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Atualizado: 5 horas 33 minutos atrás

Diário 7 - Mudanças

4 horas 27 minutos atrás

O planeta mudou.

Há duzentos e cinquenta milhões de anos, todos os continentes eram um só. Há cem milhões, a Antártida era quente. Por alguns milhões nesse meio tempo existiram dinossauros.

Um dos testemunhos que chegou das última perfurações trouxe com ele registros de uma importante mudança climática ocorrida há aproximadamente 5 milhões de anos, no período Plioceno. A amostra com a textura de uma pasta de dentes calcária, com alguns rajados verdes e outros meio azulados, demonstrou que a Terra era 3 graus mais quente que hoje.

Não sei quanto aos dinossauros, mas a junção dos continentes e uma Antártida bem quente ainda podem ocorrer novamente. Na realidade, seguindo dados de observações geológicas, o supercontinente Pangea é só mais um de ciclos de união e quebra de continentes que já ocorreram ao menos duas vezes na história de nosso planeta. E sim, a reunião dos continentes poderá ocorrer em algumas centenas de milhões de anos no futuro.

As coisas estão como conhecemos, mas nada é estático e nem definitivo. Mudanças são naturais e inevitáveis, e o que em muitos casos não é nenhuma das duas coisas são processos que aceleram as mudanças e se impõem sobre seus ritmos espontâneos. A emissão de gás carbônico na atmosfera, por exemplo, durante o período Cretáceo (145 até 66 milhões de anos atrás) pode ter sido causada por atividades vulcânicas frequentes e é hoje exponencialmente maior e mais rápida, causada pela poluição humana. As consequências dessa rapidez e intensidade provam-se bem ruins, com o derretimento do gelo dos polos e acidificação dos oceanos, o que afeta fatalmente os ecossistemas marinhos e, consequentemente, todos os outros.

Tudo muda, mesmo que lentamente, mesmo que a gente não perceba, um pequeno desvio na rota nos levará para destinos diferentes.

Participar de uma expedição científica marinha foi para mim uma mudança de cenário, de fuso horário, de relação com o dia, a noite, o mar e o espaço. Falei sobre isso no post sobre adaptação e, agora que me adaptei à vida no mar, tudo isso mudará novamente. Só uso duas mudas de roupa praticamente, já que elas são lavadas em intervalos bem curtos. O balanço não incomoda mais e aquelas pisadas fortes para recuperar o equilíbrio não fazem mais as pessoas rirem. Dormir é até melhor e a foto do amanhecer tornou-se sagrada.

Além de saber mais sobre Geologia, aumentar minha experiência em divulgação e fazer novos amigos, eu me vejo frequentemente pensando no que está abaixo de nossos pés, no que deixamos, no que causamos. No momento tenho muita água e animais, e, embaixo de tudo isso, camadas das mais diversas cores, densidades, formações que um dia foram o presente do planeta.

Não sou a mesma pessoa que entrou neste navio. Essa é uma experiência intensa de trabalho e de vida e um isolamento interessante para desenvolver qualidades que ficam meio diluídas na vida normal, como paciência, disciplina e foco. Ficar no mesmo lugar por tanto tempo também me fez prestar mais atenção às coisas, já que são as mesmas por dois meses. Minha visão de ciência e dos cientistas também se aperfeiçoou.

Viver no mar é trocar várias cores pelo azul. É sentir-se ora visitante, ora intrusa, mas nunca moradora. Acho que eu romantizava o mar, mas ele pode ser árido como um deserto. Minha admiração por ele não mudou, o respeito sim.

Ainda não estamos em terra firme. Não terminou. Resta saber o que eu levarei comigo dessa experiência, mas a nova consciência de que nada é eterno nem garantido, e de que o ritmo e momento das mudanças faz uma grande diferença, são valiosos aprendizados que espero manter.

Portfolio cristianedelfina.com

Acompanhe o Diário de Bordo da expedição IODP 369.

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Encontro reúne coordenadores da Universidade Aberta do Brasil da Região Norte

qui, 23/11/2017 - 18:07

A Universidade Federal do Pará (UFPA) recebe entre hoje e amanhã, 23 e 24 de novembro de 2017, o Encontro Regional de Coordenadores de Polos do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) da Região Norte.

O evento faz parte de uma série de encontros promovidos pela Diretoria de Educação (DED/Capes), no ano de 2017, com o objetivo de reunir os coordenadores de polos e possibilitar o debate sobre os temas relevantes à educação a distância e ao Sistema UAB. Com sua realização, encerra-se o ciclo de cinco encontros regionais realizados durante o ano, um em cada região brasileira.

A mesa de abertura do evento foi composta pelo Pró-Reitor da PROINTER/UFPA, Horacio Schneider; pelo Diretor de Educação a Distância, Carlos Lenuzza; pelo coordenador UAB da UFPA, José Miguel Veloso; e por Edilson Carlos Balzzan, Presidente do Fórum Nacional de Coordenadores de Polos da UAB.

Reunindo cerca de 80 participantes, o evento contará, ainda, com palestras, oficinas e plenárias, colocando em pauta temas como a nova política nacional de formação de professores e o Sistema UAB; gestão dos polos vinculados à essa política pública; estratégias para gestão e monitoramento; dentre outros.

O Encontro Regional de Coordenadores de Polos do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) da Região Norte está sendo transmitido online através do link http://cineolimpia.ufpa.br:8080/aedi.html.

UAB
Criada em 2005, a Universidade Aberta do Brasil (UAB) é uma rede formada por instituições públicas que oferece cursos de nível superior por meio de educação a distância. A prioridade da UAB é ofertar formação para pessoal atuante na educação básica – professores, gestores e colaboradores, mas existem ofertas de formação para o público em geral. O Sistema UAB é coordenado pela Diretoria de Educação a Distância (DED) da CAPES.

(Brasília - CCS/CAPES)

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IIE realiza relatório sobre internacionalização na educação brasileira

qui, 23/11/2017 - 17:17

Um estudo desenvolvido pelo IIE Center for Academic Mobility Research and Impact captou e analisou informações relacionadas à mobilidade estudantil e internacionalização em 158 instituições de ensino superior (IES) brasileiras. Os dados, coletados de janeiro a dezembro de 2016, integram o relatório Higher Education and Student Mobility - A Capacity Building Pilot Study in Brazil e servirão de base para o desenvolvimento de ferramentas de armazenamento de informações por instituições de ensino.

De acordo com o estudo, a análise dos dados revelou que 0,6% dos estudantes brasileiros estudam no exterior, número relativamente baixo quando comparado a países latino-americanos como Equador (2%), Colômbia (1.2%) e Chile (0,8%). A falta de proficiência combinada a outros fatores é apontada como uma barreira à elevação desse índice.

No que se refere à internacionalização das instituições, as instituições federais e as privadas sem fins lucrativos atraem a maior parte dos estudantes estrangeiros, com 36% e 30%, respectivamente, além de realizarem o maior número de acordos internacionais, com 32% e 34%.

Financiamento
A partir dos dados encontrados, o relatório apontou ainda uma deficiência no orçamento destinado à internacionalização, tendo 47% das instituições afirmado faltar financiamento para iniciativas internacionais.

Metodologia
O questionário foi distribuído pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) a 485 IES e respondido 158. Foram solicitadas informações sobre o recebimento de estudantes estrangeiros, o envio de estudantes ao exterior, além da situação atual da internacionalização nas instituições.

De acordo com o relatório, o Brasil foi escolhido como país parceiro no estudo devido ao seu papel de destaque na internacionalização da educação, com 2.368 instituições e mais de 7.8 milhões de estudantes matriculados no ensino superior.

Acesse aqui o relatório.

(Gisele Novais - Brasília - CCS/Capes)

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UFG e UnB desenvolvem cartilhas sobre erosão para estudantes da Educação Básica

qui, 23/11/2017 - 16:26

Com o objetivo de construir a consciência socioambiental da nova geração de estudantes brasileiros, pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) e Universidade de Brasília (UnB) se juntaram para desenvolver cartilhas com temas ambientais. Os dois volumes mais recentes “Meio Ambiente: Erosão em Borda de Reservatório” tiveram cerimônia de lançamento em Brasília nesta quarta-feira, 22.

Acesse
Erosão em Borda de Reservatório Vol 1
Erosão em Borda de Reservatório Vol 2

O primeiro volume é voltado para estudantes das séries iniciais do Ensino Fundamental, o segundo volume para Ensino Médio, cursos técnicos ou mesmo utilização mesmo em espaços não formais de educação, como eventos nas cidades às margens de reservatórios de água.

As cartilhas são adaptações para estudantes da Educação Básica – das séries iniciais às finais – do livro Erosão em Borda de Reservatório, com artigos de pesquisadores sobre o tema. “Nós pegamos o conteúdo acadêmico e o preparamos para crianças, como uma política de popularização da ciência. Trabalhamos sempre com a perspectiva da disseminação, não nos interessa trabalhar na perspectiva encastelada. Queremos ajudar, inclusive o desenvolvimento de outras instituições de ensino superior, por isso trabalhamos juntos com instituições parceiras desde o começo”, afirma o professor da UnB, José Camapum de Carvalho.

As cartilhas abordam a questão dos direitos e deveres, discute a educação ambiental e fala sobre os reservatórios de água e de suas finalidades. “Esse é um momento mais do que adequado para tratarmos dessa temática com as crianças. Há mais de 15 anos trabalhamos com essas questões ambientais. Precisamos conversar agora como repor a água para abastecer os córregos”, enfatiza Camapum. A cartilha apresenta medidas preventivas e soluções para as erosões de borda e trata dos temas uso, infiltração e escoamento superficial das águas pluviais.

O professor da UnB destaca a figura dos Consultores Mirins na confecção do material. São crianças de 1ª a 5ª série que avaliam o material previamente à publicação. As crianças participam da validação do processo. De escola particular, pública e pessoas com certa deficiência para avaliar a acessibilidade do material. Além disso contamos com consultores técnicos, alguns professores da escola pública, que nos ajudaram na adaptação pertinência do material”, explica.

Interação, diversidade e acessibilidade foram os principais norteadores da construção do material, explica Camapum. “Queremos abrir espaço para os professores discutirem em sala de aula esses temas. A cartilha sempre tem uma atividade, jogos de tabuleiro, assim podemos abrir espaço em atividades que a criança se insira.” A publicação é concebida como Recurso Educacional Aberto (REA), a reprodução para fins não comerciais é autorizada.

José Camapum de Carvalho destaca os custos comparativos entre prevenção e recuperação quando se trata de erosão. “O custo da educação é infinitamente mais baixo. Essa cartilha custou por volta de 80 centavos para 10 mil exemplares. Sabe quanto custou a recuperação de uma erosão na margem esquerda de uma estrada perto de Brasília? Em torno de 12 milhões de reais”, ressalta.

Para o pesquisador, é importante aumentar as pontes entre universidade e escolas, entre a pós-graduação e a Educação Básica.

“O conhecimento muitas vezes fica pulverizado em artigos. Eu, pessoalmente, penso dar satisfação para quem financiou nossa pesquisa: a sociedade brasileira. E como transferir, em primeiro lugar esse conhecimento? Não é por meio de teses, temos que tornar as publicações mais acessíveis”, conclui.

As cartilhas foram desenvolvidas no âmbito do projeto de Pesquisa & Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), realizado por Furnas “Monitoramento e estudo de técnicas alternativas na estabilização de processos erosivos em reservatórios de UHEs”, coordenado pelo Programa de Pós- Graduação em Geotecnia, Estruturas e Construção Civil da UFG e com a participação do Programa de Pós-Graduação em Geotecnia da UnB

No dia 5 de dezembro haverá o lançamento da coleção no Instituto Federal de Educação - Campus Uruaçu que se situa às margens do reservatório Serra da Mesa.

Na página do Programa de Pós-Graduação em Geotecnia é possível baixar gratuitamente todas as cartilhas:

Erosão em Borda de Reservatório Vol 1
Erosão em Borda de Reservatório Vol 2
Erosão (2007)
Infiltração (2010)
Meio Ambiente: Erosão (2012)
Meio Ambiente: Infiltração (2012)

(Pedro Arcanjo - Brasília - CCS/CAPES)

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Impacto da Pesquisa e da Pós-graduação na Sociedade é tema de encontro

qui, 23/11/2017 - 12:59

A conferência de abertura do 33˚Encontro Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (ENPROP), que aconteceu nesta quarta-feira, 22 de novembro, teve como tema “O impacto da Pesquisa e da Pós-graduação na Sociedade”. Após a apresentação de José Fernandes Lima, da Universidade Federal de Sergipe, os debatedores afirmaram que a principal dificuldade é a de construir uma ponte entre a pesquisa e a sociedade. “Talvez a pesquisa seja uma agenda para os pesquisadores e não para a sociedade. Os pesquisadores defendem algo central pensando nos interesses da sociedade, mas, a partir do momento que a sociedade não entende o propósito, ela não apoia. Para que haja essa aproximação, é preciso que seja discutido um grande número de fatores relacionados também à cultura brasileira”, explicou o presidente da CAPES, Abilio Baeta Neves.

Compuseram ainda a mesa de debates o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges, e o diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Wanderley de Souza.

Internacionalização
Ainda durante a abertura, a pró-reitora de Pós-graduação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Maria Luiza Feitosa, afirmou que a pós-graduação está vivendo um momento decisivo. “A CAPES tem nos lançado um desafio grandioso no âmbito na internacionalização e temos que analisar o que podemos fazer em termos de diálogos e parcerias”, resumiu. A pró-reitora também abordou a necessidade de aperfeiçoamento do Sistema Nacional de Pós-graduação (SNPG) nos próximos anos.

Também com a mesma percepção, o presidente do Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (FOPROP), Joviles Trevisol, falou da importância da reunião. “Fizemos todo o esforço para ter nesse encontro o máximo de pró-reitores – estamos com 260 inscritos. Temos clareza que este é o momento de estamos juntos, pois a dispersão física também estimula a dispersão intelectual e temos muitas pautas a serem discutidas. As universidades, os pesquisadores e as agências estão desafiados. Não daremos aqui um encaminhamento definitivo para todas as questões, mas podemos evoluir bastante. A intenção é que consigamos construir alternativas e caminhos que desenvolvam o país com mais compromisso social, com mais compromisso com a ciência e com a tecnologia e que tornem nossa participação mais ativa e dinâmica em 2018.”

A vice-reitora da UFPB, Bernardina Juvenal de Oliveira, abordou a necessidade de encontros como esse para troca de experiências e para possibilitar um diálogo direto com as agências de fomento e, assim, manter viva a pesquisa no país. “Sem pesquisa, sem ciência, não há ensino”, disse.

Oficinas
Neste ano, o Enprop incluiu na programação oficinas temáticas com representantes da Diretoria de Programas e Bolsas no País da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que apresentaram o panorama e atualizações nos programas. “Estamos com uma participação maciça da CAPES. Apesar de tudo, a pós-graduação e a pesquisa ainda pulsam, pois somos resistentes e contamos com a colaboração de órgãos de fomento. O Portal de Periódicos já deixou sua marca e, agora, o processo de internacionalização também ficará marcado”, afirmou Isac de Medeiros, pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UFPB e presidente da comissão organizadora do ENPROP.

A CAPES ainda terá salas de atendimento aos pró-reitores durante a programação do encontro.

ENPROP
O Encontro Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (ENPROP) ocorre anualmente em uma das regiões do país e conta com a participação de gestores das instituições de ensino superior de todo o país e dos diversos segmentos (públicos federais, estaduais e municipais, confessionais/comunitários, e particulares) que se dedicam regularmente à pesquisa, à inovação e à pós-graduação, além de gestores ministeriais, dirigentes das agências de fomento, pesquisadores renomados e convidados.

As atividades programadas têm como objetivo o debate amplo sobre temáticas relevantes no sentido de elaborar contribuições para o aprimoramento e superação de problemas, além de propiciar o compartilhamento de experiências bem-sucedidas. Neste ano, o ENPROP acontece na UFPB e o evento segue até o dia 24 de novembro.

Acesse aqui a programação completa.

(Natália Morato – João Pessoa/PB - CCS/CAPES)

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Instituições discutem consórcio para assinatura de identificador digital

ter, 21/11/2017 - 13:41

Reuniram-se no dia 17 de novembro, na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em Brasília, representantes da fundação, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), da Scientific Electronic Library Online (SciELO), do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) para discussão sobre a formação de um consórcio para assinatura do ORCID, um identificador digital persistente que permite conectar pesquisadores às suas afiliações e atividades por meio da integração com editoras, agências de financiamento e bases de dados.

Com ele, é possível, em uma única entrada de dados, recuperar automaticamente informações de pesquisa que já estejam registradas em uma fonte validadora. Isso assegura menor trabalho manual para os pesquisadores proverem informações de publicações e pesquisa a distintos sistemas demandantes e também garante maior qualidade dos dados.

“No que diz respeito à CAPES, a adoção do ORCID nos sistemas de informação será um ganho importante em agilidade e qualidade. Pretendemos que isso se dê principalmente na Plataforma Sucupira, que registra dados de programas de pós-graduação, em sistemas de concessão de bolsas e fomento e nos sistemas de editais de projetos internacionais. Contudo, isso não representa todo o ‘ecossistema’ de informações em pesquisa. Entendemos ser fundamental a participação de outros atores que detêm informações pertinentes à completude do universo da pesquisa no Brasil. Por isso, a proposta do consórcio”, explica a coordenadora-geral de Atividades de Apoio à Pós-Graduação da Diretoria de Avaliação da CAPES, Talita Moreira.

A partir desta reunião, na qual todos os presentes aceitaram fazer parte do consórcio, será formada uma comissão técnica para estudo dos sistemas de cada membro em vias de implementar serviços de troca de dados entre os detentores da informação. A assinatura do ORCID está prevista para o começo de dezembro.

Participantes
Além da coordenadora-geral da DAV, estiveram presentes pela CAPES o diretor de Programas e Bolsas no País, Geraldo Nunes Sobrinho; o coordenador-geral de Monitoramento de Resultados da Diretoria de Relações Internacionais, Adi Balbinot Junior; e o coordenador de Sistemas, Edmilson Coelho Chaves Junior. Pelo CNPq, estavam o coordenador-geral de Cooperação Internacional, Lelio Fellows Filho, e o coordenador-geral de Tecnologia da Informação, Igor Cavalcante. Representando o IBICT, compareceram a diretora Cecília Leite, o coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento de Novos Produtos, Arthur Costa, a coordenadora-geral de Pesquisa e Manutenção de Produtos Consolidados, Lillian Maria Araújo de Rezende Alvares, e a coordenadora de Redes e Serviços de Informação de Novos Produtos, Hélia Chaves. Também participaram da reunião a presidente do CONFAP, Maria Zaira Turchi, o gerente de Projeto e a analista de Negócio da RNP, Cláudio Silva e Carolina Souza, e Alex Mendonça, representando a SciELO.

ORCID
Organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos, a Open Research and Contributors Identification (ORCID) foi criada em 2010 por organizações envolvidas em pesquisa, como universidades, laboratórios, empresas e editoras científicas, com o objetivo de criar um identificador permanente que torne possível relacionar de maneira confiável pesquisadores a suas contribuições e afiliações institucionais.

Em outubro de 2012, a ORCID lançou seu identificador, o qual, segundo a própria organização, atualmente contabiliza mais de 3 milhões de registros. No ano de 2016, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) foi a primeira instituição brasileira a se tornar membro da ORCID, seguida pelas Universidades de São Paulo (USP), e Estadual de Campinas (Unicamp).

Acesse a página da ORCID.

Veja aqui artigo publicado pela equipe do ORCID sobre liderança brasileira em pesquisa aberta.

Leia matéria da Revista Fapesp sobre a ORCID.

(Natália Morato - Brasília – CCS/CAPES)

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Portal de Periódicos disponibiliza conteúdo do Instituto Ciência Hoje

seg, 20/11/2017 - 20:44

O Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) indexa duas publicações editadas pelo Instituto Ciência Hoje (ICH) – entidade que atua há mais de 35 anos na área de divulgação científica: os títulos Ciência Hoje (CH) e Ciência Hoje das Crianças (CHC). A disponibilização do conteúdo tem a intenção de favorecer o acesso a informações qualificadas sobre os diferentes campos da ciência e abrir espaço para a divulgação da produção dos pesquisadores brasileiros.

Parceiro da CAPES, o ICH é referência nacional em publicações pautadas na popularização da ciência e da tecnologia. Os títulos – detalhados abaixo – são de acesso aberto e podem ser acessados por qualquer pessoa conectada à internet. Para localizar as publicações, entre na opção Buscar periódico do Portal e digite o nome da revista científica.

Ciência Hoje
A revista CH tem seus objetivos alinhados com a CAPES na missão de expandir e consolidar a pós-graduação stricto sensu no Brasil, especialmente em relação à intenção de investir na formação de recursos humanos de alto nível no país e no exterior. O título tem o compromisso de levar a um público amplo as pesquisas científicas e tecnológicas realizadas, sem perder de vista os grandes avanços científicos mundiais e seu impacto na sociedade brasileira.

Com textos claros e acessíveis, a publicação amplia o conhecimento de estudantes, pesquisadores, jornalistas e outros interessados, mostrando como a ciência pode ser fascinante e, ao mesmo tempo, compreensível. Além de fomentar a atividade de divulgação científica, CH aproxima a universidade da população e promove um debate mais amplo em torno da ciência e de seu impacto social, estimulando o senso crítico e o exercício da cidadania.

Ciência Hoje das Crianças
A publicação também está em sintonia com a missão da CAPES de apoiar a formação inicial e continuada de professores para a educação básica. Os textos que abriga são ferramentas para a reflexão sobre as diferentes áreas da ciência e suas contribuições para o país.

Por não exigir conhecimento prévio de temas de ciência, o título pode se tornar um instrumento democrático para aprofundar a compreensão de professores e pesquisadores acerca dos assuntos abordados: a linguagem clara permite a compreensão por parte de toda a comunidade docente, independentemente da formação inicial.

Embora perpasse os temas curriculares básicos do ensino fundamental, o conteúdo da CHC transcende esse nível acadêmico, pois aborda temas dentro do cenário da pesquisa científica nacional. Os editores têm a preocupação de não apenas apresentar o conteúdo, mas colocá-lo em contexto, ressaltando a relevância das pesquisas para transformar a realidade do país.

Portal de Periódicos
O Portal de Periódicos da CAPES é uma biblioteca virtual que reúne e disponibiliza a instituições de ensino e pesquisa no Brasil o melhor da produção científica internacional.Com um acervo de mais de 38 mil títulos com texto completo, 134 bases referenciais, 11 bases dedicadas exclusivamente a patentes, além de livros, enciclopédias e obras de referência, normas técnicas, estatísticas e conteúdo audiovisual.

O Portal foi criado para ampliar o acesso das bibliotecas brasileiras à informação científica internacional. Ele é considerado um modelo de consórcio de bibliotecas único no mundo, pois é inteiramente financiado pelo governo brasileiro. Cobrindo todo o território nacional. O portal é a iniciativa do gênero com a maior capilaridade no planeta.

Verifique o conteúdo do Portal de Periódicos disponível para sua instituição.

(Com informações do ICH)

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Programa que apoia eventos científicos no país divulga resultado preliminar

seg, 20/11/2017 - 18:30

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) divulga nesta segunda-feira, 20, o resultado preliminar da Chamada Pública de propostas de eventos científicos no âmbito do
Programa de Apoio a Eventos no País (PAEP).

Conforme o cronograma do Edital nº 35/2017 (Item 15), eventuais recursos administrativos deverão ser interpostos por meio do sistema Linha Direta (linhadireta.capes.gov.br), em formato PDF, no prazo de sete dias corridos a contar da data da publicação do resultado na página da CAPES.

Confira aqui a lista das propostas aprovadas na etapa de análise de mérito.

PAEP
O Programa de Apoio a Eventos no País (PAEP) tem como objetivo apoiar a realização de eventos científicos, tecnológicos e culturais de curta duração no país, com envolvimento de pesquisadores, docentes e discentes dos programas de pós-graduação, promovendo, assim, a melhoria da qualidade da produção científica e tecnológica nacional.

(Natália Morato – Brasília - CCS/CAPES)

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Reunião aborda estratégias de excelência para universidades

sex, 17/11/2017 - 13:48

Dando continuidade às discussões para implementação de ações de internacionalização nas universidades brasileiras, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) recebeu nesta quinta-feira, 16, representantes da Fundação Alemã de Pesquisa Científica (DFG) para a reunião “Estratégia de Excelência das Universidades Brasileiras e a Iniciativa da Excelência Alemã: Diálogos e Perspectivas”. “Estamos trabalhando na questão da internacionalização. Já aplicamos questionário nas instituições de ensino superior brasileiras para termos uma ideia de onde devemos ser mais proativos. Se queremos ser competitivos, temos que mudar de patamar. Não é que nossa pesquisa esteja caindo de qualidade, mas estamos ficando para trás, pois os outros países estão desenvolvendo muito rápido. Para isso, precisamos de iniciativas de excelência, com inserção internacional, e investimento em ciência e tecnologia”, explicou Concepta McManus, diretora de Relações Internacionais da CAPES.

Excelência
Após a apresentação dos representantes do DFG, Klaus Wehrberger e Oliver Wiegner, que relataram sobre o histórico e resultados da Iniciativa de Excelência na Alemanha, a diretora da CAPES relacionou as necessidades iniciais do Brasil para uma estratégia de excelência: transformação das universidades e produção de conhecimento relevante e considerado em termos internacionais. “63% dos pesquisadores brasileiros nunca saíram do país para fazer pesquisa. Precisamos abrir nossa ciência para o mundo. Já analisamos e vimos que sozinha nossa pesquisa tem baixo impacto, mas, em colaboração com outros países, o impacto aumenta muito. Isso também acontece quando a pesquisa é realizada em colaboração com empresas.”

Algumas propostas sugeridas para que o objetivo seja alcançado é a modernização da gestão de pesquisa nas universidades; a disponibilização de um financiamento contínuo, a longo prazo e não contingenciável, que não cause prejuízo aos programas já existentes; e o desenvolvimento de projetos com abrangência a todas as áreas do conhecimento, tendo como diretriz sempre o mérito. “Projetos de excelência internacionais são caros e desenvolvidos a longo prazo. Se conseguirmos recursos fora do orçamento público, será possível, além de prever a estes projetos uma verba não contingenciável, a reorganização do orçamento das agências para outros programas estratégicos no Brasil”, disse o presidente da CAPES, Abílio Baeta Neves.

CAPES/PrInt
Durante o encontro, também foi abordado o Programa CAPES/PrInt, lançado no dia 3 de novembro. O edital, com inscrições abertas até 18 de abril de 2018, disponibilizará R$ 300 milhões anuais para apoio a Projetos Institucionais de Internacionalização. Os projetos selecionados receberão recursos para missões de trabalho no exterior, bolsas no país e no exterior e outras ações de custeio devidamente aprovadas pela CAPES.

Também participaram do seminário o adido científico da Embaixada da Alemanha em Brasília, Thomas Schröder, e a diretora do escritório da DFG para a América Latina, Kathrin Winkler.

Leia mais sobre o assunto:
Programa disponibiliza R$ 300 milhões para projetos de internacionalização

Internacionalização do ensino superior precisa avançar, sugere estudo da CAPES

(Natália Morato - Brasília – CCS/CAPES)

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Programa de bolsas de doutorado no Brasil para candidatos estrangeiros divulga resultado preliminar

qui, 16/11/2017 - 16:10

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) divulga nesta quinta-feira, 16, o resultado preliminar do Edital nº 32/2017, que seleciona candidatos ao Programa Estudantes-Convênio de Pós-Graduação (PEC-PG). O programa apoia cidadãos de países em desenvolvimento para a realização de doutorado pleno em instituições de educação superior brasileiras, públicas ou privadas.

Os selecionados recebem bolsa de doutorado, passagem área de retorno à capital do país de origem ou de residência do estudante.

Confira a página do Programa PEC-PG.

(Natália Morato - Brasília - CCS/CAPES)

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Prêmio CAPES-Interfarma premia teses de doutorado na área de Saúde Humana

qui, 16/11/2017 - 14:20

Dois pesquisadores receberão o valor de R$ 31.045,24 em reconhecimento às teses elaboradas e inscritas no 4º Prêmio CAPES-Interfarma de Inovação e Pesquisa. Henrique Gama Ker e Juliana Carvalho Santos foram os autores premiados na edição de 2017, que analisou teses defendidas em 2016. O resultado foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 16 de novembro.

Além do valor mencionado, os autores receberão troféu e certificado, bolsa de até 12 meses para realização de estágio pós-doutoral em instituição nacional, além de passagem aérea e diária para comparecer à cerimônia de premiação, que acontecerá no dia 7 de dezembro, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília. Os orientadores, coorientadores e programas em que foram defendidas as teses também receberão certificados. Os orientadores receberão, ainda, prêmio de R$ 3 mil para participação em congresso nacional.

Duas outras autoras foram prestigiadas com menção honrosa: Lourena Emanuele Costa e Bianca Pfaffenseller.

CAPES-Interfarma
O prêmio, fruto de parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), é outorgado para as melhores teses de doutorado relacionadas à inovação e pesquisa na área de Saúde Humana ou Ética/Bioética no Brasil, nas áreas e subáreas de avaliação Medicina, Odontologia, Farmácia, Enfermagem, Biotecnologia ou de Ciências Biomédicas (que inclui Genética; Fisiologia, Bioquímica, Farmacologia; Imunologia, Microbiologia, Parasitologia e Biologia Celular).

Acesse aqui o resultado.

(Brasília - CCS/CAPES)

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A cidade de São Paulo será piloto do Programa de Residência Pedagógica

ter, 14/11/2017 - 22:07

O município de São Paulo será o primeiro do país a aderir ao Programa de Residência Pedagógica, que, criado pelo Ministério da Educação, faz parte da Política Nacional de Alfabetização. Durante o lançamento da iniciativa Construindo a educação integral para o século 21, na manhã desta terça-feira, 14, em São Paulo, o ministro da Educação, Mendonça Filho, enalteceu o pioneirismo de um município com as dimensões da capital paulista na implantação da residência pedagógica. “Essa inovação redesenhou e ofereceu ao Brasil uma visão ousada do ponto de vista da formação de professores”, declarou.

No evento, a Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de São Paulo e o Instituto Ayrton Senna também anunciaram a assinatura de um memorando de entendimentos com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) que visa formar futuros professores para o desenvolvimento das competências para o século 21, como colaboração, criatividade e resolução de problemas. Também estava presente o diretor de educação a distância da Coordenação de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Carlos Lenuzza.

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Sobre a residência pedagógica, o ministro ressaltou tratar-se de um sonho antigo na formação de professores, aos quais, além da base teórica, será proporcionada a prática, e lembrou que a experiência também vai melhorar o ensino nas salas de aula. “Para que a gente possa ter êxito, evidentemente, precisamos de instituições que têm tradição nessa formação”, avaliou. “É preciso estreitar o relacionamento com os grandes contratantes de profissionais ligados à educação e, ao mesmo tempo, de instituições que possam proporcionar ganhos efetivos na questão da prática da residência pedagógica”.

Para o prefeito de São Paulo, João Dória, a proposta da residência pedagógica será muito importante não só para o município, mas para todas as cidades brasileiras. “O que estamos lançando aqui hoje pode ser considerado um programa piloto para o todo o Brasil, porque funcionando bem, na maior cidade do país, na maior demanda de educação do país, certamente estaremos habilitados a implementar o programa em outros municípios brasileiros com segurança e com destreza”, afirmou Dória.

A secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro, segue a mesma linha de pensamento do prefeito de São Paulo: “Essa parceria entre o município, o Instituto Ayrton Senna, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e o MEC será o grande modelo que poderá, inclusive, ser replicado pelo país afora, em termos de parceria e de fortalecimento da colaboração, não só entre o governo, nos seus três níveis, mas também com a participação de universidades e organizações que atuam na área da educação”.

Já a presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, lembrou que o Brasil enfrenta problemas por ser muito teórico e pouco prático. “A residência pedagógica trará a prática para que o aluno aprenda e não fique apenas na teoria”, avaliou Viviane. “A ideia é fazer a primeira implementação aqui em São Paulo, dando exemplo para o país”.

Qualidade
Inédita, a Política Nacional de Formação de Professores foi lançada no mês passado pelo MEC e abrange desde a criação de uma base nacional docente até a ampliação da qualidade e do acesso à formação inicial e continuada de professores da educação básica. Só no Programa de Residência Pedagógica, que contará com investimentos de cerca de R$ 2 bilhões, o MEC vai ofertar 80 mil vagas a partir do próximo ano.

Segundo o ministro, o espírito da residência pedagógica é proporcionar esse ganho aos professores – o que vai produzir um diferencial considerável em termos de qualidade educacional dentro das redes municipais e estaduais de educação em todo o país. “Um bom professor precisa ter um bom conteúdo e um bom aprendizado dentro da sala de aula, mas ele precisa de uma boa prática, que se adquire dentro da sala de aula”, destacou Mendonça Filho.

A residência pedagógica faz parte da modernização do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e traz novidades, como a formação do estudante do curso de graduação, que terá estágio supervisionado, com ingresso a partir do terceiro ano da licenciatura, na escola de educação básica. O objetivo principal é a melhoria da qualidade da formação inicial e uma melhor avaliação dos futuros professores, que contarão com acompanhamento periódico. O programa tem como requisito a parceria com instituições formadoras e convênios com redes públicas de ensino. O edital será lançado no próximo ano e as instituições formadoras de professores deverão estabelecer convênios com as redes públicas de ensino.

Oportunidades
O memorando de entendimentos assinado entre a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e o Instituto Ayrton Senna tem como objetivo proporcionar aos professores ainda em formação inicial oportunidades de desenvolver novas competências profissionais e conhecer as ferramentas necessárias para a prática na sala de aula.

O projeto será oferecido a partir de 2018, em caráter piloto, e envolverá um curso de extensão com duração de 100 horas, na modalidade de educação a distância, para alunos do curso de licenciatura em pedagogia, ofertado pela Unesp, e de outras licenciaturas que também utilizam os polos da Universidade nos Centros Educacionais Unificados (UniCEU), sendo, portanto, extensivo a qualquer outra instituição de ensino e não limitante a alunos da Unesp. Hoje, os centros educacionais unificados têm cursos em parceria com 12 instituições públicas de ensino superior, e a Unesp, por meio de convênio com o Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB/CAPES), oferece um curso de licenciatura em pedagogia com aulas presenciais ministradas nos polos do UniCEU.

Com informações da Assessoria de Comunicação Social do MEC

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Diário 6 - Escalas

ter, 14/11/2017 - 13:19

O interessante de sempre ver as mesmas coisas todos os dias é que finalmente comecei a prestar atenção nos detalhes. Também minhas expectativas baixaram. Um evento excepcional torna-se algo como uma sobremesa diferente.

Cheguei no navio com a expectativa de ver baleias. Como eu percebi que dificilmente verei alguma, agora se o reflexo da luz na água é diferente eu já fico feliz. Um albatroz, então, faz meu dia. É mais ou menos assim que funcionam as escalas. Uma adaptação proporcional entre os tamanhos para que se adequem às nossas possibilidades de visualização e compreensão.

O tempo por aqui é contado na casa dos milhões. “Ah, isso foi só há 10 milhões de anos. Agorinha” “Puxa, não passamos de 60 milhões”. Mudanças no planeta, como a divisão dos continentes, pode ter começado a ocorrer há 200 milhões de anos atrás, mas uma animação consegue demonstrá-la em segundos.

O período geológico que interessa aos pesquisadores da Expedição 369 é o Cretáceo, que vai de 145 a 66 milhões de anos atrás. O Cretáceo foi a era dos Dinossauros, de muita vegetação e em que o planeta era quente e os continentes quase grudados. Foi na passagem entre o Cretáceo e o período seguinte, Paleogêneo, que houve a queda do asteróide que extinguiu grande parte da vida na Terra, e tudo isso encontra-se registrado nos sedimentos retirados do subsolo oceânico. Centenas de milhões de anos compactados em metros ou mesmo centímetros de compostos de argila, rochas, conchas e outras evidências que se mantiveram protegidas e intocadas no fundo do fundo do mar.

Mas as camadas geológicas nem sempre encontram-se organizadas umas sobre as outras como num bolo recheado. Muitas interferências ocorrem ao longo do tempo. Movimentos tectônicos, explosões de vulcões, mesmo a movimentação de pequenos animais pode abrir “rotas” preenchidas por materiais de outros tempos, e o trabalho que todos aqui realizam é identificar e analisar tudo para assim compreender quais foram os eventos ocorridos no período recuperado em forma dos testemunhos. Gráficos das variações magnéticas que são decodificadas em idades das rochas permitem aos cientistas visualizarem em uma folha de papel ou tela de computador intervalos de tempo extensos, e assim fazer comparações até finalmente chegarem à interpretações de causas e consequências de eventos naturais que podem ter se desdobrado por milhões de anos.

A divisão das camadas geológicas da Terra é chamada estratigrafia. Características físicas determinam os nomes e divisões dessas camadas, que representam fases relevantes pelas quais o planeta passou.

Para nós humanos, que não aguentamos esperar uma comida esquentar no microondas por 2 minutos, é impossível conceber a duração e o desenvolvimento de 4,5 bilhões de anos. Em 1977 o astrônomo Carl Sagan criou o calendário cósmico, reduzindo toda a história do universo a 1 ano do calendário ocidental. Com as conversões, os primeiros hominídeos surgiram somente às 14h24 do dia 31 de dezembro, e o período Cretáceo começou por volta do dia 25 de dezembro e foi até dia 30. Estes “5 dias” de acontecimentos deixaram marcas no planeta que nós humanos estamos causando em “ centésimos de segundos”, mas em centésimos de segundos reais poderemos ser reduzidos a somente alguns centímetros de cinzas nas camadas que continuamente se formam, por enquanto, sob nossos pés.

Acompanhe o diário de bordo da expedição.

Cristiane Delfina

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CAPES retoma pagamento de bolsas UAB na Universidade Federal de Santa Catarina

seg, 13/11/2017 - 19:21

Foi anunciada nesta segunda-feira, 13, a retomada do pagamento de bolsas do sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) para os professores, tutores e coordenadores da educação à distância da Universidade Federal de Santa Catarina. O diretor de Educação a Distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Carlos Lenuzza, explica que, a partir desta terça-feira, 14 de novembro, será reaberto o sistema on-line para que a universidade faça a inclusão dos bolsistas que têm direito ao recurso e as aulas sejam retomadas. A intenção da CAPES é a de que as duas parcelas suspensas estejam regularizadas até a próxima semana e o interesse dos alunos seja preservado.

Lenuzza ressalta que serão excluídas as bolsas nas quais foram detectadas irregularidades a partir de apuração realizada pela CAPES. O diretor esclarece, ainda, que as investigações de irregularidades não estão finalizadas. “Os processos continuam em andamento para que o dinheiro público seja aplicado corretamente. Neste momento, estamos apenas preservando o interesse dos alunos em retomar as aulas e dando continuidade a este importante projeto que é a UAB, que atualmente conta com mais de 190 mil alunos matriculados em cerca de 800 polos no país, sendo que 70% deles são em municípios com menos de 100 mil habitantes.”

UAB
Criada em 2005, a Universidade Aberta do Brasil (UAB) é uma rede formada por instituições públicas que oferece cursos de nível superior por meio de educação a distância. A prioridade da UAB é ofertar formação para pessoal atuante na educação básica – professores, gestores e colaboradores, mas existem ofertas de formação para o público em geral. O Sistema UAB é coordenado pela Diretoria de Educação a Distância (DED) da CAPES.

(Natália Morato - Brasília - CCS/CAPES)

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Programa disponibiliza R$ 300 milhões para projetos de internacionalização

sex, 10/11/2017 - 15:17

Nesta quinta-feira, 9, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) divulga o edital do programa CAPES/PrInt, que disponibilizará R$ 300 milhões anuais para apoio a Projetos Institucionais de Internacionalização. No total, serão selecionados até 40 projetos. As propostas devem ser apresentadas por instituições, que têm até o dia 18 de abril de 2018 para realizar as inscrições na página da CAPES. O Projeto Institucional de Internacionalização deverá ser preenchido no formulário eletrônico em inglês e em português e, a ele, deverão ser anexados os documentos exigidos no Edital.

Para participar da seleção, as instituições devem ter no mínimo quatro programas de pós-graduação recomendados pela CAPES nas duas últimas avaliações e, pelo menos, dois cursos de doutorado. Os projetos devem durar até 4 anos com início a partir de agosto de 2018.

Benefícios
Os projetos selecionados receberão recursos para missões de trabalho no exterior, bolsas no país e no exterior e outras ações de custeio devidamente aprovadas pela CAPES. O resultado final deverá ser publicado em julho de 2018.

CAPES/PrInt
Instituído pela portaria nº 220, de 3 de novembro de 2017, o Programa Institucional de Internacionalização de Instituições de Ensino Superior (IES) e de Institutos de Pesquisa do Brasil (CAPES/PrInt) tem como objetivo fomentar a construção, a implementação e a consolidação de planos estratégicos de internacionalização de instituições, estimular a formação de redes de pesquisas internacionais com foco no aprimoramento da qualidade da produção acadêmica vinculada à pós-graduação, ampliar as ações de apoio à internacionalização na pós-graduação, promover a mobilidade de docentes e de discentes, incentivar a transformação das instituições participantes em um ambiente internacional, além de integrar outras ações de fomento da CAPES ao esforço de internacionalização.

Para sua concepção, foram feitas pesquisas na Plataforma Sucupira e por meio de questionários encaminhados às IES e convocados renomados pesquisadores brasileiros, com inserção internacional, que compartilharam ideias com os principais atores da pós-graduação nacional para a elaboração de um programa que realmente atendesse à necessidade das IES e da pós-graduação brasileira. Segundo a diretora de Relações Internacionais da CAPES, Concepta Mcmanus, uma das principais conclusões tiradas nesta discussão foi a de que os principais atores da área de ciência, tecnologia, inovação e ensino superior no Brasil devem assumir o protagonismo no processo de internacionalização da pesquisa brasileira. Sendo assim, a ideia é estimular as instituições a definir sua própria estratégia de internacionalização nas áreas temáticas nas quais a instituição se destaca e é vocacionada para atuar.

“O programa combina um novo formato e mantém o antigo formato balcão. As instituições não contempladas com esse novo programa poderão recorrer ao formato balcão, que continuará a ofertar financiamento para as suas atividades de mobilidade e cooperação internacional. A CAPES pretende viabilizar, ainda, a atuação de consultores internacionais para as instituições não contempladas no programa CAPES/PrInt com objetivo de ajudar na formatação dos seus planos de internacionalização e serem mais competitivos em oportunidades futuras”, explica a diretora.

Veja aqui o Edital completo.

Internacionalização
A internacionalização das universidades brasileiras, norte deste programa, é um processo necessário para que se permita que a educação superior se torne responsiva aos desafios de uma sociedade globalizada. “Mas ela deve ser entendida como um meio e não como um fim em si mesmo. A internacionalização constitui-se na integração de uma dimensão internacional, intercultural ou global na finalidade, funções ou entrega de educação superior, com especial atenção à pós-graduação. Nesse contexto, CAPES-PrInt aporta contribuição fundamental para que o Brasil realize plenamente as suas potencialidades no que se refere qualidade das pesquisas realizadas em âmbito nacional e a interface entre produção científica e inovação tecnológica com inserção internacional”, finaliza Concepta.

(Brasília – CCS/CAPES)

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Seleção para expedição na costa da Antártida reabre inscrições até 15 de dezembro

sex, 10/11/2017 - 14:46

A Expedição IODP 382 – Iceberg Alley Paleoceanography & South Falkland Slope Drift, que vai percorrer um trecho entre as ilhas Malvinas (Falklands) e a Antártida de 20 de março a 20 de maio de 2019, reabriu inscrições para seleção de pesquisadores até 15 de dezembro. As candidaturas devem ser efetuadas na página da CAPES.

Os candidatos devem ser pesquisadores em nível de doutorado, pós-doutorado ou pesquisador pleno (mais de 8 anos de título de doutor), de diversas especialidades de Biologia e Geologia. O selecionado contará com auxílio deslocamento para aquisição das passagens internacionais e auxílio para aquisição de seguro saúde. Durante sua permanência no navio JOIDES Resolution, as despesas de acomodação e alimentação serão custeadas pelo International Ocean Discovery Program (IODP). As candidaturas serão avaliadas pelo Comitê Científico do Programa no Brasil e, posteriormente, homologadas pelo próprio IODP.

Sobre o IODP
O International Ocean Discovery Program (IODP) é um programa internacional de pesquisas marinhas que investiga a história e a estrutura da Terra a partir do registro em sedimentos e rochas do fundo do mar, além de monitorar ambientes de sub-superfície.

Parte significativa da comunidade científica atuante em ciências do mar de águas profundas de diversos países está envolvida no programa. Desde 2013, o Brasil, por meio de financiamento viabilizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), é membro do consórcio JOIDES Resolution e colabora com o IODP. Para executar as atividades previstas no Programa, a CAPES conta com o apoio de um Comitê Científico e um Comitê Executivo.

Expedições do IODP usam avançada tecnologia de perfuração oceânica, de modo a permitir disseminação de dados e amostras a partir de arquivos globais, particularmente para os países membros do programa.

O sistema de perfuração é apoiado por um parque analítico a bordo do Navio de Pesquisa JOIDES Resolution, composto por equipamentos de última geração voltados a pesquisa geofísica, geoquímica, microbiológica e paleoclimática. Além da infraestrutura a bordo, o IODP conta com apoio de numerosas instituições de pesquisa e formação de recursos humanos nos diferentes países que atualmente compõem o programa.

Conheça a página do Programa CAPES/IODP.

Visite a página de candidaturas e documentação necessária do programa.

(Brasília - CCS/CAPES)

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Expedição marítima encontra indícios de mudanças climáticas ancestrais

qua, 08/11/2017 - 20:30

No tempo dos dinossauros, o mar não estava para peixe. Uma amostra de solo submarino de 94 milhões de anos, encontrada na costa sudoeste da Austrália, indica que o Oceano Índico passou por momentos de total ausência de oxigênio. Anunciada nesta semana, a descoberta foi feita pela equipe de pesquisadores da Expedição 369 do Programa Internacional de Descoberta do Oceano (IODP, em inglês).

O achado avança o conhecimento sobre as condições climáticas da Terra no período Cretáceo – aquele que foi encerrado com a extinção dos dinossauros.

A equipe internacional de cientistas envolvida na descoberta trabalha a bordo do navio de perfuração JOIDES Resolution, em uma missão de dois meses que termina no fim de novembro. Três brasileiros integram a missão, formada por profissionais de 15 países.

Mar sem oxigênio?
A ausência de oxigênio no oceano, conhecida como evento anóxico, já foi comprovada em outros locais no mundo. Estes “eventos” são inclusive a origem do petróleo, quando a matéria orgânica depositada “encontra” as condições ideais para isso. As razões dessas ocorrências nunca foram totalmente compreendidas. Apenas se sabe que ocorreram muitas vezes durante o período Cretáceo (145 a 60 milhões de anos atrás), a era dos dinossauros, quando a Terra era quente, farta de vida e fértil.

Com a falta de oxigênio no mar, a matéria celular dos seres vivos foi preservada, e se formaram camadas ricas e muito escuras no subsolo marítimo. A presença de uma camada desse tipo em altas latitudes (no período Cretáceo, o local perfurado estava em outro ponto, a 60 graus sul) pode preencher uma lacuna importante na compreensão das causas de uma enorme mudança climática nos oceanos, ocorrida há quase cem milhões de anos.

Mudanças climáticas
O micropaleontólogo Brian Huber, um dos líderes da equipe, está entusiasmado com o achado e afirma que o estudo detalhado deste intervalo anóxico ajudará a resolver a controvérsia de mais de 40 anos sobre a causa dos eventos anóxicos em vários lugares do mundo.

 

“A teoria prevalecente sobre por que isso aconteceu é de que há 94 milhões de anos deve ter havido uma grande onda de atividades vulcânicas que emitiram na atmosfera vários elementos químicos como dióxido de carbono e outros contendo nutrientes para a produção de plânctons”, explica. “Com o combustível de nutrientes aumentando a produção de plânctons, o excesso de matéria orgânica dos plânctons depositou-se no solo oceânico, e assim o oxigênio próximo ao fundo esgotou-se devido ao processo de decaimento orgânico”.

O gás carbônico emitido pelos vulcões provavelmente causou um rápido aquecimento no planeta, mas isso nunca foi convincentemente comprovado, já que na maioria dos locais os sedimentos para estes estudos não são preservados o suficiente.

Quando em terra, Huber, juntamente com o geofísico Richard Hobbs, testarão essa ideia com as amostras recuperadas nas perfurações. Eles vão analisar os isótopos de oxigênio das foraminíferas, criaturas marinhas unicelulares cobertas por conchas cujas diferentes espécies viveram (e ainda vivem) em diferentes ambientes e períodos do planeta.

“Uma redução de 180/160 dos índices nas conchas indo da mais antiga para a mais jovem indicará o aquecimento crescente do oceano”, esclarece Huber. “Estes dados são importantes porque este aquecimento evidenciado somado a evidências do vulcanismo na mesma época permitirão aos cientistas confirmarem a causa do aquecimento”.

Próximos passos
Huber informa que a missão ainda precisa atingir algumas metas. “Se conseguirmos recuperar uma amostra de uma rocha vulcânica basáltica a 220 metros abaixo de onde estamos perfurando agora, alcançaremos o segundo maior objetivo dessa expedição. Nada mal, considerando que estamos na metade. Ainda temos mais 3 locais para perfurar após este. Tudo o que conseguirmos será só a cobertura do bolo”, completa.

Sobre o IODP
Formado por 23 países, o IODP é um programa internacional de pesquisas marinhas. A bordo do navio JOIDES Resolution, os cientistas do IODP realizam expedições de perfuração do subsolo marítimo para a retirada de amostras de sedimentos profundos. Com os materiais, realizam estudos que permitem a compreensão das principais ocorrências naturais no passado do planeta.

Desde 2013, o Brasil é membro do consórcio JOIDES Resolution e colabora com o IODP. A iniciativa brasileira é financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

As expedições do IODP seguem um plano científico de 10 anos, chamado “Iluminando o Passado, Presente e Futuro da Terra”.

Acompanhe o Diário de Bordo da Expedição IODP 369.

Leia também:
Diário 5 - Comunicação
Diário 4 - Rotina

Com informações de Cristiane Delfina, do IODP.

(Brasília – CCS/CAPES)

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Sai resultado de propostas de cursos novos de pós-graduação

ter, 07/11/2017 - 13:00

Brasília (07/11/2017) – A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) divulga nesta data os resultados da apreciação de propostas de cursos novos (APCN) acadêmicos e profissionais.

As propostas de APCN, após avaliação pelas respectivas áreas, foram analisadas durante a 174ª Reunião do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES), realizada no período de 24 a 26 de outubro de 2017, em Brasília.

As fichas com os pareceres encontram-se, neste momento, disponíveis apenas às instituições proponentes na Plataforma Sucupira (acesso mediante senha).

Acesse os resultados de APCNs.

Atenção para o roteiro de acesso na Plataforma Sucupira.

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Seminário discute divulgação da produção científica e acadêmica

seg, 06/11/2017 - 19:48

Nessa segunda-feira, 6, representantes de editoras e membros da comunidade acadêmico-científica brasileira e internacional se reuniram na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em Brasília, para a edição 2017 do Seminário do Portal de Periódicos. O encontro, que segue até amanhã, 7, tem o objetivo de promover discussão sobre temas referentes ao acesso a conteúdo científico entre os parceiros e o público que utiliza a biblioteca virtual da CAPES.

A programação do evento contempla quatro grandes temas: avaliação da produção científica, acesso aberto, modelos de assinatura de conteúdo e políticas públicas de acesso à informação na América Latina. Os assuntos serão apresentados por editores internacionais e especialistas de instituições de países como Estados Unidos, Colômbia, Chile, Portugal e Suíça.

Os temas do seminário fazem parte do trabalho cotidiano das equipes de especialistas que atuam em prol do Portal de Periódicos, como o Conselho do Programa de Apoio à Aquisição de Periódicos e o Grupo de Trabalho. Com o seminário, a discussão é ampliada para representantes da comunidade nacional e internacional, trazendo ideias que poderão ser adaptadas e aplicada à realidade do Brasil.

Diretor de Programas e Bolsas no País, Geraldo Nunes destacou a importância do portal no contexto acadêmico e científico do país. “O Portal de Periódicos quebrou um paradigma, ao expandir o mesmo padrão de acesso a todas as instituições participantes, em todas as regiões do país”, destacou. Atualmente, o portal permite acesso ao texto integral de mais de 40 mil periódicos. O diretor também anunciou um novo edital de apoio à publicação de revistas de alto grau de especialização, a ser lançado ainda em 2017.

 

 

Para o diretor da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Nelson Simões, o órgão deve seguir expandindo o número de recursos à disposição dos pesquisadores. “Estamos há 25 anos atuando com redes, desde que a internet chegou ao Brasil. Nosso desafio atual é potencializar a cooperação entre grupos de produção de conhecimento por meio de novas ferramentas colaborativas”. A RNP é parceira da CAPES na manutenção do Portal de Periódicos.

Leia também:
Seminário internacional aborda desafios da produção científica

(Brasília – CCS/CAPES)

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Diário 5 - Comunicação

seg, 06/11/2017 - 17:56

Chegamos à metade da expedição.

As coisas por aqui entraram em uma rotina produtiva e já com bons resultados, pois um dos maiores objetivos da expedição, recuperar amostras de eventos oceânicos anóxicos (sem oxigênio) ocorridos há aproximadamente cem milhões de anos, foi alcançado. Isso permitirá estudos mais aprofundados sobre as causas do aquecimento global no período Cretáceo (145 até 60 milhões de anos atrás), uma vez que o esgotamento de oxigênio nos oceanos está diretamente relacionado à alta emissão de gás carbônico e o consequente aquecimento do ambiente.

Até o momento não existiam muitas evidências em boa quantidade e estado que permitissem uma análise mais detalhada das condições em que os eventos anóxicos ocorreram. As amostras recuperadas por aqui trazem ótimos registros, e os cientistas estão entusiasmados para estudá-las. Estamos já em um novo site de perfurações, agora em busca de rochas basálticas (provenientes de vulcões).

Quanto à vida a bordo, todos já se conhecem melhor e estão mais acostumados ao mar como quintal. Existem rumores de que baleias foram avistadas por alguns, mas as ondas se formam continuamente, em diferentes direções, gerando as espumas brancas que nos hipnotizam e iludem nossas vistas. A toda hora vemos volumes se erguendo, paramos, começamos a abrir a boca em preparação para chamar os outros para ver, apertamos os olhos para confirmar, e não... foi só mais uma onda. O pior é a sensação de que estamos sempre olhando para o lado oposto ao que as baleias estão passando.

Conviver e trabalhar entre tantas culturas diferentes traz muitos aprendizados e desafios. Eu diria que o maior desafio está na comunicação. Todos aqui falam e compreendem bem inglês, mas a comunicação não acontece apenas por meio do uso de uma só língua, ela acontece também com a forma como as palavras são ditas e escolhidas, com as expressões e silêncios, e com o que cada indivíduo traz de seus valores culturais, políticos e pessoais. A comunicação se dá por todo um sistema de linguagem. Este navio é um prato cheio não só para a realização de pesquisas em geologia, paleontologia e geoquímica. Pode ser também um intenso trabalho de análise de discursos. Essa necessidade de ser compreendido e se fazer compreender também é imprescindível na interação entre os times de áreas diferentes, que fazem suas leituras e traduções das diversas propriedades das amostras e precisam fazer com que esses dados se complementem em busca de respostas coerentes e unificadas para as questões propostas pela expedição.

É bonito ver o esforço que as pessoas fazem para compreender e serem compreendidas, com esse espaço limitado. Demanda sensibilidade e respeito que temos que encontrar enquanto humanos, adaptando nossos papéis sociais e políticos a este microcosmo no meio do oceano Índico. Não usamos dinheiro, não temos animais de estimação. Tudo é compartilhado. Nossos corpos buscam equilíbrio o tempo todo e as percepções mudam. Isso só pra exemplificar algumas peculiaridades de vivermos dois meses embarcados.

Pergunto-me como este ambiente interfere sobre nossas ações e comportamentos e o quanto o que somos e como vivemos afetam nossa produção científica. Filósofos da Ciência como Bruno Latour e Isabelle Stengers discutem isso, e sinto-me imersa 24 horas nessa epistemologia.

Acompanhe o diário de bordo da expedição.

Cristiane Delfina

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