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Ciência, inovação e tecnologia
Atualizado: 8 horas 48 minutos atrás

Evento debate popularização da ciência na América Latina

qui, 17/08/2017 - 11:30

Na próxima semana, parte da equipe da Minas Faz Ciência desembarga em Buenos Aires, Argentina, para participar do Congresso RedPop. O evento, realizado pela Rede de Popularização da Ciência & Tecnologia na América Latina e Caribe, contará com conferencistas de referência no campo, como Maria dos Anjos “Chiqui” González, Andrea Bandelli, Paola Rodari e Eduardo Sáenz de Cabezon.

Esta é a 15ª edição do Congresso, que será no Centro Cultural de la Ciencia – C3. Com o tema “Conexões – novas formas de popularização da ciência“, o RedPop busca debater as pontes, parcerias e intercâmbios que a ciência e a tecnologia estão explorando para se popularizar.

Haverá discussões sobre ciência cidadã, popularização da ciência nas escolas e as relações entre ciência, artes e tecnologia. Jornalismo científico, museus, exposições e materiais educativos para a formação de divulgadores também estão nos eixos temáticos.

Artes, música, comida e ciência na América Latina

O evento propõe conferências com formatos inovadores, além de diálogos entre cientistas, artistas e representantes de diferentes campos da cultura. Também haverá oficinas para testar e explorar conexões culturaisshows e itinerários criativos pela cidade de Buenos Aires.

Na terça-feira, 22, Gerardo Hochman fala de aspectos da obra de Leonardo da Vinci em um show de acrobacias, teatro, dança, cinema e música.

Na quarta-feira, 23, cientistas do Uruguai, Colômbia e Argentina discutem a ciência regional em seções de stand-up comedy.

Na quinta-feira, 24, a atriz e soprano Belén Pasqualini apresenta uma biografia científica musical para ressignificar a história de sua avó, Christiane Dosne Pasqualini, figura central na investigação de leucemia na Argentina.

Minas Faz Ciência

A equipe da Minas Faz Ciência apresenta três trabalhos no Congresso RedPop. A coordenadora do projeto, Vanessa Fagundes, apresenta estudo sobre Museus e espaços de ciência em Minas Gerais – Acesso, visitação e caminhos para a divulgação da ciência. O trabalho foi feito em coautoria com Yurij Castelfranchi, Elaine Vilela, Ildeu de Castro Moreira, Luisa Massarani e Solange Simões.

Vanessa também faz parte das discussões sobre O desafio de escrever sobre ciência para o público infantil: a experiência de produzir a Revista e o Blog Minas Faz Ciência para Crianças. A apresentação será do editor da Minas Faz Ciência, Maurício Guilhereme Silva Jr., em coautoria com Roberta Gabriela Nunes e Vivian Teixeira.

A jornalista Verônica Soares da Costa apresenta trabalho inspirado em suas pesquisas de doutoramento na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O tema é Aproximações entre ciência, ficção e divulgação científica transmídia em canais do YouTube, propondo diálogos entre o filme Perdido em Marte e o canal Nerdologia.

Serviço:

XV Congresso da RedPop

Quando? 21 a 25 de agosto de 2017

Onde? Centro Cultural de la Ciencia – C3

Mais informações: www.redpop2017.com.

 

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Tramas do “eu” e mistérios da identidade narrativa

ter, 15/08/2017 - 08:00

Ao analisar as nuances por trás do “locutor do discurso”, o filósofo Paul Ricoeur (1913-2005), um dos mais importantes pensadores franceses do pós-guerra, constrói amplo panorama acerca dos “mistérios” da identidade.

Nesta importante obra, traduzida à língua portuguesa por Ivone C. Benedetti e agora publicada pela editoria WMF Martin Fontes, o pensador lança problematizações ao vento: “Quem é o agente ou o paciente da narrativa? Quem é o responsável por um ato?”.

Catedrático em Filosofia e doutor em Letras, Ricoeur promove, em O si-mesmo como outro, dez relevantes estudos, nos quais “pretende ficar tão distante da apologia do Cogito quanto de sua destituição”. São investigações sobre temas como “A ‘pessoa’ e a referência identificadora”, “A enunciação e o sujeito falante”, “Da ação ao agente”, “O si e a identidade narrativa” e “O si-mesmo e a sabedoria prática”.

Leia um trecho:“Sujeito enaltecido, sujeito humilhado: ao que parece, é sempre por meio dessa inversão entre o pró e o contra que se faz a abordagem do sujeito; daí seria preciso concluir que o ‘eu’ das filosofias do sujeito atopos, sem lugar garantido no discurso. Em que medida se pode dizer que a hermenêutica do si-mesmo, aqui elaborada, ocupa um lugar epistêmico (e ontológico, como se dirá no décimo estudo) situado além dessa alternativa de cogito e anticogito.” Ficha técnica:

Livro: O si-mesmo como outro

Autores: Paul Ricouer

Editora: WMF Martins Fontes

Páginas: 438

Ano: 2014

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Cientistas explicam mofo no Queijo Minas Artesanal

seg, 14/08/2017 - 08:05

O universo dos fungos e bactérias é muito curioso. Esses micro-organismos, taxados de vilões causadores de doenças, são essenciais para alguns processos da indústria alimentícia como a produção de pães, iogurtes e queijos. Entender a vida dos micro-organismos dentro dos alimentos é tarefa para a ciência.

Por isso, pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (UFLA) estão investigando características de um dos patrimônios imateriais de Minas Gerais, o Queijo Minas Artesanal, produzido nas microrregiões de Serro e da Canastra. É um estudo sobre a micobiota terroir, particularmente a que cresce na superfície, visando a identificação dos fungos filamentosos e leveduras presentes no queijo e no ambiente de produção.

O professor Luís Roberto Batista, do Departamento de Ciência dos Alimentos (DCA), explica como aconteceu o início da pesquisa. “Fomos procurados pelos produtores de queijo. Um produtor do Serro nos informou que estava com problemas no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) porque havia aparecido um mofo branco no seu queijo. Fiscais disseram que o produto seria proibido para venda porque não sabiam o que era o fungo. O produtor, então, fez contato conosco na universidade”, conta.

Foto: Departamento de Ciência dos Alimentos (DCA)

Ao receber amostras do queijo em laboratório, a equipe do professor Luís Roberto percebeu que não havia apenas um tipo de fungo no alimento, por isso seria necessária uma investigação mais detalhada.

Os pesquisadores, então, foram até a propriedade rural ver o ambiente de produção. Fizeram uma análise microbiológica do ar (para identificar bactérias), nas bancadas de descanso do queijo, prateleiras com produtos e também em algumas amostras da iguaria. Quando ainda investigavam o queijo do Serro, outro produtor da Canastra procurou a universidade descrevendo o ocorrido no seu queijo. Assim, os cientistas fizeram a mesma proposta de pesquisa in loco.

De acordo com o professor Luís Roberto, descobriu-se que o fungo branco que predominava era o Geotrichum candidum, que não é causador de doenças. Ele se desenvolve no queijo protegendo o crescimento de outros fungos. Produz algumas enzimas que alteram a aparência do queijo, deixando-o mais enrugado. Junto com o Geotrichum candidum estão em ação bactérias e leveduras que os pesquisadores ainda precisam identificar.

“Importante dizer que predomina o Geotrichum candidum no queijo enviado do Serro e da Canastra, mesmo assim, são produtos completamente diferentes entre si. O leite usado na produção é diferente, portanto, há distintas proteínas, gorduras e sólidos, que fazem desses dois queijos produtos distintos”, afirma Luís Roberto.

Os micro-organismos absorvem os nutrientes do leite, crescem e dão origem a novos descendentes. No processo de alimentação, fungos e bactérias eliminam enzimas e gases que são jogados para fora de suas células. Essas substâncias descartadas vão determinar sabor, cheiro e aparência de um queijo. É por isso que existem queijos mais leves ou ácidos, mais amarelados ou com aspecto de mofado.

A revista Minas Faz Ciência Infantil deste ano vai explicar detalhadamente para as crianças como funciona esse “trabalho” dos micro-organismos no interior dos queijos. Em breve daremos detalhes sobre a edição.

Higiene e segurança

Conforme Luís Roberto, as condições de higiene que esses produtores trabalham são excelentes, por isso micro-organismos patogênicos não se desenvolvem. Para aliviar qualquer insegurança dos consumidores em relação ao mofo em cima do queijo, os cientistas estão preparando um material informativo para que os produtores distribuírem com a venda. “O que nos dá segurança para consumir é saber que não há risco à saúde”, conclui o pesquisador.

Foto: Assessoria de imprensa Universidade Federal de Lavras (UFLA)

Os produtores agora recebem, de duas a três vezes ao ano, pesquisadores para fazer aquele mesmo estudo do ambiente de produção. Esse monitoramento é para dar ainda mais segurança ao processo e garantir que não há contaminação.

Todos os fungos identificados em queijos estão sendo preservados numa coleção dentro da universidade. O professor explica que é interessante guardar esses tipos para pesquisas futuras. Considera-se o risco de esses fungos desaparecem por causa de mudanças de clima e ambiente.

Dessa forma, se a universidade tiver um banco de fungos poderá disponibilizar aos produtores que se interessam em ter aquele queijo artesanal com o mofo branco. Até mesmo a indústria poderá recorrer a esse banco, caso tenha interesse em produzir queijos diferenciados.

O projeto de pesquisa do Departamento de Ciência dos Alimentos (DCA) tem apoio da Fapemig. Além do benefício ao produtor e consumidor, o trabalho “ajuda na formação de recursos humanos em estudos de biodiversidade, identificação e gestão de coleção de fungos”, explica o professor.

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Bernardo Riedel: Inventor de telescópios amadores

sex, 11/08/2017 - 15:38

Em uma pequena fábrica em Belo Horizonte, o professor aposentado da UFMG Bernardo Riedel mantém uma estrutura completa para produção de telescópios amadores. Formado em Farmácia e Bioquímica pela UFMG, ele domina técnicas originais na produção dos equipamentos astronômicos.

Hoje, já contabiliza dois mil telescópios fabricados e uma coleção de vinte instrumentos de observação. Bernardo Riedel também trabalhou como ótico no Observatório Astronômico Frei Rosário. Depois fundou, em 1978, a B. Riedel Ciência e Técnica.

Fabricante de telescópios

Ao lado de dois funcionários, ele trabalha com processos de ótica, mecânica, fundição de alumínio, vácuo, pintura e, mais recentemente, automação. Nesse Ondas da Ciência, Bernardo Riedel conta sobre as dificuldades na produção dos aparelhos e sobre as técnicas e a imaginação necessárias para completar os trabalhos. Ele fala também sobre como o telescópio encanta e transforma a nossa relação com o céu.

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Curso de divulgação científica ‘Fala Ciência’ chega a Viçosa

qui, 10/08/2017 - 08:35

Universidade Federal de Viçosa (UFV) sedia no dia 29 de agosto, a quarta edição do Fala Ciência: curso de comunicação pública da ciência e tecnologia. Esta será a primeira vez que o evento ocorrerá fora de Belo Horizonte.

Promovido pela Rede Mineira de Comunicação Científica (RMCC), o curso tem a proposta de contribuir para a formação de divulgadores científicos. Outro objetivo é incentivar a divulgação científica nas universidades e institutos de pesquisa de Minas Gerais. .

Quem pode se inscrever? O Fala Ciência é direcionado a estudantes de pós-graduação e de iniciação científica, professores, empreendedores, jornalistas. Também pode participar quem se interessa em aprender e discutir técnicas e plataformas para falar sobre ciência e tecnologia com a sociedade. Quem sabe, compartilha!

A programação conta com um dia inteiro de palestras, que abordarão desde blogs e vlogs na internet com milhares de seguidores até iniciativas como o festival Pint of Science, que leva a ciência para bares e cafés de diferentes países.

Especialistas também falarão sobre recursos multimídia para a divulgação e técnicas de monitoramento de conteúdo em redes sociais. Na programação, estão previstas ainda uma palestra sobre mitos e verdades na abordagem do tema “mudanças climáticas” e uma oficina que ensinará aos pesquisadores as melhores técnicas para fazer pitches.

As vagas são limitadas e as inscrições, gratuitas, deverão ser realizadas, até 25 de agosto, pelo link . Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail portalciencia@ufv.br. Haverá emissão de certificado.

O evento é realizado pela Diretoria de Comunicação Institucional da UFV e Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação. Conta com apoio do Programa de Popularização da Ciência e Tecnologia (Pop Ciência MG) e da Fundação Arthur Bernardes (Funarbe).

Confira a programação:

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Lições sobre texto e linguagem para crianças

qua, 09/08/2017 - 20:15

“O bom livro infantil é aquele que é bom também para crianças”…. Pensando no desafio de escrever sobre ciência para as crianças, uma reflexão frequente da equipe Minas Faz Ciência, convidamos para nossa reunião de trabalho o escritor e jornalista Leo Cunha. Ele nos presenteou com uma tarde de aprendizado sobre conversas literárias e textuais com as crianças.

Essa história do bom livro infantil, que comecei o texto, é pensamento do Leo. Ele diz isso baseado na experiência de quem já publicou 60 livros infantis, todos eles pensados para agradar, também, o paladar de adultos.

Autor premiado nacionalmente, Leo consegue comunicar com a criançada de forma sensível e bem humorada. O autor nos fez refletir o texto, em suas essências e figurações, por meio de dicas de linguagem.

Como e o que fazer?

Pensamos em simplificar as metáforas com palavras que compõem o cotidiano das crianças ou que materializam a comparação que se deseja fazer. Leo nos contou sobre o processo produtivo do livro Um dia, um Riojá citado aqui em nosso site.

Na obra, o autor destacou duas figuras de linguagem que funcionaram bem para as crianças. Uma delas é o Rio como narrador da história, o fio que conduz o livro inteiro. Outro exemplo é a descrição poética, porém concreta em: “O Rio é a cama da canoa”.

Leo nos ensinou a materializar nos textos alguns sentidos das crianças em imagens/objetos/realidades que fazem parte do cotidiano delas.

Difícil fazer isso na divulgação científica, não é? Mas quem disse que seria fácil…

…Continuamos no desafio de escrever para o público infantil pensando também em “se o adulto achar um texto bobo, a criança também o achará”, conforme refletiu Leo Cunha.

Entendemos que as crianças querem ler humor, jogo de palavras e exageros inesperados. Tudo isso numa narrativa que lhes faça sentido e ajude a entender o mundo.

Mais e mais presentes

Leo Cunha ainda nos presenteou com a leitura de outros livros dele. É claro que não vamos contar todos os detalhes aqui, porque guardamos alguns desses registros para compartilhar com nossos leitores em breve. Além disso, ele contou tudo sobre a 3ª edição do Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas Gerais, que já virou matéria do Minas Faz Ciência Infantil. Confere lá!

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Pesquisadoras de Minas ganham prêmio Mulheres na Ciência 2017

seg, 07/08/2017 - 08:05

Duas pesquisadoras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e uma da Universidade Federal de Lavras (UFLA) conquistaram o prêmio Para Mulheres na Ciência 2017 (L’Oreal For Women in Science), uma premiação dedicada exclusivamente a mulheres e que já reconheceu mais de 70 cientistas brasileiras desde 2006.

Rafaela Salgado Ferreira foi vencedora na categoria Química, Fernanda Tonelli ganhou na categoria Ciências da Vida e Jenaina Ribeiro Soares venceu na área de Física. . Outras quatro pesquisadoras foram premiadas, fechando uma lista de sete vitoriosas.

O prêmio é uma parceria entre a L’Oréal, Unesco e ABC. As ganhadoras foram escolhidas por um júri acadêmico formado por importantes nomes da Academia Brasileira de Ciências. Elas foram avaliadas pelo potencial das pesquisas e pela trajetória que já desenvolveram em suas áreas de atuação.

Cada cientista receberá uma bolsa-auxílio de R$50 mil para fundamentar e dar continuidade às pesquisas. Agora, as brasileiras concorrem à edição mundial chamada de Rising Talents. Em 19 edições, 6 brasileiras já estiveram entre as vencedoras da edição internacional.

Rafaela Salgado Ferreira – Na busca por tratamentos mais eficazes para zika e doença de Chagas, a mineira Rafaela Salgado Ferreira (UFMG) desenha moléculas potencialmente capazes de inibir o funcionamento de proteínas essenciais na fisiologia do vírus e do protozoário Trypanosoma cruzi. Foto: Assessoria de Comunicação e Divulgação Científica
Instituto de Ciências Biológicas – UFMG

Bioinformática: desenvolvimento racional de fármacos

Rafaela Salgado Ferreira atua no Laboratório de Biologia Computacional de Proteínas, do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG e investiga fármacos para tratamento e cura de doenças negligenciadas.

A pesquisadora usa técnicas computacionais para avaliar diversas proteínas antes mesmo de levá-las aos testes experimentais no laboratório. Essa é a técnica chamada de desenvolvimento racional de fármacos, usada pela equipe de Rafaela.

No projeto que a conferiu o prêmio, Rafaela pesquisa especificamente tratamentos mais eficazes para Zika e Doença de Chagas. A equipe desenha moléculas capazes de inibir proteínas essenciais para essas duas doenças. “Se a proteína é essencial para a doença, e nós conseguimos inibi-la, esperamos matar o patógeno e curar a doença”, explica a pesquisadora.

Rafaela desenvolve pesquisas nessa área desde o fim da graduação e com o passar do tempo incluiu mais doenças no campo de investigação. “Esse prêmio sem dúvida vai ajudar muito no projeto. Nos últimos 3 anos os financiamentos diminuíram e as dificuldades aumentaram, de maneira geral. O valor do prêmio é  bem representativo e vai ser essencial para que a gente possa continuar produzindo as linhas de pesquisa do grupo”. Além do suporte financeiro, a pesquisadora afirma que o prêmio é motivador e muito gratificante.

“Desde que eu recebi o prêmio, várias mulheres já entraram em contato comigo, falando que com certeza dá uma certa inspiração. Então eu acho que a gente precisa mais de iniciativas que reconheçam e incentivem as mulheres. Existe uma desistência maior das mulheres ao longo da carreira. Se a gente for olhar em vários dos programas de pós-graduação, tem muita participação de mulheres. Pelo que eu percebo, geralmente no início da carreira tem uma equidade maior, e na medida que vai acontecendo a progressão, ocorre esse fenômeno de homens atingirem as posições mais altas, explica Rafaela”.

Fernanda Maria Policarpo Tonelli – bioquímica e pós-doutoranda na UFMG, quer revolucionar a biotecnologia brasileira. Seu plano é utilizar tilápias-do-Nilo como biofábricas para a produção de substâncias como o hormônio do crescimento humano – uma inovação que pode economizar milhões de reais por ano ao sistema público de saúde. Foto: Assessoria de Comunicação e Divulgação Científica
Instituto de Ciências Biológicas UFMG

Tilápias transgênicas

A pós-doutoranda Fernanda Maria Policarpo Tonelli também atua no Instituto de Ciências Biológicas da UFMG e estuda a utilização de tilápias-do-Nilo como biofábricas para a produção de substâncias como o hormônio do crescimento humano.

“Pacientes que sofrem com a deficiência de hormônio de crescimento (GH), Síndrome de Turner ou insuficiência renal grave realizam tratamento com hormônio de crescimento humano recombinante (rhGH), geralmente produzido em bactérias ou leveduras. Só em 2014, o Sistema Único de Saúde (SUS)  gastou mais de R$125 milhões com a importação dessa proteína”, afirma Fernanda.

Esse foi o problema que chamou a atenção da pesquisadora, por isso ela investiga uma alternativa capaz de diminuir custos e acelerar o processo de produção da proteína. “A ideia é modificar o DNA de tilápias-do-Nilo, fazendo com que elas produzam o rhGH e liberem na urina. Dessa forma, será possível obter a proteína sem sacrificar o animal e com redução de custo do processo de purificação”, explica.

Ela também comenta o quanto motivador é receber um prêmio como cientistas: “o prêmio representa o reconhecimento do trabalho de toda a equipe. É um sinal de que a pesquisa que desenvolvemos atende a uma necessidade e possui potencial inovador. Além disso, nesse período em que os recursos financeiros são escassos, o prêmio é muito importante para dar continuidade às pesquisas”.

Fernanda também considera extremamente importante a valorização das mulheres na ciência. “Prêmios como este valorizam a participação feminina, tantas vezes desprezada ou subestimada pela sociedade em geral, não apenas no meio científico. É uma forma de reforçar a capacidade intelectual feminina e incentivar a mulher que desde antes de Marie Curie tem feito importantes descobertas que levaram à melhora da qualidade de vida humana”.

Física

Além das pesquisadoras da UFMG, a Jenaina Ribeiro Soares, cientista da UFLA, venceu o prêmio na categoria Física. Ela estuda a estrutura de novos nanomateriais com perspectivas de aplicações em diferentes indústrias, em especial a eletrônica. Desenvolve também equipamentos para produzir esses nanomateriais, formados por uma ou por poucas camadas atômicas.

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Jovens cientistas se apresentam em feira da UFMG

sex, 04/08/2017 - 14:39

Formigas dominavam o quintal de Alex Rodrigues de Araújo, de 14 anos. Entre as plantas, só o pé de cará saiu ileso. O estudante, que observava o comportamento dos pequenos insetos, levou a experiência para a escola, sob forma de hipótese: a planta teria propriedades repelentes?

Alex e os colegas Gabriel França da Silva e Pedro Lucas Nogueira Oliveira, da Escola Estadual Domingos Justino Ribeiro, de Mateus Leme (MG), estudaram o assunto e participaram de uma feira de ciências. O projeto, hoje com três anos, chegou à 18ª UFMG Jovem. O trabalho Caracterização Fitoquímica dos Tubérculos da Planta Inhame (Dioscorea sp.) levou o segundo lugar geral da feira, na categoria ensino fundamental.

Confira esse e outros projetos apresentados pelos jovens nesse Ondas da Ciência!

Estudantes Julia Vieira e Lucas da Silva, na UFMG Jovem

18ª UFMG Jovem

Estudantes da rede básica de ensino de Minas Gerais participaram da 18ª edição da feira anual de ciências UFMG Jovem, entre os dias 20 e 22 de julho. O evento aconteceu dentro da programação da SBPC Jovem, na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. A feira trouxe trabalhos de relevância técnico-científica, social e cultural, desenvolvidos em conjunto entre professores e alunos.

 

Veja a participação do estudante Alex de Araújo no Ciência no Ar:

 

 

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