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Atualizado: 7 horas 1 minuto atrás

Diretora da CAPES esclarece dúvidas sobre o Qualis em artigo

ter, 28/03/2017 - 13:48

A edição de nº 30 da Revista Brasileira de Pós-Graduação (RBPG), traz como destaque o artigo “Dez coisas que você deveria saber sobre o Qualis”, assinado pela diretora de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Rita de Cássia Barradas Barata. O texto trata de dez pontos essenciais para se compreender o Qualis Periódicos e, assim, dirimir as dúvidas frequentemente apresentadas aos coordenadores de área por editores científicos, docentes e alunos de programas de pós-graduação.

O Qualis Periódicos é uma das ferramentas utilizadas para a avaliação dos programas de pós-graduação no Brasil. Tem como função auxiliar os comitês de avaliação no processo de análise e de qualificação da produção bibliográfica dos docentes e discentes dos programas de pós-graduação credenciados pela CAPES. Ao lado do sistema de classificação de capítulos e livros, o Qualis Periódicos é um dos instrumentos fundamentais para a avaliação do quesito produção intelectual, agregando o aspecto quantitativo ao qualitativo.

As questões são apresentadas de modo a esclarecer aspectos aplicáveis a todas as áreas de avaliação sempre que possível. Segundo Rita, o Qualis surge da necessidade de qualificar a produção dos programas e não mais apenas contabilizar o número de artigos publicados. “O número de artigos publicados nos programas, em cada triênio de avaliação, era bastante expressivo, tornando impraticável qualquer tentativa de avaliar a qualidade de cada um desses produtos do trabalho científico. Diante dessa impossibilidade, a opção adotada foi a classificação dos veículos de divulgação da produção científica, pressupondo-se que a aceitação de um artigo por periódico indexado e com sistema de peer review garantia, de certo modo, a sua qualidade”, explica. Considerou-se que periódicos com circulação internacional e maior impacto na comunidade acadêmica teriam processos de seleção mais competitivos e, portanto, os artigos por eles selecionados teriam qualidade e relevância.

O que não é o Qualis
Para a diretora de Avaliação, tão importante quanto saber o que é o Qualis é saber o que ele não é. “Muitos dos usos inadequados e das incompreensões em torno dessa ferramenta resultam justamente da pouca compreensão sobre esse ponto. O Qualis não é uma base de indexação de periódicos – este é o ponto que provavelmente gera maior confusão entre os editores científicos e é fonte de inúmeras consultas aos coordenadores de área”, afirma no artigo.

O Qualis só existe como ferramenta para a avaliação de programas. “Estar ou não na lista do Qualis significa tão somente que algum dos alunos ou professores dos programas credenciados publicaram artigos naqueles periódicos. Do mesmo modo, o Qualis Periódicos não é uma base bibliométrica e não permite o cálculo de nenhuma medida de impacto dos periódicos nele incluídos. Sendo assim, o Qualis Periódicos não deve ser considerado como uma fonte adequada de classificação da qualidade dos periódicos científicos para outros fins que não a avaliação dos programas de pós-graduação”, enfatiza o texto. Por uma série de características que são destacadas no artigo, a classificação de uma revista no Qualis não pode ser usada fora de seu contexto, sob pena de produzir mais problemas do que soluções.

O Qualis Periódicos também não é uma classificação absoluta, estando sujeita a revisão permanente. Tendo em vista que a classificação é sempre feita a posteriori, não é aconselhável que a lista sirva de referência para ações futuras, tais como a escolha de periódicos para submissão de artigos. “A escolha de um periódico para a submissão deveria levar em conta, entre outros aspectos, o público-alvo do próprio artigo, o escopo dos diversos periódicos em um mesmo campo científico, a credibilidade, a rapidez no processo de julgamento e de publicação, a competitividade expressa pela taxa de rejeição, a circulação que os periódicos têm na comunidade de interesse e seu prestígio, o que pode ser indiretamente avaliado por diferentes medidas de impacto”, explica Rita no artigo.

Por fim, a diretora esclarece que o Qualis Periódicos não é uma ferramenta que possa ser utilizada em avaliações do desempenho científico individual de pesquisadores, visto que não foi desenvolvido com essa finalidade. “A aplicação do Qualis faz sentido para a análise coletiva da produção de um programa, cumprindo requisitos específicos do processo de avaliação comparativo estabelecido pela CAPES. Em avaliações orientadas por princípios essencialistas, os instrumentos usados para comparações relativas nem sempre se mostrarão adequados”, conclui.

Acesse o artigo.

Ainda na edição nº 30 da RBPG, outros dois artigos abordam o Qualis. São eles: “O Qualis Periódicos e sua utilização nas avaliações”, de autoria de Nei Yoshihiro Soma, Alexandre Donizeti Alves e Horacio Hideki Yanasse; e “Qualis: implicações para a avaliação de programas de pós-graduação das diferentes áreas do conhecimento” – uma análise preliminar, de André Luiz Felix Rodacki. Acesse a edição completa.

RBPG
Lançada em agosto de 2004, a RBPG é voltada à divulgação de estudos, experiências e debates sobre a pós-graduação, sua situação, desafios, políticas e programas. De periodicidade quadrimestral, está estruturada em quatro seções: Estudos, Experiências, Debates e Documentos. O envio de artigos pode ser feito durante todo o ano.

Com uma média de 15 mil acessos por trimestre, a revista firmou-se como um importante veículo para a disseminação de estudos e debates sobre a pós-graduação. A cada número, são tratados temas variados como características da formação pós-graduada em várias modalidades, política da pós-graduação, demandas da comunidade científica e ações das agências de fomento. A RBPG desempenha ainda o papel de instrumento privilegiado para o estudo de temas referentes à colaboração científica internacional.

A publicação é disponibilizada para todas as bibliotecas e vários centros de informação do país e do exterior, além de se encontrar disponível no portal da Capes.

(Pedro Arcanjo)

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EAE traz professor da Universidade de Wisconsin para debater legado de Paulo Freire

ter, 28/03/2017 - 12:59

A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade do Estado do Pará (Uepa), promove a Escola de Altos Estudos “Teoria educacional crítica e legado freireano: contribuições para a transformação da escola e da sociedade”, com a presença do professor Michael Apple, da Universidade de Wisconsin (EUA).

O Programa de Pós-Graduação Educação: Currículo da PUC-SP receberá o pesquisador no período de 3 a 7 de abril de 2017. As atividades na UFPA e UEPA acontecem de 27 a 31 de março. O programa da Escola de Altos Estudos será desenvolvido por meio de seminários temáticos, monográficos e dialógicos, com a participação do professor Apple e pesquisadores nacionais convidados.

O evento na PUC-SP contará com tradução português/inglês e inglês/português, além de transmissão ao vivo neste endereço.

EAE
A Escola de Altos Estudos consiste em atividade de cooperação acadêmico-internacional na forma de cursos de curta duração. Trata-se de uma iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para fomentar a cooperação acadêmica e o intercâmbio internacional em cursos e programas de pós-graduação stricto sensu. O objetivo é trazer professores e pesquisadores estrangeiros de elevado conceito internacional para a realização de cursos monográficos e, assim, fortalecer, ampliar e qualificar os programas de pós-graduação de instituições brasileiras.

(Com informações da PUC/SP)

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CAPES divulga Regulamento da Avaliação Quadrienal 2017

seg, 27/03/2017 - 17:53

Foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 27 de março, a Portaria nº 59, que dispõe sobre o Regulamento da Avaliação Quadrienal 2017, que compreende os anos de 2013 a 2016, para programas acadêmicos e profissionais. No documento, constam os objetivos e parâmetros da Avaliação Quadrienal 2017, as normas para a avaliação dos programas de pós-graduação, informações sobre o processo, calendário, resultados e pedidos de reconsideração, além das fichas de avaliação de programas acadêmicos, profissionais e em rede.

Confira as datas em que acontecerá cada fase da Avaliação Quadrienal:

  Cronograma FaseDescriçãoDetalhamentoData 1

Avaliação dos programas pelas comissões de área

O resultado é expresso no parecer apresentado na ficha de avaliação e na sugestão de uma nota para cada programa. Essa avaliação fundamenta-se nas informações fornecidas anualmente pelos próprios programas. 3 de julho a 4 de agosto de 2017 2 Divulgação dos resultados da Avaliação Quadrienal Os resultados serão divulgados na página da CAPES. Será publicada uma lista com os programas avaliados com as respectivas notas. 15 de setembro de 2017 3 Pedido de reconsideração do resultado Se julgar pertinente, a IES poderá encaminhar pedidos de reconsideração da avaliação de seus programas. 16 de setembro a 16 de outubro de 2017 4 Publicação dos resultados finais Os resultados finais da Avaliação Quadrienal serão enviados ao CNE/MEC e amplamente disponibilizados na página da CAPES. 20 de dezembro de 2017

 

Avaliação

A Avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação, na forma como foi estabelecida a partir de 1998, é orientada pela Diretoria de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e realizada com a participação da comunidade acadêmico-científica por meio de consultores ad hoc.

Os resultados deste processo tem como objetivo contribuir para a garantia da qualidade da pós-graduação brasileira, que se efetiva na identificação dos programas que atendam ao padrão mínimo de qualidade exigido para cada nível de curso e que, em decorrência, terão a renovação de seu reconhecimento recomendada pela CAPES ao Conselho Nacional de Educação (CNE/MEC); retratar a situação da pós-graduação brasileira no quadriênio de forma clara e efetiva; contribuir para o desenvolvimento de cada programa e área em particular e da pós-graduação brasileira em geral ao fornecer, a cada programa avaliado, as apreciações criteriosas sobre os pontos fortes e os pontos fracos de seu desempenho no contexto do conjunto dos programas da área e antepor-lhes desafios e metas para o futuro; além de fornecer subsídios para a definição de planos e programas de desenvolvimento e a realização de investimentos no Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG).

Acesse aqui a Portaria completa.

(CCS/CAPES)

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MEC institui modalidade de doutorado profissional

sex, 24/03/2017 - 15:35

Foi divulgada nesta sexta-feira, 24, no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria n° 389, de 23 de março de 2017, do Ministério da Educação, que institui, no âmbito da pós-graduação stricto sensu, as modalidades de mestrado e doutorado profissional. A novidade é para a modalidade de doutorado, até então não existente no Sistema Nacional de Pós-Graduação. A modalidade de mestrado profissional teve início na década de 90 e atualmente conta com 718 cursos em funcionamento.

De acordo com a portaria, as modalidades têm o objetivo de capacitar profissionais qualificados para o exercício da prática profissional avançada e transformadora de procedimentos, visando atender demandas sociais, organizacionais ou profissionais e do mercado de trabalho; de transferir conhecimento para a sociedade, atendendo demandas específicas e de arranjos produtivos com vistas ao desenvolvimento nacional, regional ou local; de promover a articulação integrada da formação profissional com entidades demandantes de naturezas diversas, visando melhorar a eficácia e a eficiência das organizações públicas e privadas por meio da solução de problemas e geração e aplicação de processos de inovação apropriados; além de contribuir para agregar competitividade e aumentar a produtividade em empresas, organizações públicas e privadas.

Títulação
Os títulos de mestres e doutores obtidos nos cursos profissionais avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), reconhecidos pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologados pelo Ministro de Estado da Educação, terão validade nacional.

A CAPES terá o prazo de 180 dias para regulamentar e disciplinar, por meio de portaria, a oferta, a avaliação e o acompanhamento dos programas de mestrado e doutorado profissional.

Histórico
Em artigo publicado na Revista Brasileira de Pós-Graduação (RBPG) nº 4, de julho de 2005, está o relato da constituição, no ano de 1995, de uma Comissão que elaborou documento dando origem a uma proposta da Diretoria Colegiada ao Conselho Superior da CAPES, que recebeu o título de “Programa de Flexibilização do Modelo de Pós-Graduação Senso Estrito em Nível de Mestrado” e resultou na Portaria nº 47/95.

Os referidos documentos enfatizavam a importância de implementar programas dirigidos à formação profissional, propondo a implantação, pela CAPES, de procedimentos adequados à avaliação e ao acompanhamento dessa nova modalidade de mestrados no contexto da pós-graduação, preservando os níveis de qualidade alcançados pelo sistema.

Três anos depois, a Portaria nº 80/98 reorganizou e trouxe orientações mais detalhadas quanto aos requisitos e condições de enquadramento das propostas de mestrado profissional, incluindo avanços no entendimento em relação à legislação precedente. As regulamentações foram aperfeiçoadas e novas normas sobre o mestrado profissional foram publicadas. A Portaria nº 389, publicada desta sexta-feira, 24, revoga a de nº 17/2009, que regulamentava os mestrados profissionais até então.

(CCS/Capes)

Categorias: Pesquisa

Definidos critérios para concessão de bolsas a docentes matriculados em mestrados profissionais em rede

sex, 24/03/2017 - 14:06

A Portaria nº 61 publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 24, define critérios de concessão de bolsas e pagamento de custeio a docentes regularmente matriculados e em efetiva regência nas redes públicas de ensino nacionais vinculados aos Programas de Mestrado Profissional em Rede (Proeb) custeados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

As instituições de ensino superior (IES) participantes dos Proebs farão jus às cotas definidas anualmente pela CAPES, considerando sua disponibilidade orçamentária e autorizadas expressamente pela agência.

Bolsas
As bolsas poderão ser concedidas aos candidatos que comprovarem efetiva docência na rede pública de ensino básico, aprovação em estágio probatório e que firmarem termo de compromisso colocando-se sob disponibilidade para integrar banco de currículos com a finalidade de atuação na função de tutor no âmbito do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), após o término de seu curso, por igual período ao de vigência de sua bolsa.

Para a seleção, as IES participantes deverão considerar, prioritariamente, critérios de caráter socioeconômico, bem como eventuais situações de vulnerabilidade social dos candidatos na seleção e classificação para concessão de bolsas. Os critérios estabelecidos pelas IES deverão ser publicizados e considerados em todos os seus editais e processos seletivos e classificatórios. A portaria prevê ainda que os editais destinados ao processo seletivo, bem como à expansão das unidades acadêmicas, deverão ser submetidos à CAPES para aprovação.

Custeio
O pagamento de custeio terá como referência o custo/aluno do Sistema UAB para cada discente regularmente matriculado e será repassado à IES com vistas a subsidiar as despesas para manutenção dos cursos.

Acesse a Portaria nº 61, de 22 de março de 2017.

(CCS/CAPES)

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Pesquisa com apoio da CAPES descobre maior bioma marinho do Brasil

qua, 22/03/2017 - 12:56

A equipe de pesquisadores do projeto International Ocean Discovery Program (IODP)/ Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), descobriu que o novo bioma recifal marinho amazônico tem área de pelo menos 50 mil Km2, o que o torna o maior sistema recifal do Brasil. O primeiro estudo sobre o novo bioma, publicado em abril de 2016, estimava a área em aproximadamente 9500 Km2, ou seja, pelo menos cinco vezes menor.

“Inicialmente havíamos estimado a área deste novo bioma em aproximadamente 9000 Km2. Em janeiro e fevereiro de 2017, observamos novas estruturas recifais pela primeira vez por meio de mergulhos com submarino a profundidades de até 200 m. Com isto, verificamos que o novo bioma se estende para muito além dos 9000 Km2, provavelmente 35 mil Km2, podendo chegar a 100 mil Km2 “, explica Fabiano Thompson, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Thompson compõe a equipe de pesquisadores juntamente com os professores Eduardo Siegle, da Universidade de São Paulo (USP); Ronaldo Francini, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Nils Asp, da Universidade Federal do Pará (UFPA). Também contribuíram para o projeto os professores Carlos Rezende, da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) e Alberto Figueiredo, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Novo Bioma
Outra novidade é a própria arquitetura do bioma. O uso inédito de submarinos na região da margem equatorial na foz do Amazonas permitiu determinar a estrutura deste novo bioma em outra escala. “A visualização dos recifes por meio de mergulhos com submarino permitiu determinar em uma escala espacial muito mais refinada que em estudos anteriores (envolvendo geofísica, e sedimentologia), pois foi possível visualizar estruturas físicas (de centímetros a metros) que parecem desempenhar papel fundamental para a manutenção e desenvolvimento da biodiversidade neste imenso novo bioma. Vastas áreas consideradas outrora homogêneas por análises de sísmica e de sedimentologia são muito mais ricas em estruturas tridimensionais e biodiversidade do que se imaginava. Demonstrando, portanto, a relevância deste tipo de imageamento e análise in situ do fundo marinho”, ressalta o pesquisador.

A expedição deste ano foi realizada em parceria com a Organização não Governamental (ONG) ambiental internacional Greenpeace. “A parceria com o Greenpeace foi fundamental para as descobertas científicas e para o desenvolvimento do conhecimento na região. Além de possuir meios flutuantes e equipe de bordo altamente competente, o Greenpeace traz a tona a problemática da produção de energia limpa/renovável no contexto global”, acrescenta Thompson.

 

O professor da UFRJ destaca a importância desse projeto de cooperação que envolve laboratórios de diferentes instituições. “Estamos unindo forças de laboratórios de diferentes regiões geográficas da nossa nação, visando a ampliação do conhecimento da região menos conhecida do nosso país, da margem equatorial. Os laboratórios têm se qualificado para o desenvolvimento de pesquisas e a formação de recursos humanos de forma multidisciplinar e integrada”, enfatiza.

Para Thompson, o estudo tem relevância para a realidade brasileira, ao mesmo tempo que nos coloca frente a um paradoxo. “A margem equatorial brasileira (e da Amazônia) é a região mais cobiçada por grandes nações desenvolvidas e, ao mesmo tempo, a região menos conhecida da nossa nação. Nosso entendimento das riquezas e potenciais da margem equatorial é muito reduzido, nos colocando em uma posição desfavorável frente aos desafios globais”.

Desafios, que de acordo com o professor da UFRJ, são compatíveis com as dimensões dos biomas estudados. “Se considerarmos que na realidade, estamos em frente ao maior mega-bioma do planeta, estamos falando da maior floresta do mundo (Amazônia), do maior complexo de mangues do mundo (nas costas do Pará e Amapá) e o maior sistema recifal do Brasil, não há dúvidas que este estudo alerta para o tamanho do desafio. Conhecemos menos de 1% da margem equatorial brasileira. Pretendemos continuar as pesquisas científicas com o apoio da CAPES”, conclui.

IODP
O International Ocean Discovery Program (IODP) é um programa internacional de pesquisas marinhas, que visa investigar a história e a estrutura da Terra, a partir do registro em sedimentos e rochas do fundo do mar, e monitorar ambientes de sub-superfície. O programa reúne parte significativa da comunidade científica atuante nas ciências do mar em águas profundas de diversos países.
Para alcançar seus objetivos, usa avançada tecnologia em perfuração oceânica como instrumento essencial para novas descobertas, permitindo a disseminação de dados e amostras a partir de arquivos globais, particularmente para os países membros do programa.

O sistema de perfuração é apoiado por um parque analítico a bordo do Navio de Pesquisa JOIDES Resolution, composto por equipamentos de última geração voltados a pesquisa geofísica, geoquímica, microbiológica e paleoclimática. Além da infraestrutura a bordo, o IODP conta com apoio de numerosas instituições de pesquisa e formação de recursos humanos nos diferentes países que atualmente compõem o Programa.

Desde 2013, o Brasil, por meio de financiamento viabilizado pela Capes, é membro do consórcio JOIDES Resolution e colabora com o Programa IODP.
Atualmente, a participação do Brasil prevê uma vaga em cada expedição no Navio de Pesquisa do JOIDES Resolution (até 2 vagas podem ser disponibilizadas dependendo da demanda); utilização por parte de brasileiros de amostras previamente coletadas de programas anteriores como o Deep Sea Drilling Project (DSDP) e do Ocean Drilling Program (ODP) e atualmente coletadas pelo Programa IODP, por meio da preparação da “Sample Request” com suporte do Comitê Cientifico do Programa no Brasil; um membro no “Facility Board” do Navio de Pesquisa JOIDES Resolution; um representante brasileiro no “Scientific Evaluation Panel” (SEP) do IODP; e um representante brasileiro no Subgrupo “Site Survey” do SEP/IODP.

(Pedro Arcanjo)

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Edição temática da Revista Brasileira de Pós-graduação está disponível para consulta

ter, 21/03/2017 - 19:09

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) informa que a 32ª edição da Revista Brasileira de Pós-Graduação (RBPG) está disponível para consulta no site da revista.

Com uma edição especial intitulada “Ecossistemas brasileiros: potenciais de desenvolvimento”, esta edição da revista dedica-se à reflexão sobre as potencialidades dos ecossistemas existentes no Brasil para o desenvolvimento nacional, com o intuito de proporcionar ao leitor uma amostra da variedade de enfoques e pontos de vista que o tema vem merecendo na atualidade, devido a sua fundamental importância.

Os 12 artigos integrantes da edição congregam diálogos sobre teorias, conceitos e práticas relacionados tanto a biodiversidade como a sociodiversidade, nas seguintes linhas temáticas:

• Desenvolvimento econômico e ecossistemas brasileiros;
• Coexistência de ambientes naturais e ambientes agrícolas nos ecossistemas brasileiros;
• Ecossistemas e a recuperação dos recursos hídricos;
• Ecossistemas brasileiros e materiais não convencionais para a construção civil;
• Segurança hídrica e sustentabilidade em regiões semiáridas;
• Urbanização, dinâmica demográfica e desenvolvimento regional nos ecossistemas brasileiros;
• Qualidade de vida e ambiental nas cidades;
• Produção de conhecimento sobre o uso sustentável dos ecossistemas brasileiros: aplicações e políticas públicas;
• Formação de recursos humanos e uso sustentável da biodiversidade nos ecossistemas brasileiros;
• Papel das ciências ambientais para proteção e uso sustentável dos ecossistemas brasileiros;
• Papel da pós-graduação na conciliação entre desenvolvimento econômico e conservação da biodiversidade.

A edição nº 32 também chama atenção pelo caráter multi e interdisciplinar dos trabalhos publicados, realçando a importância da aproximação de diferentes campos do saber para a produção de conhecimentos sobre as relações entre o homem e o meio ambiente.

Acesse aqui a revista.

RBPG
Lançada em agosto de 2004, a RBPG é voltada à divulgação de estudos, experiências e debates sobre a pós-graduação, sua situação, desafios, políticas e programas. De periodicidade quadrimestral, está estruturada em quatro seções: Estudos, Experiências, Debates e Documentos. O envio de artigos pode ser feito durante todo o ano.

Com uma média de 15 mil acessos por trimestre, a revista firmou-se como um importante veículo para a disseminação de estudos e debates sobre a pós-graduação. A cada número, são tratados temas variados como características da formação pós-graduada em várias modalidades, política da pós-graduação, demandas da comunidade científica e ações das agências de fomento. A RBPG desempenha ainda o papel de instrumento privilegiado para o estudo de temas referentes à colaboração científica internacional.

A publicação é disponibilizada para todas as bibliotecas e vários centros de informação do país e do exterior, além de se encontrar disponível no portal da Capes.

(CCS/CAPES)

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Aberta consulta pública para identificar melhorias no portal da CAPES

ter, 21/03/2017 - 13:13

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) abre nesta terça-feira, 21, consulta pública, por meio de formulário eletrônico, para identificar melhorias no portal www.capes.gov.br, a principal fonte de informações da agência. Essa medida tem como objetivo facilitar a navegação dos usuários. Com a ampliação das ações da instituição desde o Decreto nº 6.316/2007, que instituiu a “Nova CAPES”, a instituição passou a executar um número maior de programas e a disposição das informações na página foram sendo incluídas conforme entendimento das áreas técnicas. Em 2017, em conformidade com as políticas de transparência pública e orientada pela Lei de Acesso à Informação, a CAPES quer saber dos usuários como melhorar a divulgação das informações.

A consulta ficará disponível até o dia 31 de março.

Acesse o formulário e participe!

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CAPES disponibiliza aplicativo com dados de programas de pós-graduação

seg, 20/03/2017 - 14:03

Está disponível para download de forma gratuita na Apple Store (IOS) e Google Play (Android) o aplicativo Sucupira – Pró Reitor, voltado para atender os pró-reitores das instituições de ensino superior (IES) do Brasil, permitindo que tenham acesso a dados institucionais preenchidos pelos coordenadores de programas da pós-graduação (PPGs) de suas IES. É uma aplicação de acompanhamento do preenchimento das informações do Sistema Nacional de Pós-graduação (SNPG), que permite acesso a dados de discentes, docentes, produções intelectuais, entre outras informações utilizadas na avaliação dos cursos de pós-graduação das IES as quais os pró-reitores são responsáveis.

Pelo aplicativo, também podem ser realizadas buscas rápidas por PPGs, obtidas informações estatísticas, verificadas pendências de desativação de curso ou programa, mudança de área básica ou de nome de curso, propostas de cursos novos, início de funcionamento de cursos ou mudança da data de início de cursos.

Mais APPs
Também disponível para download, o aplicativo .periodicos. permite que o usuário tenha acesso ao acervo do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Pelo aplicativo é possível realizar buscar rápidas por assunto, periódico, base e livro; acessar remotamente via Comunidade Acadêmica Federada (café); navegar em websites referenciados pelos resultados de busca; ler os artigos, salvar os artigos em formato PDF em sua biblioteca; buscar e adicionar como favoritos os artigos salvos na biblioteca; criar notas e etiquetas para os artigos; editar notas e etiquetas; compartilhar notas; armazenar notas no Evernote; visualizar os destaques do Portal de Periódicos da CAPES.

Outros aplicativos destinados a bolsistas e à comunidade em geral estão em fase de desenvolvimento.

(CCS/CAPES)

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Fórum de coordenadores UAB promove palestra sobre direitos autorais

qui, 16/03/2017 - 17:11

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e o Fórum Nacional do Sistema da Universidade Aberta do Brasil (ForUAB) promoveram na tarde desta quarta-feira, 15, uma palestra sobre direitos autorais e Recursos Educacionais Abertos (REA). O evento faz parte da programação da 5ª Reunião Extraordinária do ForUAB.

O especialista em direitos autorais do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio), Sergio Branco, abordou o impacto e importância das licenças para uma educação aberta. Para Branco, a discussão deve levar em conta a natureza específica do direito autoral, que é um bem imaterial. “Quando chega a Internet e o mundo se digitaliza, a indústria cultural perde seu principal pilar, que é o controle por meio da cópia. No mundo online não é preciso mais do suporte – livro, disco, DVD – já que tenho acesso à essência – o texto, a música, o filme. É com relação a esses bens que tenho que desenvolver uma nova política de direito autoral, que permita o acesso nesse novo mundo conectado”, definiu.

Para o diretor do ITS Rio, é preciso ter em mente que desde o começo da década de 2000 há uma nova forma de produção de conhecimento, cujas redes sociais são a nova face. “São plataformas de produção e difusão de conhecimento. E não é a proteção ao direito que gera a produção. A produção cultural existe mesmo sem proteção do direito autoral, cuja primeira lei data do século XVIII”, enfatiza.

Para Sergio, é importante que uma lei de direito autoral, se baseie numa distinção de categorias entre Profissionais, Amadores e Acadêmicos. “Cada uma dessas classes tem expectativas e interesses diferentes com relação às obras. Eu, como acadêmico, quero que minha obra circule, mesmo que gratuitamente, e que essa circulação gere outros ganhos.”

A partir dessa premissa, o professor apresentou os limites da atual legislação brasileira sobre o tema. “A lei de direitos autorais é de 1998, a partir de uma convenção do século XIX, atualizada pela última vez nos anos 70. Tudo isso antes da internet. Assim, obviamente, é uma legislação que não pode dar conta do mundo que vivemos e, por isso, vemos tantos impasses no Brasil e no mundo.”

Como exemplo, a lei atual permite a cópia de pequenos trechos para uso privado, mas não há definições estritas para isso. “A legislação não permite cópia integral, permite apenas citação de trechos. Um soneto é uma obra completa, como estudar literatura assim?”, provoca.

Sergio Branco acredita que a licença Creative Commons (CC) pode se configurar como uma possível solução para esses impasses. São seis tipos diferentes de licença, com diferentes formatos, que permitem a distribuição com ou sem uso comercial, com ou sem modificação. Estima-se que há mais de um bilhão de obras licenciadas em CC no mundo.

Recursos Educacionais Abertos
O professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Tel Amiel realizou uma apresentação sobre os resultados preliminares da pesquisa sobre Recursos Educacionais Abertos (REA) na Universidade Aberta do Brasil. O trabalho realizado em parceria com a CAPES enviou formulários sobre o tema para quem compõe (ou compôs no passado) os quadros do sistema Universidade Aberta do Brasil.

A pesquisa indicou que pelo menos metade dos participantes já se sente a vontade para ensinar sobre Recursos Educacionais Abertos. A variedade sobre a ordem de preferência das licenças de direitos autorais também reforçam que é preciso uma gama de escolhas de licenças para atender quem está produzindo material didático para a UAB.

Os formulários indicam ainda a vontade de uso de software livre, a expectativa por elaboração em conjunto de materiais, assim como o desejo pelo incentivo de reuso de ferramentas educacionais da própria UAB. Amiel adiantou ainda que a equipe de trabalho está em processo de finalização de um curso sobre Educação Aberta e REA, que será oferecido via Universidade Aberta do Brasil. O relatório final da pesquisa deve ser divulgado ainda no próximo mês.

ForUAB
Desde dezembro de 2012, o Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) conta com o Fórum Nacional de Coordenadores com a finalidade de apoiar e subsidiar a Diretoria de Educação a Distância da CAPES. O Fórum atua na formulação de diretrizes, definição de critérios técnicos e pedagógicos, parâmetros e demais ações no âmbito do Sistema UAB. O grupo é constituído por coordenadores UAB das instituições de ensino superior integrantes da UAB. Os membros do Fórum Nacional de Coordenadores UAB elegem entre si um presidente e dois vice-presidentes para mandato de doze meses,

UAB
Criada em 2005, o sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) é um sistema integrado por universidades públicas que oferece cursos de nível superior para camadas da população que têm dificuldade de acesso à formação universitária, por meio do uso da metodologia da educação a distância. O público em geral é atendido, mas os professores que atuam na educação básica têm prioridade de formação, seguidos dos dirigentes, gestores e trabalhadores em educação básica dos estados, municípios e do Distrito Federal. Hoje, o Sistema é coordenado pela Diretoria de Educação a Distância (DED) da Capes.

Além de coordenar o Sistema UAB, a DED/CAPES é responsável pela gestão do Programa de Mestrado Profissional para Qualificação de Professores da Educação Básica (PROEB). Atualmente, são ofertados mestrados profissionais em rede nacional no formato semipresencial voltados a professores da educação básica nas áreas de: Matemática (Profmat); Letras (Profletras); Ensino de Física – MNPEF (ProFis); Artes (ProfArtes); e História (ProfHistória). Também são ofertados neste mesmo formato os cursos em Administração Pública (ProfiAP) e em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos (ProfÁgua).

(Pedro Arcanjo)

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Programa apoia 16 projetos de mestrados profissionais na área de Enfermagem

qua, 15/03/2017 - 15:26

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) divulga nesta quarta-feira, 15, o resultado preliminar do edital n° 27/2016, que apoia programas de pós-graduação da área de Enfermagem na obtenção de recursos de custeio. Ao todo, 16 projetos foram selecionados, com temas como “Sistematização da assistência de enfermagem no ensino na saúde: propostas de inovação e intervenção no processo de enfermagem no âmbito do SUS” e “Tecnologia e inovação na formação do enfermeiro do século XXI com ênfase na sistematização da assistência de enfermagem”.

O Apoio a programas de pós-graduação da área de enfermagem é uma parceria com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e apoia cursos na modalidade mestrado profissional, com nota CAPES igual ou superior a 3, vinculados a instituições de ensino superior públicas ou privadas sem fins lucrativos.

Benefícios
O edital destina recursos da ordem de R$ 3,5 milhões, provenientes do orçamento do Cofen, conforme acordo de cooperação estabelecido entre as partes. Serão selecionadas propostas que receberão R$ 25 mil por aluno, sendo metade do recurso estimado para 2017 e a outra metade para 2018, mediante a comprovação de conclusão dos alunos, para utilização como recurso de custeio. Entre os itens financiáveis estão aquisição de material de consumo, passagens aéreas para mobilidade de docentes e contratos de manutenção e prestação de serviços técnicos.

Acesse o resultado e saiba mais sobre o Programa.

(CCS/CAPES)

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