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Ciência, inovação e tecnologia
Atualizado: 14 horas 39 minutos atrás

A matemática está em tudo

sex, 28/04/2017 - 12:16

A Matemática está em tudo é o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2017. Neste Ondas da Ciência, confira entrevista com o vencedor da Medalha Fields e pesquisador da Associação Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, Artur Ávila. O matemático defende medidas que ajudem a popularizar e desmistificar a matemática.

Qual a relação diária das pessoas com a matemática? Confira no podcast depoimentos sobre o assunto!

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

A Matemática está em tudo é o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2017, entre 23 e 29 de outubro em todo o país. A escolha da matemática se deve a dois grandes eventos que estão na agenda nacional para os próximos meses. O primeiro é a Olimpíada Internacional de Matemática, que reúne os melhores estudantes do mundo. E, em 2018, o país sedia o Congresso Internacional de Matemáticos.

 

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Categorias: Pesquisa

Epigenética para compreender mecanismos da obesidade

qui, 27/04/2017 - 08:00

O que é a epigenética e como ela ajuda a compreender os mecanismos obesidade? Entender essa questão é fundamental para o projeto de pesquisa de Luana Caroline.

Ela é bióloga e mestranda em biomedicina pelo Instituto de Ensino e Pesquisa da Santa Casa de Belo Horizonte (IEP-BH), sob orientação da pesquisadora Karla Fernandes.

“Sou leitora assídua da revista Minas Faz Ciência e admiro muito todo o conteúdo. Coleciono os exemplares desde que entrei no ensino médio e muitos deles já me ajudaram bastante ao decorrer desses anos”, Luana Caroline.

Nessa entrevista, Luana inaugura uma nova seção do site Minas Faz Ciência, que vai dar espaço para pós-graduandos contarem suas experiências de pesquisa.

Conte um pouco da sua motivação para pesquisar. Como escolheu sua área de estudos e o tema de investigação?

Durante a faculdade de Ciências Biológicas, fiz iniciação cientifica no Instituto de Ensino e Pesquisa da Santa Casa de BH. Foi quando meu interesse pela pesquisa científica se intensificou.

Sempre gostei do ambiente de trabalho que o laboratório proporciona, principalmente do convívio com outros pesquisadores.

Tive oportunidade de acompanhar o trabalho de uma linha de pesquisa introduzida recentemente no IEP e me identifiquei com o tema de investigação, sendo assim, escrevi o meu projeto de pesquisa para dar continuidade ao projeto inicial.

Em que consiste sua pesquisa? Ela busca resultados para que tipos de problemas da sua área?

Camundongos são os modelos animais utilizados por Luana em sua pesquisa.

Nosso projeto de pesquisa consiste em avaliar alguns marcadores de transporte neuronal em um modelo animal de obesidade induzida por dieta.

É sabido que a obesidade pode ser considerada uma ameaça à saúde em todo o mundo e que não há terapias para o tratamento dessa doença.

No entanto, existe um grande número de estudos que possuem intenção de desvendar os mecanismos moleculares envolvidos na etiologia da obesidade.

Como é a experiência de ser bolsista de pós-graduação? Como é sua rotina? Quais os maiores desafios?

É muito gratificante poder ser bolsista no Mestrado pela FAPEMIG, principalmente pela convivência diária com os docentes e com os alunos.

O mestrado exige dedicação com seriedade e muita vontade de aprender.

Um dos maiores desafios é padronizar técnicas laboratoriais que ainda não fazem parte da rotina do IEP e que são necessárias para a nossa pesquisa.

A epigenética é um tema que tem chamado muita atenção nos últimos tempos. Em que ela consiste como explicar ao público não especializado?

A epigenética consiste em regular os genes sem envolver mudanças diretamente na sequência do DNA. Essa regulação pode ser transmitida para gerações subsequentes. Ou seja, é responsável pelas modificações reversíveis e herdáveis.

As alterações que a epigenética conduz são mais comuns que as alterações genéticas e ocorrem em resposta a sinais ambientais, fisiológicos, patológicos e comportamentais tais como hábitos alimentares, tabagismo, nível de atividade física, etc.

A herança epigenética pode permitir que um organismo se ajuste à expressão de seus genes continuamente, para se adaptar ao ambiente sem alterar a sequência de seu DNA.

Uma frase que resume de forma sucinta esse mecanismo é “O genoma faz o trabalho, mas o epigenoma diz como fazer”.

Luana no laboratório em que trabalha no IEP.

Por que estudar obesidade? Que contribuições sua pesquisa pode trazer para a saúde humana em relação a esse tema?

Além de trazer sérios riscos à saúde, a obesidade é um problema de saúde pública, uma doença que pode acarretar comorbidades graves, como diabetes, doenças cardiovasculares e problemas respiratórios.

Uma das razões do aumento da obesidade é a grande disponibilidade de alimentos ricos em calorias, combinados ao estilo de vida sedentário.

O que a população precisa entender é que além do ganho de peso excessivo, uma dieta rica em gordura também tem a capacidade de alterar a expressão de alguns genes, os quais passam a exercer suas funções de forma desregulada. Isso pode prejudicar alguns mecanismos como, o que mostramos na nossa pesquisa. Nossos dados contribuem com a literatura, visto que em modelo de obesidade, não existem publicações com esses dois genes

A pesquisaO transporte axonal na região do hipotálamo, responsável pela saciedade, pode estar comprometido devido à baixa expressão de Rab3Gap1 e Rab3Gap2 em camundongos que se alimentaram por uma dieta hiperlipídica (com muita gordura). Os níveis de transcrito desses dois genes estão significativamente mais baixos em animais que receberam dieta rica em gordura, comparando aos animais que receberam uma dieta padrão, durante 16 semanas. Rab3Gap1 e Rab3Gap2 ajudam no transporte de vesículas dentro da célula. Confira as dicas da Luana para entrar no Mestrado: Quer contar sua história?

Escreva para mfcfapemig[@]gmail.com ou fale com a gente nas redes sociais!

Compartilhe sua experiência de pós-graduando com a Minas Faz Ciência.

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Categorias: Pesquisa

Descolonizar as universidades para uma ecologia dos saberes

qua, 26/04/2017 - 11:52

A defesa da descolonização das universidades foi o mote da conferência do português Boaventura Sousa Santos, realizada em 25 de abril, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O evento integrou as atividades em comemoração aos 90 anos da UFMG.

O intelectual foi apresentado pela professora da Faculdade de Educação e ex-ministra das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, como um ativista cujas reflexões são uma provocação à produção de conhecimento nos moldes como é realizada hoje.

“O Brasil ainda tem muito de Norte em si. Existem linhas abissais que separam o conhecimento científico de outros saberes, que separam os sujeitos que os produzem. É importante se inquietar e lutar pela descolonização da universidade”, destacou Nilma Gomes.

A conferência tratou de questionar a hegemonia branca e ocidental em que o conhecimento científico está inserido, e chamou a atenção dos ouvintes para a necessidade de compreender as disputas de poder no processo de produção científica.

 

Ecologia dos saberes

Motivado pelo desassossego com a ciência moderna, Boaventura defendeu que a universidade pública seja o espaço-tempo de uma ecologia de saberes.

Também destacou as enormes contribuições da América Latina para o desenvolvimento de projetos de extensão, de modo a reduzir as distâncias entre comunidades e universidades.

“A ecologia dos saberes é como se fosse uma extensão ao contrário: não é levar o conhecimento da universidade para fora, mas identificar, valorizar e agregar conhecimentos que já circulam fora dos limites acadêmicos“, destacou.

Outro eixo importante para a discussão foi a sociologia das ausências.

Santos denuncia a linha abissal que separa negros, mulheres, indígenas e demais grupos historicamente marginalizados dos ambientes de produção de conhecimento.

“É preciso denunciar quanto conhecimento produzido por esses grupos nunca chegou às universidades, e abrir espaços para que cheguem. As cotas e as ações afirmativas são importantes para mudarmos o modelo em que as universidades estão inseridas”.

Em suas críticas às instituições colonizadas, Santos questionou onde estão os filósofos e intelectuais africanos e asiáticos. Ele defendeu a necessidade de inclusão de pensadores não-ocidentais nos planos de estudo das universidades.

“Universidades são algumas das instituições mais antigas do mundo mas, ao contrário do que se pensa, elas não surgiram na Europa. Os primeiros centros de estudos são muçulmanos, estavam localizados em regiões do oriente médio, e essa história precisa ser reconhecida. Precisamos superar a história eurocêntrica”, declarou.

Críticas ao modelo neoliberal de ensino

O pesquisador também criticou o capitalismo universitário, a privatização das universidades e a adequação do ensino ao modelo neoliberal. O sistema é especialmente prejudicial às ciências sociais e humanas. Por não terem preço de mercado, tais áreas acabam sendo percebidas como “conhecimento menor”.

“A ideia de que a universidade tem que formar profissionais para o mercado é equivocada. O mercado é dinâmico, as universidades vivem em uma inércia burocrática, resistem a mudanças. Isso resulta em uma formação deficitária”.

Outro erro apontado na conferência foi a tendência de tratar as universidades como empresas e os cursos como mercadorias. Esse modelo teria levado à criação dos rankings universitários e ao modelo conhecido como publish or perish (“publique ou pereça”, em tradução livre).

Para Boaventura, o foco na produção em língua inglesa e o desenvolvimento de pesquisas para serem sistematicamente publicadas em periódicos europeus e americanos reforça o grave modelo de colonização em que as universidades latinoamericanas estão inseridas.

Desenvolver o conhecimento do eixo sul

“Nossa tarefa é entender a sociedade inspirados pelos clássicos, mas sem esperar que eles expliquem as especificidades de nossa realidade”.

O pesquisador acredita que é importante que os pensadores latino-americanos realizem a autocrítica ao pensamento europeu. O objetivo deve ser buscar clarividência acerca de suas contribuições, e também desenvolver o conhecimento local.

Para ele, termos como desenvolvimento/subdesenvolvimento foram cunhados em uma dimensão hierárquica de melhor/pior. “Conceitos europeus obviamente estão mais próximos das sociedades europeias. Cientistas sociais devem ter consciência dessas limitações e superar as dicotomias herdadas dos clássicos”, conclui.

“A universidade precisa ter consciência de sua interculturalidade”, Boaventura Sousa Santos. Quem é Boaventura Sousa Santos?

Catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar da Universidade de Warwick.

Diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e coordenador científico do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa. Diretor do projeto Alice: definindo para a Europa um novo modo de partilhar as experiências o mundo.

Tem trabalhos publicados sobre globalização, sociologia do direito, epistemologia, democracia e direitos humanos. Os seus trabalhos encontram-se traduzidos em espanhol, inglês, italiano, francês, alemão, chinês e romeno.

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Categorias: Pesquisa

Testes mostram ineficácia da “pílula do câncer”

qua, 26/04/2017 - 09:53

Sintetizada pela primeira vez, pelo professor Gilberto Orivaldo Chierice, do Instituto de Química de São Carlos, na Universidade de São Paulo, a fosfoetanolamina sintética, também conhecida como “pílula do câncer” vem protagonizando, nas últimas décadas, uma novela que está longe de ter um fim. Isso porque, depois de ter sido anunciada por Chierice como a cura para o câncer e ter sido comercializada sem a liberação de órgãos competentes, o composto sintético mostrou-se ineficaz no combate a doença, de acordo com as pesquisas realizadas pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).

A “pílula do câncer” começou a ser distribuída na década de 90 para pacientes, em uma parceria entre o Instituto de Química da USP São Carlos e o Hospital Amaral de Carvalho, na cidade de Jaú, também em São Paulo. À época, descobriu-se a ação da substância como uma espécie de marcador, sinalizando para o corpo sobre a célula cancerosa, deixando-as mais visíveis para que o sistema imunológico a possa combatê-las.

A professora Dra. Andréa Chaves, do Instituto de Ciências Biológicas da PUC Minas, alerta que a pílula, até então, só tinha sido testada em em estudos in vitro, ou seja, não se conhecia a ação do composto em humanos. “Nesses testes, os pesquisadores pegaram células de câncer e trataram com a ‘fosfo’. Eles perceberam que existia uma diminuição das células tumorais. Mas não há nada que explique o que levou essa diminuição. Além disso, existem outros fármacos que apresentam essa ação, a “fosfo” não chega a ser uma novidade nesse sentido”, explica.

Mesmo com a falta de testes em humanos, a USP passou a distribuir o fármaco, como tratamento para o câncer. Essa ação foi ganhando peso em discursos propagados pela população, principalmente via redes sociais. A pressão das pessoas para liberação da ‘fosfo’ fez com que a Justiça brasileira entrasse na história, o que aumentou a polêmica em relação ao composto. “A judicialização do processo que trouxe a confusão toda. A Justiça acabou tendo que resolver questões que não estão relacionadas a ela. É importante ressaltar que, até então, não existe explicações plausíveis e concretas sobre a ação da ‘fosfo’ em humanos. O que existe são apenas especulações”, alerta a professora.

No final de 2015, o governo federal, por meio do antigo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), anunciou a liberação dos primeiros R$ 2 milhões destinados para acelerar as pesquisas com a “fosfo”. Esse dinheiro era parte de uma verba de R$ 10 milhões que será destinada até 2017 a três centros de pesquisa, que testarão a eficácia e a segurança do medicamento. Nesse período, Chierice, cansado de toda polêmica envolvendo o composto, chegou a afirmar que publicaria a fórmula da fosfoetanolamina na internet, como um ato de repúdio à proibição da distribuição e a demora da realização dos testes.

No ano seguinte, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) passou a conduzir o estudo que pretendia avaliar 210 pacientes com dez tipos diferentes de tumores: cabeça e pescoço, pulmão, mama, colorretal, colo de útero, próstata, melanoma, pâncreas, estômago e fígado. Os estudos apontaram que, dos 59 que já passaram por uma reavaliação após se submeterem por meses ao tratamento, apenas um obteve resposta significativa. Todos os outros apresentaram evolução da doença.

Diante desses resultados, o Icesp decidiu dar um fim nas pesquisas com a “pílula do câncer“. No mês passado, em coletiva de imprensa, os representantes do Instituto afirmaram que, por enquanto, nenhum outro paciente será incluído na pesquisa até que sejam melhor avaliados os resultados obtidos. Há possibilidade de apenas os pacientes do grupo de melanoma continuarem no estudo. Mas isso ainda irá depender dos cientistas que conduziram os testes.

A partir de agora, a “pílula do câncer” passará a ser comercializada como suplemento alimentar. O que ainda pode trazer mais polêmica em relação ao composto. “A população pode passar adquiri-la como medicamento. E a ‘fosfo’ é um fármaco, não é droga, não é um medicamento para tratar doenças. Essa comercialização pode ser, portanto, perigosa”, argumenta Andréa.

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Robotização na UFOP: das sucatas ao reconhecimento

ter, 25/04/2017 - 16:20

A ideia de construir um robô para a disputa de um torneio de luta entre máquinas passava por alguns desafios antes de se tornar uma realidade para alunos de engenharia da UFOP.

O principal deles? Conseguir equipamentos e recursos para isso. Mas o início das pelejas a serem superadas não diminuiu o ânimo dos alunos. Pelo contrário, foi exatamente assim que a história começou…

Primeiro, com a busca por material reutilizado que pudesse ser aproveitado no projeto; depois, com a união de alunos dos cursos de engenharia mecânica, de produção e de controle e automação dispostos a fazer do novo ‘competidor’ um símbolo da superação, que segue como a marca da equipe até hoje.

Entre o primeiro protótipo e as expectativas para o próximo torneio nacional que será realizado na primeira semana de julho, muitas ‘peças‘ tiveram que se encaixar ao longo da história.

Quem passa pelas oficinas do projeto hoje não tem a dimensão de que aquilo que parecia brincadeira, na verdade, se tornou um projeto de referência quando se trata de atividades que aliem teoria e prática em robótica.

Para o professor Agnaldo,  coordenador do projeto, não há dúvida:

“Quem passa por aqui se torna um profissional diferenciado!”

A equipe Minas Faz Ciência, por meio do canal Ciência no ar foi conhecer de perto os responsáveis pelo sucesso do projeto, que conta com o apoio da Fapemig.

Confira…

Para saber mais:

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Casca de coco verde para tratar água que contém cobre

seg, 24/04/2017 - 13:05

Alunas do curso de Engenharia Química da PUC Minas encararam o desafio da pesquisa na universidade e criaram um método alternativo para tratamento de efluentes contendo cobre. Para isso, elas usaram casca de coco verde.

Gabriela Melo, Rafaela Carolina da Silva, Sarah Bosi de Oliveira e Thais Almeida Morais Simões publicaram os resultados do trabalho e venceram um prêmio nacional de melhor artigo na área de gestão ambiental. A premiação será concedida durante o V Simpósio de Engenharia de Produção (V Simep), que acontece entre 24 e 26 de maio, em Joinville (SC).

Foto: Oatsy 40

O professor Leonardo Mitre orientou, junto com outros dois colegas, a pesquisa das alunas. Segundo ele, o cobre é um metal que deriva de muitos processos industriais e os resíduos acabam sendo jogados em rios. Dessa forma, se torna um problema ambiental.

Produção de panelas, atividades mineradoras, indústria de joias e fabricação de fiação elétrica são exemplos alguns dos processos que podem liberar cobre como resíduo.  A presença em excesso desse metal é nociva a todo tipo de vida que existe nos rios.

O cobre está também presente no corpo humano. Participa de metabolização do ferro por enzimas e da formação de elastina e  colágeno, que são proteínas presentes em várias partes do corpo como, por exemplo, os vasos sanguíneos.

“Não é desejável, porém, que o homem faça ingestão de cobre. A indústria tem que controlar a forma como processa e elimina esses metais”, explica o professor. O contato metais pesados, por ingestão da água ou de peixes contaminados, pode provocar disfunções do sistema nervoso e aumento da incidência de câncer.

Foto: Scott Wilcoxson

Procedimentos

Pensando na preservação ambiental, as estudantes trabalharam, no laboratório da universidade, com a remoção do cobre em solução aquosa usando o pó da casca de coco verde ativado com hidróxido de sódio.

“As alunas fracionaram e moeram a casca do coco, depois fizeram um tratamento simples no produto. Colocaram em contato direto com a água contendo resíduo de cobre e observaram que o coco é capaz de aderir ao metal”, explica Mitre.

O coco verde é um material de difícil descarte no meio ambiente, demorando até oito anos para decomposição. É uma biomassa descartada em grande quantidade, pois, segundo a Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa), 300 mL de água de coco geram 1,5 quilos de casca.

Os resultados da pesquisa apontaram que a casca de coco apresenta características apropriadas para o processo de bioadsorção do cobre. “O trabalho desse grupo pode gerar outras pesquisas. É possível estudar a ampliação do procedimento para retirada de mercúrio ou cromo. Colocando a casca de coco em contato, elas conseguiram provar que a casca tem porosidade”, afirma o professor.

Pesquisa na graduação

O trabalho foi desenvolvido dentro da disciplina Trabalhos Acadêmico Integrados, do curso de Engenharia Química. Mitre destaca que as estudantes procuraram o tema e propuseram o projeto.

“Essa disciplina promove desafios porque os alunos se envolvem com projetos passíveis de serem realizados. Não é uma disciplina fácil, no entanto, os universitários ficam motivados”. Conforme o professor, assim como a pesquisa sobre a casca de coco, surgem outras excelentes propostas no curso.

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Popularização da ciência nas comunidades Aglomerado da Serra e Cabana do Pai Tomás

sab, 22/04/2017 - 13:52

Em uma das ações do projeto Do Cabana do Pai Tomás Ao Aglomerado da Serra: Conexões Entre Ciência, Tecnologia e Educação, do Cefet MG, crianças das duas comunidades aprenderam sobre o sistema nervoso central e as emoções em uma sessão comentada do filme Divertidamente, da Pixar.

Nesse Ondas da Ciência, conheça o projeto do Cefet MG e a ação “Por dentro somos todos iguais”.

Projeto de popularização da ciência abre as portas da universidade

O projeto é encabeçado pelos professores Bráulio Chaves e Claudia França, que uniram forças em um trabalho de popularização da ciência. As ações se dividem em dois eixos: Educação e Tecnologia e Saúde Meio Ambiente e Tecnologia.

São sessões de cinema comentado, práticas de educação em saúde e em educação ambiental, entre o

utras atividades. As ações também têm como objetivo a produção de objetos de aprendizagem. São instrumentos educativos que tenham componentes artísticos e lúdicos, e que consolidam as ideias trabalhadas no projeto.

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Belo Horizonte na Marcha pela Ciência

sex, 21/04/2017 - 18:13

Em 22 de abril, comemora-se o Dia da Terra, celebração que tem por objetivo criar uma consciência comum sobre as preocupações ambientais para proteger o Planeta. Em 2017, uma outra pauta reforça a mobilização: é a Marcha pela Ciência.

O movimento mundial March for Science nasceu nos Estados Unidos. Seu objetivo é chamar a atenção da sociedade sobre a necessidade de apoiar e preservar as instituições e a comunidade científica de todo o planeta.

Imagem de John McConnell

Marcha pela Ciência em BH

Belo Horizonte vai integrar o movimento, que já conta com a adesão de mais de 400 cidades em todo o mundo. Na capital mineira, a manifestação vai ocorrer a partir das 10h, na Praça da Liberdade.

Até o momento, 25 cidades brasileiras já anunciaram a adesão à Marcha. Para saber todas as cidades brasileiras que irão participar, os locais de concentração e os horários, clique aqui.

Mais informações sobre o movimento estão disponíveis em página no Facebook: http://bit.ly/2oskGRF.

Via SIMI.

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Dengue: o que a ciência pode fazer para ajudar?

qui, 20/04/2017 - 13:03

O que vem à mente quando se pensa em água?

Provavelmente, palavras como saúde, lazer, vida. Mas água também está relacionada a doenças que constituem problema de saúde pública.

Um exemplo é a dengue – seu vetor, o mosquito Aedes aegypti, coloca seus ovos na água limpa, o que transformou qualquer tipo de poça e reservatório em motivo de atenção.

“Hoje, a dengue é nosso maior problema de saúde pública, e ainda o será por muitos anos”, diz o professor Mauro Martins Teixeira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Teixeira foi um dos palestrantes do simpósio “Água na mineração, agricultura e saúde: o que a ciência tem a dizer a partir de Minas Gerais”, realizado ontem (19), na UFMG.

Representando o eixo “saúde”, sua apresentação teve como foco o problema das arboviroses (doenças transmitidas por artrópodes). A classificação inclui, entre outras, a dengue, a zika e a febre amarela.

Foto: AusAID

Também coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em Dengue, o professor chamou atenção para os números da dengue: mais de um milhão de casos relatados por ano no Brasil.

Se considerarmos os casos não relatados, o número pode chegar a quase cinco milhões. Em Belo Horizonte, uma grande epidemia é registrada a cada três anos e, na última, de 50% a 60% da população foi infectada.

Mas o que a ciência pode fazer para ajudar?

Teixeira diz que é difícil escolher prioridades ao lidar com doenças humanas, mas, no caso da dengue, ele destacaria três pontos. Um deles é o investimento em vacinas e terapias. “Já existe uma vacina para dengue, mas pouco eficaz. E, para chegar à população, apesar da ansiedade geral, ainda serão necessários de cinco a dez anos”, conta.

Ele também acredita ser necessário mais estudos para o controle do mosquito, além do teste em escala maior de tecnologias já disponíveis, como o mosquito transgênico e a wolbachia, um tipo de bactéria que infecta artrópodes

Leia aqui reportagem publicada na revista Minas Faz Ciência sobre trabalho de controle do Aedes a partir da wolbachia.

Por fim, Teixeira acredita que a ciência deveria apostar em melhorias no fluxo de atendimento e no cuidado com as pessoas, pois isso tem impacto na gravidade da doença.

Ele cita outra ação necessária que não depende exclusivamente da ciência, e envolve também gestores públicos e a própria população: repensar o nosso ambiente urbano.

Escute trecho da entrevista no qual o pesquisador alerta sobre a necessidade de considerar a engenharia das cidades para o combate ao mosquito da dengue:

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Bons papos sobre ciência e jornalismo

qua, 19/04/2017 - 10:41

Mais um dia de bons papos sobre ciência e jornalismo na Fapemig. Nessa terça-feira, durante a reunião de trabalho, conversamos sobre astronomia, saúde mental, financiamento coletivo na ciência, nanotoxicidade, nutrição, entre outros assuntos.

Foto: Verônica Soares

Em pauta, estão pesquisas de temas variados, que cientistas de Minas Gerais desenvolvem. Se você se interessa por algum desses temas, acompanhe as edições trimestrais da revista Minas Faz Ciência e as reportagens no site.

Estamos com a produção acelerada para rádio, vídeo, Web e para a revista, que terá a 69ª edição no fim de maio. Uma boa ideia surgiu no encontro de ontem: divulgar trabalhos de bolsistas Fapemig que estão desenvolvendo pesquisas em universidades e institutos de Minas Gerais.

Se você é bolsista Fapemig e quer falar sobre o seu trabalho para gente, faça contato pelo mfcfapemig@gmail.com.

Nossas experiências

Na semana passada, nosso colaborador Álvaro Petrus falou sobre os aprendizados da reunião de trabalho. Ele é responsável pelo programa Ciência no Ar. Agora, a Luiza Lages, que cuida do programa Ondas na Ciência, relata as experimentações radiofônicas que está fazendo. Com vocês, a nossa especialista em podcast:

http://minasfazciencia.com.br/wp-content/uploads/2017/04/luiza.mp4

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As metáforas da física (e vice-versa)

ter, 18/04/2017 - 13:26

Misteriosíssimos labirintos se entrecruzam.

De um lado, a fascinante e babilônica ficção do escritor argentino Jorge Luis Borges; de outro, as “poéticas” e múltiplas leis da mecânica quântica e seu “mundo microscópico”.

O que prever de tal confluência de construções labirínticas?

No caso dos leitores de Borges e a mecânica quântica, livro lançado em 2011 pela Editora Unicamp e que reúne textos de Alberto Rojo, professor da Oakland University, instituição sediada em Michigan, há que se esperar uma tríade de possibilidades: conhecimento, arte e – por que, não? – divertimento.

Traduzido por Márcia Aguiar Coelho, o livro de Rojo – cujo título original, El jardín de los mundos que se ramifican: Borges e la mecánica cuántica, remonta diretamente ao clássico conto do grande autor argentino – acaba por aproximar os leitores, mesmo os mais leigos, de um “universo dúbio” e (por isso, mesmo) assaz instigante, em que se relevam, de modo leve e espontâneo, a “poesia da física” e, ao mesmo tempo, a “física da poesia”.

Neste sentido, para além da relação entre as escrituras de Borges e os preceitos quânticos, o “cardápio” de temas desenvolvidos por Rojo apresenta-se extenso, como se pode perceber pelos títulos de alguns dos textos reunidos no livro: “Literatura e ciência”; “Eistein, 1905”; “Teletransporte”; “Aquarelas de Galileu”; “A parte e o todo”; “Acasos cotidianos”, “Física nos tangos” ou “A parábola do jorro d’água”.

Diante de tais comentários sobre o tempo e suas composições – da ciência à literatura; da história à física –, muito haverá a ser saboreado por todo aquele que, fascinado por “labirintos”, busque mistérios sob os véus da vida.

Leia um trecho:

“Entretanto, onde estão todos esses universos? Uma resposta é que podem estar ‘aqui’, onde está ‘nosso’ universo. Segundo a teoria, esses universos não interagem, de maneira que não há razão para excluir a possibilidade de que estejam ocupando o mesmo espaço. Outra resposta é que os universos estejam ‘empilhados’ em uma dimensão adicional da qual nada sabemos. Essa possibilidade deve distinguir-se das ‘infinitas dimensões de tempo’ das quais Borges fala em seu ensaio sobre J. W. Dunne, em Outras inquisições. Segundo Dunne, cujos escritos são, aliás, a inspiração da ideia de que o tempo se bifurca, essas dimensões são espaciais, e inclusive ele chega a falar de um tempo perpendicular a outro. Essa ‘geometrização’ não é válida para a teoria dos muitos mundos, e é certamente distinta do tempo ramificado de Ts’ui Pên.”

Ficha técnica:


Livro:
Borges e a mecânica quântica

Autor: Alberto Rojo

Tradução: Márcia Aguiar Coelho

Editora: Unicamp

Título original: El jardín de los mundos que se ramifican: Borges e la mecánica cuántica

Páginas: 144

Ano: 2011

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Lei das Empresas Juniores completa um ano; saiba o que mudou

seg, 17/04/2017 - 11:00

Empresários juniores promovem encontros nacionais e estaduais para troca de experiências. Estas são imagens do Encontro Mineiro de Empresas Juniores 2016, que ocorreu em Juiz de Fora. Foto: EMEJ/Fejemg

A Lei nº 13.267/16, conhecida como Lei das Empresas Juniores (EJs), completa um ano neste mês de abril. Esta legislação disciplina a criação e a organização das associações de estudantes que decidem empreender dentro das instituições de ensino superior.

As novas regras mudam o reconhecimento das EJs pelas universidades, o relacionamento dos alunos com professores orientadores de projetos, além de regulamentar a atuação das EJs para melhor visibilidade no mercado empresarial.

A lei surgiu da necessidade de regularização das EJs, porque grande parte está dentro de universidades públicas. Essas empresas faturam e têm CNPJ dentro do meio público, por isso funcionavam num modelo sem legitimidade. As EJs eram questionadas por alunos, professores e até mesmo pelas universidades. A lei começou a tramitar em 2012 e o processo todo durou cerca de 4 anos. A legislação conseguiu ser aprovada em todas as Casas e Comissões pela qual passou, afirma Andrei Golfeto, presidente da gestão de 2017 da Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior).

Os envolvidos em uma EJ são geradores de conhecimento e ciência. Eles vivem o chamado Movimento Empresa Júnior (MEJ), que reflete uma cultura de compromisso, transformação e realização de projetos.  O movimento surgiu em 1967 na França e veio para o Brasil em 1988.

Lançamento do programa Contrate uma Empresa Júnior. Andrei Golfeto, Brasil Júnior. Brasília Foto: José Paulo Lacerda

A ideia é trabalhar numa empresa dentro do ambiente da universidade, criando produtos e serviços que realmente podem ser comercializados, para formar estudantes comprometidos com transformações sociais. O principal objetivo é o desenvolvimento acadêmico e profissional dos associados, para alavancar nos estudantes a capacidade realizadora e intensificar a educação empreendedora.

O Brasil tem hoje 451 EJs, nas quais trabalham mais de 16 mil empresários juniores, e que estão associadas a 22 federações. Esta organização reflete bons resultados, levando em conta que metade dessas empresas apresenta alto crescimento.

A Federação das Empresas Juniores do Estado de Minas Gerais (FEJEMG) conta com 65 empresas juniores presentes em 19 instituições de ensino superior situadas em 13 cidades diferentes. Os federados denominam o movimento mineiro de Maré Vermelha!

O que diz lei
  • A empresa júnior deve ter Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ);
  • A empresa júnior está vinculada a instituição de ensino superior e desenvolve atividades relacionadas ao campo de abrangência de pelo menos um curso de graduação. É necessário ter um estatuto ou um regimento interno, sendo vedada qualquer forma de ligação partidária;
  • Os estudantes associados à empresa júnior exercem trabalho voluntário;
  • As atividades desenvolvidas pela EJ deverão ser orientadas e supervisionadas por professores e profissionais especializados;
  • A empresa júnior poderá cobrar pela elaboração de produtos e pela prestação de serviços;
  • Cabe à empresa júnior: promover o recrutamento, realizar estudos e elaborar diagnósticos, promover o treinamento e capacitação, desenvolver projetos, pesquisas e estudos; promover e difundir o conhecimento por meio de intercâmbio com outras associações (no Brasil e no exterior); entre outros.
O que mudou em um ano de legislação

A legislação que entrou em vigor em 6 de abril de 2016 é inédita no mundo e tem pontos chave de mudança. Para que um EJ passe a ser reconhecida por sua universidade, é preciso que a instituição elabore uma resolução específica.

Em contrapartida, os empresários juniores fazem um plano acadêmico que precisa ser aprovado junto aos órgãos colegiados do curso. Esse procedimento profissionaliza o processo para iniciação de uma EJ e dá credibilidade perante instituições e sociedade civil.

A legitimação da EJ autoriza a universidade a ceder espaço físico à organização, além de reconhecer carga horária dedicada pelo professor orientador. A empresa júnior pode ser considerada um projeto de extensão ou contabilizar horas de estágio para os participantes.

Muita coisa mudou em um ano, porque trouxe legitimidade e reconhecimento para EJs. Existiam 310 e agora são 451. Esses números são de empresas que a Brasil Júnior audita e fiscaliza. A empresa que não está em conformidade com a lei, não é considerada. Hoje,  no Brasil, existem mais de mil empresas juniores e metade não é regularizada. Fazemos esforços para regularizar porque pequenos negócios são impactados e mais jovens são preparados, explica Golfeto.

#Contrate uma EJ

Empresários juniores de todo o Brasil estão engajados durante todo o mês de abril na campanha #contrateumaEJ para disseminar o conceito da formação por meio do empreendedorismo, que faz parte da cultura Movimento Empresa Júnior.

Em um ano de lei, a atração de novos clientes também foi importante. Tivemos um ganho de 110% na quantidade de projetos executados pelas empresas juniores. Chegamos ao faturamento de 11 milhões, 65% a mais do que em 2015. Esse dinheiro foi investido nessa formação empreendedora, completa Golfeto.

A ideia da campanha é explicar que por serem organizações sem fins-lucrativos, as EJs oferecem serviços de qualidade a um baixo custo, tornando as consultorias acessíveis para micro e pequenas empresas.  Além disso, os projetos seguem as principais tendências de mercado de cada área, porque são fomentados pela ciência, tecnologia e inovação da universidade.

Há produtos e serviços nas áreas de Engenharia e Arquitetura, Gestão Empresarial, Inovação, Gestão de Processos, Desenvolvimento Web, Consultoria Ambiental, Consultoria em Alimentos, Gestão Financeira, Pesquisas, Consultoria Jurídica, Gestão da Comunicação, Agronegócio, Consultoria Internacional, Gestão de Pessoas, Consultoria Química e Farmacêutica, Organização de Eventos, entre outros.

(Com informações da Confederação Brasileira de Empresas Juniores – Brasil Júnior e Federação das Empresas Juniores do Estado de Minas Gerais – FEJEMG)

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