sociedades escravocratas, por exemplo, é que agora não existe mais a dependência pessoal. Hoje, as pessoas são cidadãos livres”, explicou.

O pesquisador, no entanto, ressaltou que essa liberdade não impede que a exploração ocorra. ”Marx demonstra que a dependência pessoal é substituída por uma regra impessoal. Ele insiste que o trabalhador não vende o seu trabalho, que não é uma mercadoria, mas, sim, o seu poder de trabalho, que é tudo que ele tem. O trabalhador é forçado a se submeter ao capital, e assim se dá a exploração.”

Ao mesmo tempo, o conferencista destacou que, além dos trabalhadores, os capitalistas também sofrem exploração ao serem pressionados pela concorrência. “Para sobreviver como capitalista, é preciso que a pessoa maximize seus lucros. Dessa maneira, os capitalistas, que formam a classe dominante, também não são livres", afirmou.

Para Michael Heinrich, as teorias sobre formas de dominação são consideradas essenciais para compreender esse fenômeno. “Quando se quer mudar algo na sociedade capitalista, é necessário entender as especificidades das classes e da exploração existente nos tempos modernos. Por isso, precisamos nos debruçar sobre os três volumes da obra, e não apenas no primeiro volume, o mais conhecido.”

Segundo o professor Hugo da Gama Cerqueira [foto ao lado], professor do Departamento de Ciências Econômicas da Face, os estudos sobre a obra de Marx devem ser contínuos, uma vez que sua obra ainda é fundamental para compreender o capitalismo. “Não podemos pensar em ciências sociais sem falar de Karl Marx. Sartre já dizia que O capital era uma obra insuperável porque enfrentava os problemas de seu tempo. É interessante notarmos que ainda hoje ela é capaz de enfrentar os novos problemas”, disse Cerqueira, que é pró-reitor de Planejamento da UFMG.

Manuscrito x versão editada
Michael Heinrich também alertou sobre as diferenças que podem ser observadas na versão de O capital editada pelo parceiro intelectual de Marx, Friedrich Engels, e nos manuscritos deixados pelo autor. Para ele, essas diferenças indicam a necessidade de mais estudos sobre a obra.

“Engels reformulou várias anotações de Marx, buscando oferecer explicações para pensamentos não concluídos do autor. A Teoria da Crise, por exemplo, foi desenvolvida por Engels, e não por Marx. O fato de Marx não ter finalizado sua obra mostra que devemos nos debruçar sobre os dois textos para compreendê-los melhor.”

A atuação como ativista político e seu debilitado estado de saúde foram alguns dos motivos que impediram Marx de finalizar O capital. Porém, foi outra a razão principal para a não finalização da obra. “Com as crises políticas da época e todas as transformações que ocorriam na sociedade, Marx percebeu que seria necessário acrescentar muita coisa à obra que ele estava escrevendo. Naquele momento, o capitalismo assumiu formas diferentes, e ele sentiu que precisava expandir seu escopo de pesquisa, o que não teve tempo de fazer porque morreu aos 64 anos. Precisamos reconhecer Marx como um produtor de fragmentos, e não de uma obra fechada”, concluiu.

Em entrevista à TV UFMG, Michael Heinrich falou sobre a obra de Marx e as comemorações dos 90 anos da Universidade.

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Em dois seminários na UFMG, filósofa norte-americana vai abordar a questão da identidade pessoal

sex, 26/05/2017 - 07:48

Universidade do Alabama

Marya Schechtman: teorias que aliam aspectos biológicos, psicológicos e sociais

O que é ser uma pessoa? E o que é continuar sendo uma mesma pessoa? As questões, que permeiam discussões éticas fundamentais, como as que orbitam a eutanásia e o aborto, serão apresentadas pela filósofa americana Marya Schechtman em dois seminários, nos dias 1º e 2 de junho, no bloco de auditórios da Face. Os eventos terão início às 14h.

Professora da Universidade de Illinois em Chicago (EUA), Marya Schechtman está envolvida há mais de 20 anos no debate sobre a questão da identidade pessoal. Em 1996, ela publicou The constitution of selves, livro em que defende a ideia de que a identidade pessoal está ligada à capacidade do indivíduo de narrar a própria vida. Em Staying alive: personal identity, practical concerns and the unity of a life, de 2014, ela ampliou os critérios para a definição de pessoa, adotando perspectiva que ela denomina “abordagem da vida da pessoa” – ou seja, ela propõe pensar a identidade em termos da unidade de uma forma de vida. Atualmente, a pesquisadora prefere chamar sua teoria de “antropológica”.

No primeiro seminário (Practice and identity: anthropological account of personal identity), Schechtman vai apresentar sua visão, que considera aspectos biológicos, psicológicos e sociais para a definição de identidade, contrapondo-se, por exemplo, aos argumentos do Animalismo, corrente que relaciona a identidade basicamente à existência orgânica.

Contribuição
Em sua segunda exposição (Agency and endurance), Marya Schechtman vai retomar aspectos do debate que tem mantido com o filósofo britânico Galen Strawson, da Universidade do Texas (EUA). Radicalmente antinarrativista, Strawson sustenta que a vida é feita de momentos, uma vez que o eu é “episódico” – presente, passado e futuro não importam muito – e que as narrativas são muito ficcionais e discrepantes em épocas diferentes e não têm valor moral. Schechtman acredita que a identidade está vinculada também à ideia de continuidade temporal da experiência.

Anfitriã da pesquisadora americana, a professora Telma Birchal, do Departamento de Filosofia, afirma que o trabalho de Schechtman pode oferecer contribuição importante para os debates sobre bioética. “Ela discute muito bem a questão dos critérios para se estabelecer o conceito de pessoa. Para Marya Schechtman, há bases objetivas. É um conceito cultural, mas não arbitrário”, diz Telma Birchal.

Os seminários, que serão ministrados em inglês, são promovidos pelo Programa de Pós-graduação em Filosofia e pelo Centro de Pós-graduação e Pesquisas em Administração (Cepead).

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Relação entre museus e paisagem cultural será debatida em colóquio em Tiradentes

sex, 26/05/2017 - 06:54

Jardel Santos / divulgação

Tiradentes reunirá pesquisadores que se dedicam ao estudo da identidade cultural de lugares protegidos por tombamento

Nos dias 6 e 7 de junho, terça e quarta, o Centro Cultural Sesiminas Yves Alves Tiradentes recebe o 2º Colóquio do campus cultural UFMG em Tiradentes: museus e paisagem cultural, evento que integra as comemorações dos 90 anos da UFMG.

As inscrições custam R$ 10 para professores, estudantes e trabalhadores de museus e R$ 20 para outros públicos. O interessado pode se inscrever até o dia 2 de junho pelo site do evento, onde a programação das palestras e mesas-redondas está disponível. Informações podem ser obtidas pelo e-mail campustiradentes@dac.ufmg.br.

O 2º Colóquio do campus cultural UFMG em Tiradentes reunirá pesquisadores que se dedicam a investigar o papel desempenhado pelos museus em relação às paisagens e identidades da cidade em que se encontram, em especial nos casos em que esses equipamentos culturais estão em núcleos urbanos protegidos por tombamento, como é o caso de Tiradentes.

Um objetivo dos organizadores é propiciar que o evento se desdobre em um curso de extensão a ser ofertado já no segundo semestre de 2017, destinado aos profissionais dos museus de Tiradentes e região.

O Centro Cultural Sesiminas Yves Alves Tiradentes fica na Rua Direita, 168.

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Faculdade de Medicina vai sediar Congresso Nacional de Saúde; prazo de inscrição com desconto termina no dia 2

sex, 26/05/2017 - 06:47

Estão abertas as inscrições para submissão de trabalhos e participação como ouvintes no 4º Congresso Nacional de Saúde, que será realizado de 28 a 30 de agosto na Faculdade de Medicina. O tema da edição – que integra as comemorações dos 90 anos da UFMG – é Promoção da saúde: interfaces, impasses e perspectivas.

Os valores das inscrições variam por público. Estudantes e servidores técnico-administrativos da UFMG pagam R$ 40, e professores, médicos e profissionais da área da saúde e correlatas de outras instituições desembolsarão R$ 300.

A tabela com os valores para as outras categorias e para cada prazo de inscrição pode ser consultada no site do evento. O prazo para inscrição com o valor mais baixo termina no dia 2 de junho, sexta-feira. A partir daí, haverá reajuste gradativo dos valores das inscrições, que poderão ser efetuadas até o início do evento.

A Faculdade de Medicina fica na Avenida Alfredo Balena, 190, no Centro de Belo Horizonte. O telefone de contato é o (31) 3409-8053. Informações adicionais podem ser obtidas pelo e-mail 4congresso@medicina.ufmg.br.

Programação
Organizada em mesas-redondas e conferências, a programação do 4º Congresso Nacional de Saúde está distribuída em quatro eixos temáticos: Atenção primária: medicina de família e comunidade; Violência na sociedade contemporânea; Qualidade de morte e estratégia de valorização da vida; Práticas integrativas e complementares - saúde e espiritualidade. Participarão do evento especialistas e pesquisadores do Brasil e do exterior.

O congresso também sedia três simpósios internacionais: de Educação em Saúde, de Saúde e Psicanálise e de Formação em Atenção Primária à Saúde e Medicina de Família e Comunidade. A programação e as regras para submissão de trabalhos podem ser consultadas no site do congresso.

(Com Assessoria de Comunicação da Faculdade de Medicina)

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Campus Montes Claros promove seminário sobre uso sustentável do solo e da água

sex, 26/05/2017 - 06:41

Lucas Braga / UFMG

Cultivo de hortaliças no ICA com técnicas de irrigação

No dia 5 de junho, data em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, o campus da UFMG em Montes Claros realiza o 1º Seminário em Inovação, Pesquisa e Tecnologia no Uso Sustentável do Solo e da Água. O objetivo do evento é promover a discussão e a difusão de conhecimentos científicos sobre sustentabilidade no uso da água e do solo. Inscrições de resumos podem ser enviadas até a próxima terça-feira, 30 de maio, de acordo com o modelo fornecido pela organização do seminário.

O uso sustentável é fundamental para a garantia de recursos, sobretudo em relação à disponibilidade de água no Norte de Minas. Boletim da Defesa Civil de Minas Gerais, divulgado nesta quarta-feira, 24, revelou que, das 92 cidades mineiras em emergência por causa da seca, 66 estão localizadas na região.

De acordo com o professor do Instituto de Ciências Agrárias (ICA) Sidney Pereira, coordenador do evento, o seminário foi organizado para divulgar ações desenvolvidas pelos alunos do Instituto e para propiciar a troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições.

“O Norte de Minas possui vocação natural para as atividades agropecuárias, que usam intensamente o recurso solo e têm como maior limitador a escassez de água. Desenvolver, agregar e difundir conhecimentos sobre o manejo sustentável dos recursos hídricos é fundamental para o sucesso do desenvolvimento econômico e social da região”, afirma.

Os trabalhos técnico-científicos serão apresentados em pôsteres e devem ter como tema A sustentabilidade no uso do solo e da água nas atividades agrárias, ambientais e afins. A programação contará com as palestras Conservação do solo na agropecuária, ministrada pelo engenheiro agrônomo Reinaldo Nunes de Oliveira, da Emater, e Uso sustentável da água, com a engenheira agrícola Polyanna Mara de Oliveira, da Epamig.

O seminário será realizado das 8h às 12h, no auditório do bloco C. As inscrições podem ser feitas no dia do evento, ao preço R$ 10. A taxa para publicação dos resumos inscritos é de R$ 30. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (38) 2101-7762 ou pelo e-mail sidney@ica.ufmg.br.

(Cedecom Montes Claros)

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Formação do engenheiro para a 'Indústria 4.0' é tema de congresso na próxima semana

sex, 26/05/2017 - 06:34

Discutir o futuro da engenharia em Minas Gerais e no Brasil é o objetivo do II Congresso de Instituições de Ensino, que será realizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-Minas), na próxima segunda, 29, e terça, 30. A sede do Crea, em Belo Horizonte, abrigará o evento, que começa às 8h30 e termina até às 16h, nos dois dias.

Engenheiro para a Indústria 4.0: formação e exercício profissional é o tema do congresso, que vai abrigar debates sobre o ensino, a formação do profissional e o mercado de trabalho da engenharia e da área tecnológica. O evento é organizado pelo professor Alessandro Fernandes Moreira, diretor da Escola de Engenharia da UFMG. “A demanda da sociedade por engenheiros inovadores e empreendedores é cada vez maior", afirma o professor.

A capacidade das instituições de ensino superior de formar engenheiros com esse perfil permeará as discussões. Na oportunidade, serão realizadas palestras sobre a inclusão da tecnologia nos cursos e nos projetos pedagógicos e sobre o desempenho dos cursos de engenharia no Enade.

As inscrições podem ser feitas no site do evento. A Sede do Crea fica na Avenida Álvares Cabral, 1600, Santo Agostinho.

(Com Assessoria de Comunicação do Crea)

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Documentário 'Últimas conversas', de Eduardo Coutinho, será exibido no domingo, no Espaço do Conhecimento

sex, 26/05/2017 - 06:26


Trailer oficial do documentário, o último filmado pelo cineasta

Juventude, adolescência e futuro estão entre os temas que perpassam o documentário Últimas conversas, do cineasta Eduardo Coutinho, que será exibido neste domingo, 28, no Espaço do Conhecimento UFMG, seguido de debate. A sessão tem início às 14h, e a participação é gratuita, com retirada de senha na recepção do museu. A classificação indicativa é de 12 anos.

Em sua obra derradeira, lançada em 2015, Coutinho, que morreu no ano anterior, aparece entrevistando diversos alunos da rede pública do Rio de Janeiro sobre suas vidas, sonhos e aspirações. Trata de assuntos como racismo, religião, bullying e problemas familiares. O próprio documentarista se inclui na narrativa. “Momentaneamente, ou pra sempre, eu perdi a ligação com o mundo que eu tinha ou que eu podia ter tido”, desabafou, em certo momento, diante da câmera.

Últimas conversas narra as incoerências, os sonhos e as expectativas dos jovens entrevistados e do próprio cineasta.

(Com Assessoria de Comunicação do Espaço do Conhecimento UFMG)

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Série Concertos de Outono recebe Trio de Choro nesta noite

sex, 26/05/2017 - 06:21

Divulgação

Da esquerda para direita: Marcelo Pereira, Silvio Carlos e Oszenclever Camargo

Na noite de hoje, 26, o grupo de música instrumental Trio de Choro se apresentará no auditório do Conservatório UFMG, no âmbito da série Concertos de Outono da OAP. Formado por Marcelo Pereira, Oszenclever Camargo e Silvio Carlos, o trio interpretará composições do choro. A apresentação tem início às 19h30, e a entrada é gratuita.

Com trajetória e trabalhos independentes reconhecidos no cenário musical brasileiro, os três artistas juntarão suas experiências em um show como participação especial de Toninho Vilanova, cavaquinista conhecido nas rodas de choro de Belo Horizonte.

Sobre os músicos
Marcelo Pereira é professor de música, flautista, saxofonista, mestre em performance musical e bacharel em flauta e saxofone pela UFMG. Atua como saxofonista e flautista em diversas formações instrumentais, como a Orquestra Uirapuru, em grupos como o Quarteto Carajazz, o Quarteto de Saxofones Vera Cruz e Famigerado – Grupo de Choro. Atualmente, é professor da Escola de Música da Uemg.

Sílvio Carlos é violonista de 7 cordas, produtor e arranjador, dedicando-se ao estudo do instrumento e sua aplicação no choro brasileiro há quase 40 anos. Realiza extensa pesquisa sobre a música instrumental brasileira e trabalhou com Paulinho da Viola, Fernando Ângelo e Waldir Silva, entre outros artistas. É integrante, produtor, diretor musical e arranjador do Grupo Flor de Abacate e participa dos grupos Choro de Minas e 13 Cordas. Foi diretor cultural do Clube do Choro de Belo Horizonte, de 2006 a 2010.

Percussionista, Camargo é ritmista desde os 13 anos. Participou de várias apresentações musicais e gravações de discos na companhia de Paulinho Pedra Azul, Fernando Ângelo, Tino Gomes, Cadu, Miltinho e Waldir Silva. Foi percussionista do Grupo Flor de Abacate e atualmente é diretor do Clube do Choro de Belo Horizonte.

O Conservatório UFMG fica na Avenida Afonso Pena, 1534, Centro.

Repertório:

Naquele tempo - Pixinguinha
Tantos anos sem ele - Silvio Carlos
As vitrines - Chico Buarque
Manhã de carnaval - Antonio Maria e Luiz Bonfá
Ternura - K-Ximbinho
Receita de samba - Jacob do Bandolim
Chorinho pro Rodrigo - Altamiro Carrilho
Vaidoso - Moacir Santos
Cochichando - Pixinguinha
O velho e a flor - Vinicius de Moraes
Os carioquinhas no choro - Altamiro Carrilho
Noites cariocas - Jacob do Bandolim

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Protagonismo estudantil norteou 16ª Jornada de Extensão

qui, 25/05/2017 - 15:00

Foca Lisboa / UFMG

O reitor Jaime Ramírez, a pró-reitora de Extensão, Benigna Maria de Oliveira, e a pró-reitora adjunta de Extensão, Claudia Mayorga, na abertura do evento

“O protagonismo hoje é de vocês: estudantes, bolsistas e voluntários”. Com essa frase, a pró-reitora de Extensão, Benigna Maria de Oliveira, abriu a 16ª Jornada de Extensão da UFMG, evento realizado na tarde desta quarta-feira, dia 24, que reuniu a comunidade universitária no campus Pampulha para discutir e compartilhar experiências sobre os mais de 1.300 programas e projetos de extensão.

Segundo Benigna, o tema dessa edição, Extensão contemporânea: experiências de transformação, foi idealizado a partir do desejo de apresentar experiências inovadoras que dialogam com as três metas que orientam o trabalho da UFMG no campo da extensão: “A primeira delas é o fortalecimento da extensão como dimensão fundamental pra formação do estudante. A segunda é que ela contribua para o fortalecimento de uma política institucional de direitos humanos. Por fim, Universidade deseja com a sociedade”, enunciou a Pró-reitora.

Ainda em seu pronunciamento, a pró-reitora enfatizou o desafio de ampliar a dimensão da extensão para todos os alunos da graduação. “A Universidade tem até 2024 pra que 10% dos créditos curriculares de todos os cursos de graduação sejam atribuídos a participação de estudantes em projetos e programas de extensão. É um desafio pensar estratégias para que isso seja possível sem o aumento da carga horária”, afirmou.

Experiências inspiradoras
A programação da Jornada seguiu com a apresentação de quatro experiências de extensão. Mariana Moreira compartilhou suas vivências como bolsista em 2015 no projeto Trajetórias de egressos de escola pública e negros/as e indígenas na UFMG, iniciativa do departamento de Psicologia. A estudante contou que o projeto surgiu no contexto das ações de democratização do ensino superior no Brasil, como a política de cotas, tendo como alvo a própria comunidade acadêmica. Segundo ela, a iniciativa criou espaços de diálogo entre os alunos que ingressaram pelo sistema de cotas, promovendo a valorização da sua cultura, história . “A universidade não está descolada da sociedade, por isso as mesmas dinâmicas de exclusão, racismo e machismo estão presentes em nosso cotidiano”, justificou.

O intercambista italiano Leonardo Magnani apresentou uma iniciativa de extensão no âmbito da internacionalização e em interface com a pesquisa. Aluno de mestrado, ele integra o projeto Incluindo adaptação baseada nos ecossistemas nos contextos urbanos, em que desenvolve pesquisa comparativa de governança em três capitais (Belo Horizonte, Madri e Veneza). Magnani estuda as diferenças e semelhanças nas políticas ambientais valendo-se de metodologia que propõe adaptar áreas urbanas ou rurais para as mudanças climáticas.

Pró-reitoria de Extensão

(Esquerda para direita) Maria Alves de Souza, representante de comunidade quilombola, e os alunos Leonardo Magnani e Mariana Moreira

O bolsista Fernando Ernany [foto abaixo] discorreu sobre o programa Aproxime-se, iniciativa que inclui a extensão nos cursos de educação a distância da UFMG. Ernany contou que o programa possibilita, a partir de fóruns e o contato próximo com os professores, que os alunos realizem pesquisas e sejam inseridos no ambiente universitário mesmo longe do campus. “Com o Aproxime-se, a barreira da distância de quase 200 quilômetros até a cidade de Formiga [localizada no Centro-oeste do estado] foi quebrada”,disse.

Pró-reitoria de Extensão

Licenciatura do campo
Gratidão foi a palavra que abriu o relato da militante quilombola Maria Alves de Souza [foto abaixo], que participa do projeto Encontro do tempo comunidade da licenciatura em Educação do Campo (Lecampo). A representante da comunidade de Ouro Verde de Minas falou sobre as atividades desenvolvidas durante a nona edição da Jornada Socioterritorial, na qual alunos da graduação e da educação básica, professores, gestores das redes estadual e municipal, movimentos sindicais e moradores da comunidade local se reuniram para discutir as perspectivas da educação no campo.

Segundo Maria Alves, a iniciativa foi importante por unir a construção de políticas educacionais à realidade dos moradores da cidade. “A grande falha das universidades brasileiras foi não considerar a origem, a história e o modo de vida dos sujeitos que estão na sala de aula", afirmou.

Facebook Pró-reitoria de Extensão

A Jornada teve ainda a apresentação inédita de espetáculo de dança [foto abaixo] concebido pelo programa de Dança Experimental da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (EEFFTO).

Foca Lisboa/UFMG

A TV UFMG também acompanhou a Jornada de Extensão. Assista ao vídeo:

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Espetáculo teatral inspirado na vida de Caio Fernando Abreu é atração desta sexta, no Centro Cultural

qui, 25/05/2017 - 12:10

Arquivo Pessoal / Matheus Soriedem

Uma peça baseada na vida do jornalista e escritor gaúcho Caio Fernando Abreu é a atração do projeto DAC – Muitas Culturas nos Campi e do programa Baixo Centro Em[Cena], nesta sexta-feira, dia 26, às 12h30, no Centro Cultural UFMG (Avenida Santos Dumont, 174, Centro). A apresentação, gratuita, é aberta a maiores de 14 anos.

O espetáculo foi criado pelo escritor e encenador teatral Juarez Guimarães Dias, professor do Departamento de Comunicação Social da UFMG, por meio de pesquisa a documentos, músicas, cartas e fragmentos do primeiro livro do escritor gaúcho, O inventário do ir-remediável. A obra foi finalizada, em 1969, quando ele viveu com a escritora Hilda Hilst, na Casa do Sol, em Campinas, fugindo da repressão empreendida pelo Departamento de Ordem Política e Social (Dops), durante a ditadura militar. Em um cenário político marcado pelo autoritarismo, Caio Fernando Abreu encontrou na literatura uma alternativa para se manifestar e se opor ao sistema ditatorial e conservador brasileiro.

Com solo do ator Matheus Soriedem e dramaturgia e encenação de Juarez Dias, EuCaio é inspirado na vida e obra do escritor gaúcho, em diálogo com a recente história política brasileira. A peça, que estreou em 13 de dezembro de 2015, no aniversário de 47 anos do Ato Institucional nº 5 (AI-5), materializa o desejo de Juarez Dias de se expressar sobre os acontecimentos políticos contemporâneos e de revisitar a história do Brasil, dando nome e voz aos personagens reprimidos e silenciados pelo regime militar.

(Com Assessoria de Comunicação do Centro Cultural UFMG)

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Richard Stallman, criador do Movimento Software Livre, faz conferência em defesa da liberdade no mundo digital

qui, 25/05/2017 - 09:49

Ranjith Siji / CC BY-SA 4.0

Para o ativista, escolas e universidades devem usar softwares proprietários apenas em processos de engenharia reversa

O ativista Richard Stallman, criador do Movimento Software Livre, que prega a liberdade de uso, compartilhamento e modificação de programas de computador, fará conferência no campus Pampulha na próxima segunda, 29. Ele vai abordar o tema Uma sociedade digital livre: o que torna a inclusão digital boa ou ruim? A conferência, que integra o ciclo UFMG, 90 – desafios contemporâneos, será realizada no auditório nobre do CAD 1, a partir das 14h.

Stallman desenvolveu o sistema operacional livre GNU, que foi associado ao Linux – um kernel, componente central do sistema – para compor o GNU/Linux. Formado em Harvard, ele iniciou sua cruzada na década de 1980, quando trabalhava como programador no Laboratório de Inteligência Artificial do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos.

O software livre é definido pela liberdade do usuário de rodar um programa com bem quiser, para qualquer finalidade, adaptá-lo a suas necessidades, redistribuir cópias para ajudar outras pessoas, aperfeiçoar e tornar pública essa melhoria.

Richard Stallman defende, por exemplo, que os Estados estimulem o uso do software livre, que as escolas e universidades lancem mão de softwares proprietários apenas em processos de engenharia reversa e se recusa a usar dispositivos móveis, como os telefones celulares. Segundo ele, esses dispositivos não permitem o uso de aplicativos livres e facilitam o rastreamento de pessoas e a transmissão de dados pessoais.

Leia mais sobre a trajetória de Stallman e suas ideias em reportagem publicada nesta semana pelo Boletim UFMG.

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Seminário vai pôr em discussão papéis e representação das mulheres nas guerras

qui, 25/05/2017 - 09:04

Os papéis e a representação das mulheres nos conflitos bélicos é geralmente negligenciado. Com base nessa convicção, pesquisadores da UFMG, da PUC Minas e do Cefet-MG vão se reunir nos dias 1º e 2 de junho, quinta e sexta-feira, para o Seminário Mulheres e Guerra. A ideia é discutir e propor novas visões sobre o tema.

Debates palestras, mesas-redondas, uma conversa com a escritora Guiomar de Grammont e a exibição do documentário Diário de uma guerrilheira vão ocupar o auditório 3 do prédio 43 da PUC Minas.

A programação do evento é composta de cinco mesas, em que serão tratados tópicos como as funções das mulheres nas guerras, reminiscências e registros de conflitos e representação feminina nesse contexto. As intervenções vão abordar aspectos como a repressão sofrida pelas mulheres durante a Guerra Civil Espanhola (tema do professor da UFMG Volker Jaeckel) e os olhares femininos sobre a violência da guerra colonial moçambicana no livro O alegre canto da perdiz, de Paulina Chiziane.

Debates darão início às agendas dos dois dias do seminário. O primeiro deles, mediado pelo professor da PUC Audemaro Goulart, terá a participação da professora da Faculdade de Letras da UFMG Sandra Goulart Almeida, que falará sobre guerras, violências e paz, quando narradas por mulheres. Sob mediação da professora Ivete Walty, da PUC Minas, o segundo debate terá a presença de Adélcio de Sousa Cruz, da Universidade Federal de Viçosa, que vai tratar de narrativas de volatilidade da vida da mulher na guerra.

Conversa com escritora
UFSC
Lançado em 2015, o romance Palavras cruzadas, da escritora Guiomar de Grammont [foto], professora da Universidade Federal de Ouro Preto, será o tema de conversa que contará com presença da própria autora e mediação do professor Alexandre Abreu, da PUC Minas. O livro trata de memória e esquecimento ao narrar a angústia de uma família que jamais pôde enterrar um de seus filhos, desaparecido político durante a ditadura no Brasil.

O evento é realizado pelo grupo África e Brasil: repertórios literários e culturais, da PUC Minas, e pelo Núcleo de Estudos de Guerra e Literatura, da Faculdade de Letras da UFMG.

A PUC Minas fica na avenida Dom José Gaspar, 500, bairro Coração Eucarístico.

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Vídeo ensina a preencher ocorrências de crimes relacionados à orientação sexual e identidade de gênero

qui, 25/05/2017 - 06:37

Com o objetivo de melhorar a segurança da população LGBT em situação de vulnerabilidade social, o Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG (NUH) lançou, neste mês, um vídeo educativo com orientações para o preenchimento do Registro de Eventos da Defesa Social (Reds) em casos de violações referentes à diversidade sexual e de gênero.

O Reds reúne os boletins de ocorrência de todos os órgãos de defesa social de Minas Gerais. Em 2016, foram incluídos os campos orientação sexual, identidade de gênero, nome social, causas e motivações presumidas. Destinado aos agentes de segurança pública (policiais militares e civis, bombeiros e agentes de trânsito) mineiros, o vídeo orienta para o preenchimento dos registros de ocorrências de crimes relativos à orientação sexual e identidade de gênero.

Disponível na página do NUH no YouTube, a produção é um dos desdobramentos do convênio entre a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG (Fafich) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Além do vídeo, também foi elaborada nota técnica com orientações para o preenchimento dos novos campos do Reds.

De acordo com o professor Marco Aurélio Máximo Prado [em>na foto de Foca Lisboa/UFMG], coordenador do NUH, “a forma inadequada como os Reds são preenchidos constroem uma narrativa reducionista que, além de individualizar a questão, reproduz a violência”. Ainda de acordo com o professor do Departamento de Psicologia da Fafich, “não reconhecer a identidade de gênero das travestis vítimas de homicídio, por exemplo, pode comprometer a investigação e o acesso à justiça”.

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Instituto Casa da Glória, em Diamantina, abriga exposição sobre os processos do conhecimento

qui, 25/05/2017 - 06:25

Acervo Espaço do Conhecimento UFMG

Antigo taxímetro: relação entre distâncias e valor de corrida de táxis

A exposição Processaber, que já foi montada no Espaço do Conhecimento UFMG,
chega a Diamantina, no Instituto Casa da Glória, vinculado ao Instituto de Geociências. Até o dia 2 de setembro, visitantes poderão mergulhar no universo de métodos, instrumentos e índices criados para sistematizar o conhecimento.

A mostra contém objetos de medida curiosos, jogos interativos, "labirinto do conhecimento" e uma pista de aviões de papel. A visitação será de quarta a sábado (das 13h às 21h, às quartas, e das 8h às 17h, nos outros dias).

Um olhar para o cotidiano
Como se mede a felicidade? É possível medir a inteligência? Um jogo interativo mostra como são estabelecidos os índices de Desenvolvimento Humano (IDH) e de Felicidade Interna Bruta (FIB). Instrumentos, testes e aparelhos representam algumas das tentativas de compreender o funcionamento da mente e do comportamento humano. Outros objetos retratam o que se inventou para medir o tempo, o tamanho, o peso, a profundidade e muitas outras dimensões.

Objetos à primeira vista comuns, maquetes, manequins, fôrmas de sapateiros e moldes de costura simbolizam a construção de modelos no processo de conhecimento. Ali perto, um túnel de vento e uma moderníssima pista de pouso convidam os visitantes a construir e a testar seus próprios aviões de papel.

Na seção Teatro da verdade, diferentes personagens debatem os limites da verdade e dos saberes que rondam o cotidiano. Já as controvérsias científicas ficam a cargo do Jogo do labirinto. Todas as atrações têm caráter lúdico e interativa, despertando a curiosidade de crianças e adultos.

A exposição Processaber é fruto de parceria da UFMG com a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), com o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) e com a Secretaria de Turismo de Diamantina.

O Instituto Casa da Glória fica na Rua da Glória, 298.

(Com Setor de Comunicação Institucional do Espaço do Conhecimento UFMG)

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Curso capacita professores de nova modalidade de exercício físico

qui, 25/05/2017 - 06:19

Arquivo pessoal
Pesquisas realizadas ao longo do ano passado levaram o professor Leszek Antoni Szmuchrowski [na foto, praticando o stepping], do Departamento de Esportes da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG (EEFFTO), a desenvolver uma nova modalidade de exercício físico, que será ensinada em curso ministrado no dia 10 de junho, sábado.

O stepping se baseia no uso de técnicas de movimentos corporais que utilizam apenas o peso do corpo e a força da gravidade. Os exercícios têm como referência fundamentos da física, como a lei da gravidade e o deslocamento de massas.

“Os exercícios se apoiam na biomecânica e na fisiologia. A prática fortalece os músculos, melhora a vascularização e o sistema linfático, além de ajudar na correção da postura. Os efeitos benéficos para o corpo são os mesmos de uma corrida, mas é como se a pessoa corresse parada”, explica Leszek.

Ainda segundo o professor, o stepping pode ser praticado por pessoas de todas as idades, mas é especialmente benéfico para idosos. Ele também oferece a vantagem de poder ser praticado em qualquer lugar, além de não exigir aparelhos de ginástica.

“O stepping é muito eficiente. Três minutos por dia já fazem a diferença. Com o curso, queremos que os profissionais de educação física espalhem a modalidade. Assim, ela poderá beneficiar cada vez mais pessoas”, diz.

Instruções
Sobre o modo como é praticado, o professor ensina que o stepping é caracterizado por movimentos repetitivos. A pessoa deve iniciar em pé e elevar levemente um joelho, retirando suavemente o pé do chão, enquanto a outra perna se mantém estendida, executando flexão plantar que impulsiona o corpo na direção de atuação da força da gravidade e em sentido oposto. Em seguida, a perna que tinha o joelho elevado é estendida, e a ponta do pé toca o chão. A queda é amortecida pela estrutura do arco do pé, e o calcanhar também toca o chão.

"O quadril e a cabeça devem estar alinhados com o eixo longitudinal do corpo, e o tronco deve estar relaxado. As passadas devem ter máxima amplitude na direção horizontal, não se ultrapassando a distância de um pé de comprimento. A carga do exercício é controlada por ciclos e é fundamental o trabalho vertical em oposição à força da gravidade. Tal trabalho é sempre acompanhado por batidas de ritmo ou ritmo musical", explica.

Curso
O curso de stepping é destinado a profissionais e estudantes de educação física. Serão duas horas de aula teórica e duas de aula prática, das 9h às 13h. Além disso, os alunos deverão realizar estágio monitorado com duração de quatro horas.

As aulas serão ministradas na EEFFTO, campus Pampulha. O investimento é de R$80, e as inscrições podem ser feitas pela internet.

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Programa oferta bolsas de graduação em países ibero-americanos

qui, 25/05/2017 - 06:12

Graduandos interessados em bolsas para instituições de Argentina, Chile, Colômbia e México podem se inscrever até 9 de junho no Programa de Bolsas Ibero-Americanas para Estudantes de Graduação Santander Universidades. Serão escolhidos sete alunos para temporada de janeiro a julho de 2018.

As inscrições devem ser feitas pelo aplicativo Santander Universitário (disponível para Android e IOS) ou no site do programa Santander Universidades.

Os alunos da UFMG também precisam se inscrever no Portal Minha UFMG, de 1º a 9 de junho. Para se candidatar, o estudante deve estar regularmente matriculado e atender às demais exigências que constam da Chamada 7/2017.

(Com Assessoria de Comunicação da Diretoria de Relações Internacionais)

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Duos de pianos e de piano e flauta se juntam para recital do projeto Palco Livre

qui, 25/05/2017 - 06:06

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Ighor Bastos, Alef Caetano, Luiza Rozza e Sofia de Lafuente: repertório da virada para o século 20

Na noite de hoje, 25, o Duo Ankh (piano e flauta) e o Duo Arep, de pianos, apresentarão recital de música erudita no projeto Palco Livre do Conservatório UFMG. Destacam-se no repertório peças de importantes compositores brasileiros como Ary Ferreira e Nelson Salomé, além de obras dos franceses Erik Satie e Claude Debussy, entre outros. A apresentação, de caráter didático, terá início às 20h. A entrada é gratuita.

Criado em 2013, o Duo Ankh reúne o flautista Alef Caetano e o pianista Ighor Bastos. O Duo Arep, que iniciou suas atividades em 2015, é formado pelas pianistas Sofia de Lafuente e Luiza Rozza.

As peças escolhidas pertencem ao modernismo, iniciado na virada para o século 20. Escritas para piano a quatro mãos, Trois morceaux en forme de poire, concluída em 1903 por Satie, e Petite suite, de Debussy, finalizada em 1899, são composições icônicas do estilo.

O Conservatório UFMG fica na Avenida Afonso Pena, 1.534, centro de Belo Horizonte.

Repertório:

Evocação, de Patápio Silva
Capão triste, de Nelson Salomé
Noturno , de Ary Ferreira
Madrigal, de P. Gaubert
Sonata para flauta e piano, de Francis Poulenc
Hypnosis, de Ian Clarcke
Trois morceaux en forme de poire, de Erik Satie
Petite suite, de Claude Debussy
Sonata para piano a quatro mãos, de Francis Poulenc

(Com Assessoria de Comunicação do Conservatório UFMG)

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Alemão Michael Heinrich, especialista na obra de Marx, faz conferência nesta sexta sobre atualidade de 'O capital'

qua, 24/05/2017 - 08:14

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Heinrich integra projeto de pesquisa e publicação de todos os manuscritos de Karl Marx

O matemático e cientista político alemão Michael Heinrich, da Universidade de Ciências Aplicadas de Berlim, um dos maiores conhecedores da obra de Karl Marx, fará conferência nesta sexta, 26, a partir das 11h, no auditório 1 da Face, campus Pampulha. Heinrich, que defende a atualidade de O capital – o lançamento do primeiro volume completa 150 anos em 2017 –, integra o Projeto Mega, que tem o objetivo de pesquisar e publicar a totalidade dos manuscritos e das obras do pensador alemão. A conferência integra a programação que comemora os 90 anos da UFMG.

Poucos artigos de Michael Heinrich foram publicados no Brasil, e seus livros continuam inéditos no país. Ele defende que O capital ainda é a análise mais fundamental do modo de produção capitalista e que é preciso cotejar os manuscritos de Marx com as edições que foram feitas para compor suas obras. Heinrich também trabalha em uma biografia de Marx.

A conferência terá tradução simultânea.

Leia mais em reportagem publicada nesta semana pelo Boletim UFMG.

Esta é a versão integral da entrevista concedida por Heinrich, por e-mail, à Agência de Notícias:

"Marx tratou o capitalismo como uma nova forma de sociedade"

Por que é ainda necessário ler O capital?
O capital de Marx ainda é a análise mais fundamental do modo de produção capitalista. Como o próprio Marx afirma no prefácio, não se trata de uma análise do capitalismo inglês do seu tempo. Ele tomou os exemplos daquele contexto porque era o capitalismo mais avançado à época. Entretanto, o que Marx queria revelar era “a lei econômica de movimento” da sociedade moderna. Ele não analisou o capitalismo em um sentido estreito, como é usual atualmente entre economistas. Ele tratou o capitalismo como uma nova forma de sociedade, nascida no século 19. Marx viu claramente que estava acontecendo uma mudança importante e tentou compreender essa mudança. Nossas sociedades atuais são resultado dessa mudança fundamental – por isso penso que o que Marx escreveu n’O capital sobre a estrutura do capitalismo tem ainda enorme importância.

E quais são as teorias históricas e filosóficas mais amplas de Marx?
Temos que ser cautelosos sobre essa questão. O que são estas teorias mais amplas? Elas provêm realmente de Marx ou de tradições marxistas, que não são necessariamente idênticas à teoria de Marx. Por exemplo, não se encontra um texto de Marx em que ele tenha usado o termo “materialismo dialético”. Ele usou os termos “dialética” e “materialismo”, mas você não vai encontrar algum tipo de teoria filosófica geral; ao contrário, depois de 1845, Marx falou de modo crítico sobre a filosofia. Acho que devemos ler os textos de Marx, como Manuscritos econômicos-filosóficos e Ideologia alemã, com muito cuidado. Devemos considerar as condições precisas que cercaram seu surgimento e o fato de que, em geral, as edições desses textos não apresentam os manuscritos originais de Marx, mas são versões editadas, que estariam próximas daquilo que os editores pressupõem que seria o texto acabado. Daí por que o novo projeto Mega, que apresenta não apenas todos os manuscritos de Marx, mas também os publica em sua forma original, é tão importante.

Quais são as maiores descobertas que o Projeto Mega já tornou possíveis?
Diversos manuscritos estão sendo publicados pela primeira vez, e alguns deles, como os Manuscritos econômico-filosóficos, foram publicados em sua versão original, que não tem qualquer capítulo sobre a crítica à dialética hegeliana. Este capítulo foi construído pelos primeiros editores, que reuniram passagens de diferentes partes do manuscrito. Eles construíram um capítulo que Marx nunca escreveu. Quanto a O capital, a Mega publicou os manuscritos originais relativos ao segundo e ao terceiro volumes da obra. Engels editou intensamente esses manuscritos: ele reordenou o material, inseriu muitos títulos e subtítulos e reformulou a maioria das frases. Falo de mudanças que Engels não indicou explicitamente – por isso, não fica claro para os leitores que o texto foi tão editado. Engels teve as melhores intenções ao tentar tornar mais claro e compreensível o texto inacabado de Marx. Mas, algumas vezes, suas alterações levaram a equívocos. Agora, com a Mega, qualquer pessoa poderá comparar os manuscritos de Marx com a versão de Engels. Além disso, a Mega tem outros méritos. Pela primeira vez, todos os excertos e notas produzidos por Marx e Engels serão publicados. Isso significa que será possível observá-los em seu laboratório intelectual. Também pela primeira vez, serão publicadas não apenas as cartas que eles escreveram, mas também todas as que receberam de terceiros. Então, será possível compreender muito melhor as controvérsias e discussões em que eles se envolveram.

Qual a principal motivação para produzir uma biografia intelectual de Marx? E já descobriu algo especialmente interessante?
Não será apenas uma biografia “intelectual”. Ela vai tratar de todos os aspectos da vida de Karl Marx (até onde sabemos sobre eles) e do desenvolvimento de seu trabalho. No caso de Marx, em especial, não faz sentido separar vida e produção intelectual: algumas ações em sua vida, como o rompimento com antigos amigos, foram influenciadas por novos insights de seu trabalho. Por outro lado, ele foi frequentemente influenciado pelas mudanças em suas condições de vida, conflitos políticos levaram a novas questões, que mudaram o curso de seu pensamento e de sua pesquisa. A maioria das biografias existentes trata muito superficialmente das obras de Marx. Também não levam em conta todas as fontes disponíveis sobre sua vida, ao passo que algumas incluem um monte de estórias fantasiosas. Penso que é necessária uma biografia realmente científica, que lide com as fontes de forma crítica. Há muitas biografias que tratam daquilo de que os biógrafos gostam e ignoram o que eles não gostam. Nesse novo trabalho, espero lançar alguma luz sobre uma série de pontos relacionados ao desenvolvimento de Marx. Por exemplo, nesse primeiro volume, que deverá sair no início de 2018, vou dar novas informações sobre o papel dos primeiros poemas de Marx (que são geralmente negligenciados) no seu desenvolvimento intelectual e sobre as razões que o levaram à filosofia hegeliana, em 1837. Sua relação com Bruno Bauer, seu melhor amigo de 1837 a 1841, também será investigada de modo muito mais minucioso do que foi feito até aqui.

O que espera desse contato mais próximo com pesquisadores brasileiros (especialmente na UFMG) e da publicação de seus livros no Brasil?
Meus estudos sobre Marx foram influenciados pela situação política e pela cultura acadêmica na Alemanha, de onde venho. Em certo sentido, minha visão sobre Marx pode ser “europeia”, e eu espero aprender com visões que emergiram em outros contextos. Mas, além desse aspecto mais geral, sei que pesquisadores da UFMG estão trabalhando nos manuscritos de Marx sobre crise, que ele produziu depois de escrever o manuscrito do terceiro volume de O capital. Concordamos que um estudo detalhado dos excertos e notas de Marx (o que eu chamo de “laboratório de Marx”) é muito útil para compreender melhor as partes inacabadas do seu projeto. Quero conhecer as discussões mais recentes feitas na UFMG sobre esses tópicos. Quanto ao meu projeto atual, a biografia de Marx, me interessa saber as expectativas dos leitores brasileiros.

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Com 'controvérsias sobre o colesterol', Espaço do Conhecimento inaugura série de debates sobre saúde

qua, 24/05/2017 - 06:53


O professor Leonardo Diniz, especialista em endocrinologia, será um dos debatedores

O colesterol alto, problema que atinge 40% da população brasileira, será tema de discussão na primeira edição do Café Controverso: saúde em pauta, promovido pelo Espaço do Conhecimento UFMG em parceria com o Instituto Unimed-BH. Com o título Nas batidas do seu coração: controvérsias sobre o colesterol, o evento está agendado para o próximo sábado, 27 de maio, a partir das 11h, na cafeteria do museu.

Participam do debate o diretor da Sociedade Mineira de Cardiologia, Epotamenides Maria Good God [foto], e o professor de endocrinologia da UFMG Leonardo Maurício Diniz. A mediação será feita pelo coordenador e professor de pós-graduação da Fundação Unimed, José Ricardo De Paula Xavier Vilela. Durante o evento, gratuito, o público poderá fazer perguntas, esclarecer dúvidas e participar da discussão.

Abordagens
O colesterol é uma substância química indispensável à vida por ser um componente das membranas celulares e matéria-prima para a produção da vitamina D, dos hormônios esteroides e dos ácidos biliares.

Apesar da existência de parâmetros internacionais, nem tudo é consenso em relação à abordagem de pacientes com colesterol alto. O grau de importância que a alimentação com excesso de gordura teria no sucesso ou não do tratamento da pessoa com elevados níveis de LDL (o colesterol ruim), por exemplo, é motivo de controvérsia. Outro ponto de divergência diz respeito à identificação do melhor momento para iniciar a medicação nesses casos. Quanto mais cedo melhor ou apenas em casos mais graves? A reposta a essas perguntas, muitas vezes, vai depender do ponto de vista do médico.

Segundo o Ministério da Saúde, 30% das mortes registradas entre os adultos no país são decorrentes das doenças cardiovasculares. Porém, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 75% desses óbitos poderiam ser evitados com mudanças no estilo de vida.

O Espaço do Conhecimento UFMG fica na Praça da Liberdade, 700, no bairro Funcionários.

(Com Assessoria de Comunicação do Espaço do Conhecimento UFMG)

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