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Ciência, inovação e tecnologia
Updated: 15 hours 59 min ago

Conheça a história de Stephen Hawking em sua autobiografia

Thu, 09/21/2017 - 08:00

Stephen Hawking parece ter sido escolhido, pelos deuses do tempo – ou sabe-se lá que outras tantas entidades e/ou ações metafísicas –, como representante máximo dos paradoxos da existência.

Hoje bastante debilitado pelos efeitos da doença que o acomete, a esclerose lateral amiotrófica, o físico teórico e cosmólogo britânico é uma das mentes mais prodigiosas da ciência mundial. Em outros termos: preso à cadeira de rodas, o cientista não para de viajar, estimulado pelos inúmeros desafios da Astronomia.

Neste pequeno livro, o pesquisador revive, desde a infância, a sua extraordinária trajetória. Além da beleza das narrativas e fotografias pessoais, o leitor encontra, na obra, comentários elucidativos em torno de algumas das mais complexas problemáticas referentes ao relacionamento entre o homem e o universo.

Hawking é também um dos diretores do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) e fundador do Centro de Cosmologia Teórica (CTC) da Universidade de Cambridge.

Leia um trecho:“Cheguei a Cambridge como estudante de pós-graduação em outubro de 1962. Eu me candidatara para trabalhar com Fred Hoyle, o mais famoso astrônomo da época e o principal defensor da teoria do estado estacionário. Digo astrônomo porque, naquele tempo, a cosmologia dificilmente era reconhecida como um campo legítimo. E era nesse campo que eu pretendia fazer a minha pesquisa, inspirado por um curso de verão que havia feito com um aluno de Hoyle, Jayant Narlikar. No entanto, Hoyle já tinha alunos demais e, para minha grande decepção, fui designado com Dennis Sciama, de quem eu nunca ouvira falar.” Ficha técnica:

Livro: Minha breve história
Autor: Stephen Hawking
Editora: Intrínseca
Páginas: 142
Ano: 2013

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Categories: Pesquisa

Como é feito o planejamento da revista Minas Faz Ciência?

Wed, 09/20/2017 - 09:49

O segundo semestre do ano tem sempre um ritmo acelerado, não acham? Por aqui, a equipe Minas Faz Ciência já está pensando na revista nº 72, que vai ser a última de 2017. Ontem, tivemos nossa reunião de pauta.

O planejamento de produção da revista faz todo mundo pensar lá na frente. Discutimos sobre datas que podem ou não ser exploradas na versão impressa, como o Dia Internacional da Luta Contra a AIDS, em 1º de dezembro, e até o Carnaval de 2018!

Equipe concentrada nas pautas em debate para a edição n. 72

Olha o deadline!!!

O que a ciência tem a dizer sobre esses tópicos? Será que é melhor publicar no site ou na revista?

Nesta terça-feira, 19 de setembro, nós definimos as pautas que vão entrar na última revista do ano.

Tem muita coisa de tecnologia, hashtags e fandom, mas também pesquisas sobre idade gestacional, gravitação quântica, recompensas eleitorais e a volta de doenças que estavam erradicas

Ficou curioso? Aguarde e verá o resultado dessa reunião de pauta!

Também recebemos duas visitas: pesquisadores interessados nas formas de divulgação da ciência.

A Minas Faz Ciência já foi tema de vários estudos e a gente adora receber pesquisadores nas nossas reuniões de pauta.

O Manoel  de Oliveira Silva é mestrando na Escola de Ciência da Informação da UFMG e pesquisa a divulgação científica nas redes sociais.

Débora Ferreira  de Oliveira é jornalista e está interessada em pesquisar novas formas de atuação do jornalista, principalmente em content marketing.

Projetos para 2018

Além da definição dos temas da revista, também conversamos sobre projetos coletivos e individuais da equipe para 2018.

Por enquanto temos que manter mistério!

Posso adiantar que tem e-book, manual de redação, grandes reportagens, novos projetos infantis e um levantamento sobre o perfil da nossa audiência!

Continue acompanhando o site e nossas redes sociais (somos @minasfaciencia em todo lugar!). Em breve vamos divulgar as informações detalhadas sobre o perfil da audiência e contamos com sua participação!

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Categories: Pesquisa

Livro ajuda a diferenciar cobra coral verdadeira da falsa

Tue, 09/19/2017 - 09:27

Caso você se depare com uma cobra coral, saberia distinguir se o animal é peçonhento ou não?

Se você não for um biólogo ou profundo conhecedor desses animais, dificilmente conseguirá.

Fato é que a coral verdadeira pode inocular seu veneno em uma pessoa ou em outros animais e a falsa, não. Isso acaba causando a matança indiscriminada desses animais.

Com o objetivo de evitar que isso se torne recorrente, a Fundação Ezequiel Dias (Funed), por meio de seu Serviço de Coleção Científica (SCC), criou o livro Cobra Coral, que busca produzir material educativo para que qualquer pessoa seja capaz de diferenciar espécies de corais verdadeiras e falsas encontradas no estado de Minas Gerais.

“Em todos os eventos de divulgação científica que participamos, uma das perguntas mais frequentes do público era: como podemos diferenciar as corais verdadeiras das falsas? Assim, surgiu a ideia de produzirmos um material educativo que ensinasse de uma maneira simples as características que nos permitem identificar esses animais”, explica Flávia Cappuccio Resende, bióloga do SCC.

Livro da Funed ajuda a diferenciar a cobra coral verdadeira da falsa. Foto: Divulgação.

Diferentes espécies em Minas Gerais

No Brasil, existem 37 espécies de corais verdadeiras e aproximadamente 60 espécies de corais falsas.

Foi realizado um levantamento bibliográfico para identificar as espécies de corais verdadeiras e falsas que ocorrem em Minas Gerais.

Espécimes tombados presentes na Coleção Científica de Serpentes da Funed de cada uma das espécies de corais foram analisados, visando reconhecer características morfológicas que permitem identificar as diferentes espécies.

Também foram realizadas fotografias da cabeça, dorso e ventre dos animais.

Para identificar os animais, os biólogos usam uma chave de identificação, também conhecida como chave dicotômica. Ela possibilita descobrir a família, gênero, ou espécie de um organismo através da observação de suas características morfológicas.

“A chave dicotômica oferece usualmente duas alternativas, que o biólogo decide observando o animal. Por exemplo, se estivermos identificando uma cobra coral, um dos itens da chave dicotômica poderia ser: 1. presença de anéis pretos, vermelhos e brancos completos, ou 2. anéis pretos, vermelhos e brancos incompletos. Ventre branco, creme ou manchado”, explica a especialista, que acrescenta que os passos da chave devem ser seguidos, e, ao final, eles vão sinalizar a espécie daquele organismo.

Método simplificado para não-especialistas

Detalhe do interior do livro da Funed / Divulgação

A equipe adaptou o método de identificação para que qualquer pessoa consiga diferenciar as cobras. Foi elaborada uma chave de identificação didática com auxílio de um profissional design gráfico.

“Identificamos cinco espécies de corais verdadeiras que ocorrem no estado de Minas Gerais: Micrurus corallinus, Micrurus frontalis, Micrurus lemniscatus, Micrurus brasiliensis e Micruus decoratus. Uma réplica de uma coral verdadeira da espécie Micrurus frontalis foi confeccionada em tecido”, detalha Flávia.

Além dessas, também foram mapeadas quatro espécies de corais falsas comumente encontradas no estado: Oxyrhopus guibei, Oxyrhopus trigeminus, Erytrholamprus aesculapii, Apostolepis assimilis.

Para cada uma dessas espécies, foram registradas características morfológicas que permitem sua identificação.

Livro artesanal, feito com material reciclado

Com base nessas informações, um exemplar do livro foi confeccionado em material reciclado e de modo artesanal. O trabalho foi realizado em conjunto com o bolsista de iniciação científica Júnior Leonardo Carvalho da Silva, com a artista plástica Miriani Rezende, e com Fábio Neves, profissional de design gráfico.

“Pretendemos publicá-lo em formato digital para estar disponível na internet, e também em mídia impressa. A chave de identificação didática das corais será incluída no próximo mês na cartilha Animais Peçonhentos, disponibilizada no site da Funed”, conta Flávia.

O que fazer ao encontrar uma cobra coral?

Ao se deparar com esses animais, a pessoa deve se afastar, nunca tentar pegar com as mãos, pois é assim que acontecem os acidentes com as corais verdadeiras.

As cobras não são agressivas, não dão bote, mas podem picar quando são manipuladas ou quando pisamos nelas acidentalmente.

Para a bióloga Flávia Cappuccio Resende, mostrar a diversidade de serpentes do estado já é uma forma de alertar para a preservação desses animais, independente de serem venenosos ou não.

“Precisamos conhecer para preservar! Difundir informações sobre as serpentes, sua história de vida, seu comportamento só ajuda a respeitarmos esses animais tão temidos e cheios de mitos que, infelizmente, passam entre as gerações”, acredita.

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Categories: Pesquisa

BH recebe Ciclo de Conferências Mutações

Mon, 09/18/2017 - 08:22

Começa esta semana o Ciclo de Conferências Mutações, evento idealizado pelo filósofo Adauto Novaes, há 31 anos. Esta edição apresenta um reconhecido time de conferencistas, como Vladimir Safatle, Newton Bignotto, Luis Alberto Oliveira, Oswaldo Giacoia Jr., Pedro Duarte, Francisco Bosco, Marcelo Jasmim, Eugênio Bucci, Guilherme Wisnik, Jorge Coli, Renato Lessa, Franklin Leopoldo e Silva e Antônio Cícero, o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras.

O Ciclo 2017, que traz o tema Mutações – Dissonâncias do Progresso, será realizado de 20 de setembro a 23 de outubro, no BDMG Cultural, sempre às 19h. Além de Belo Horizonte, as conferências acontecem no Rio de Janeiro e em Brasília. em toda sua história o evento reuniu 212 conferencistas e 800 ensaios foram publicados a partir das temáticas discutidas.

Adauto Novaes, idealizador e curador do Ciclo de Conferências Mutações/ Foto: Bendita Comunicação & Imagem

A abertura na capital mineira fica a cargo do filósofo Vladimir Safatle, que vai ministrar a palestra “Teoria da revolução, progresso e emergência”. Na ocasião, será realizado o lançamento do livro Mutações – Entre dois Mundos, que se refere ao tema da edição anterior.

Além de Vladimir Safatle, a primeira semana do Ciclo 2017 conta com a participação do filósofo e professor Newton Bignotto, da UFMG. Na sexta-feira, 22 de setembro, às 19h, ele discute o tema “A política desconstruída e a retomada da guerra de facções”.

Serviço

Ciclo de Conferências Mutações – Dissonâncias do Progresso

Curadoria: Adauto Novaes – Belo Horizonte- – BDMG Cultural

Período: 20 de setembro a 23 de outubro de 2017

Horário: 19h

Local: Auditório do BDMG Cultural – Rua Bernardo Guimarães, nº 1.600 (entre a Rua Espírito Santo e a Rua da Bahia).

Abertura: 20 de setembro, quarta-feira, às 19h, com o filósofo Vladimir Safatle.

No mesmo dia, será lançado o livro com os ensaios do Ciclo Mutações – Entre dois Mundos, realizado em 2016.

Inscrições:

Em Belo Horizonte, as inscrições para o ciclo de conferências Mutações podem ser feitas pelo site: www.mutacoes.com.br

Investimento Ciclo Completo: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia)

Conferências avulsas: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Mais informações:

BDMG Cultural: www.bdmgcultural.mg.gov.br ou telefone (31) 3219-8486

APPA – Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes pelo telefone (31) 3224-1919, segunda a sexta, das 14h às 17h.

Demais conferencistas e temas Data Conferencista Tema da Palestra 20/09/2017 Vladimir Safatle Teoria da revolução, progresso e emergência 22/09/2017 Newton Bignotto A política desconstruída e a retomada da guerra de facções

  25/09/2017 Luiz Alberto Oliveira O que se entende por fim da humanidade? Ou por fim do “progresso como fim” 26/09/2017 Oswaldo Giacoia Jr. Progresso e barbárie civilizada 27/09/2017 Pedro Duarte O fim do progresso 28/09/2017 Francisco Bosco Compulsão à ocupação 03/10/2017 Marcelo Jasmim Civilização, des-civilização e violência 04/10/2017 Eugênio Bucci Sem fatos, sem política, sem imprensa 05/10/2017 Guilherme Wisnik Não-lugar, cidade genérica, paisagem transgênica 10/10/2017 Jorge Coli Entre desilusões e crenças 11/10/2017 Antonio Cícero Caminhos da razão e do progresso 18/10/2017 Franklin Leopoldo e Silva Muitas expectativas, poucas esperanças 23/10/2017 Renato Lessa A vertigem da autonomia: diferenciação e fragmentação na experiência dos humanos

 

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Categories: Pesquisa

E-book sobre novos horizontes da divulgação científica

Thu, 09/14/2017 - 08:17

O projeto de divulgação científica Minas Faz Ciência, da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG), lança o livro digital Divulgação científica: novos horizontes, dentro da programação da Mostra Inova Minas 2017. O lançamento será neste sábado, 16 de setembro, às 11h, na Cafeteria do Espaço do Conhecimento UFMG, na Praça da Liberdade. A publicação  estará disponível para download gratuito no site da FAPEMIG, a partir da semana que vem.

O livro digital é resultado do trabalho e das discussões realizados no âmbito do projeto Minas Faz Ciência, entre janeiro de 2014 e dezembro de 2016. Ele é dividido em duas partes. Na primeira, são apresentadas análises sobre os veículos de comunicação e as mídias sociais do projeto, além de um artigo sobre a utilização estratégica do design nas ações de divulgação científica. A segunda parte traz questões mais amplas relacionadas à comunicação da ciência e suas possibilidades em diferentes plataformas, como rádio e internet, por exemplo. Ao todo, são dez artigos, assinados por 13 profissionais.

“Divulgação da ciência é um tema importante, que deve ser discutido não apenas por profissionais da comunicação, mas por todos os envolvidos com a atividade científica. A proposta da publicação é discutir possibilidades e incentivar a reflexão sobre o tema”, comenta Vanessa Fagundes, assessora de comunicação da FAPEMIG e coordenadora do projeto Minas Faz Ciência, que assina como organizadora ao lado de Maurício Guilherme Silva Jr., professor, jornalista e editor da revista Minas Faz Ciência.

O prefácio é assinado por Yurij Castelfranchi, professor do Departamento de Sociologia e Antropologia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) da Universidade Federal de Minas Gerais. “Este livro, em sua variedade de abordagens, de temas e de ideias novas, é extremamente útil para o profissional da comunicação e fornece uma contribuição, tão necessária, à literatura acadêmica sobre comunicação pública da ciência e da tecnologia”, afirma.

Publicação da Mazza Edições, com financiamento da FAPEMIG, o e-book integra a Série Diálogos, da Coleção Pensar a Educação Pensar o Brasil, que publica textos voltados para o fortalecimento do intercâmbio entre professores da educação básica e pesquisadores das diversas áreas da educação.

NOSSA HISTÓRIA NA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

Desde 2011, o Programa de Comunicação Científica, Tecnológica e de Inovação (PCCT) da FAPEMIG promove discussões sobre a comunicação da ciência, seus limites e possibilidades, além de contribuir para uma cobertura jornalística de qualidade. Os profissionais envolvidos trabalham na geração de produtos de comunicação diversos (revista e blog Minas Faz Ciência, podcast Ondas da Ciência, pílulas de vídeo Ciência no Ar, peças de design e eventos). O Programa estimula, ainda, discussões teóricas e acadêmicas acerca da comunicação pública da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).

PENSAR A EDUCAÇÃO PENSAR O BRASIL 

Desenvolvido por docentes e discentes da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), o projeto envolve ações de ensino, pesquisa e extensão que buscam refletir sobre o lugar da educação no âmbito dos projetos de Brasil delineados ao longo de nossa história.

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Ciência no Café, lançamento de ebook e revista nova!

Wed, 09/13/2017 - 10:23

Semana quentíssima no projeto Minas Faz Ciência! Na reunião de trabalho, na terça-feira, tratamos dos últimos preparativos para a mostra Inova Minas – que acontece nos dias 15, 16, e 17 de setembro – além das pautas para a edição 72 da nossa revista.

Na Inova Minas, o projeto Minas Faz Ciência lança o e-book Divulgação científica: novos horizontes e amanhã contaremos os detalhes sobre essa publicação aqui no site.

Participaremos também do Ciência no Café, com quatro mesas redondas sobre os seguintes temas:  Ciência de Transmídia, Texto e Imagem na Divulgação da Ciência, Ciência e Redes Sociais, Ciência para Crianças.

O lançamento do livro digital será na Cafeteria do Espaço do Conhecimento UFMG, na Praça da Liberdade. As mesas redondas ocorrem no mesmo espaço, conforme informações que divulgamos em nossas redes sociais. A programação completa da Inova Minas, você confere aqui.

Muitos assuntos…

As ideias para revista número 72, prevista para o mês de dezembro, estão fervilhando. A equipe apresentou as sugestões de pauta ontem e temas legais apareceram: universo Fandom, Indústria 4.0, gravitação quântica, HIV e idosos, mediação por hashtags e muitos outros assuntos. Enquanto isso, a revista 71 já está saindo do forno…aguardem!

Quer nos dar alguma ideia ou sugestão? É só fazer contato: mfcfapemig[@]gmail.com

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Categories: Pesquisa

Dicionário para surdos será apresentado no Inova Minas

Tue, 09/12/2017 - 08:56

Um projeto desenvolvido no CEFET-MG busca solucionar a ausência de terminologia para conceitos técnicos e científicos em Libras. O objetivo é integrar de maneira mais efetiva os estudantes surdos em suas escolas e universidades. Assim, foi criada a plataforma digital SignWeaver, o Dicionário para Surdos.

Esse trabalho poderá ser visto no Inova Minas Fapemig, evento gratuito que começa nesta sexta-feira, 15 de setembro, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Confira a programação e participe!

Termos técnicos traduzidos para Libras

Por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), surdos e pessoas com deficiência auditiva transmitem suas ideias e fatos ao mundo. A Libras é o segundo idioma oficial do Brasil e seu ensino proporciona avanços significativos nas possibilidades de inclusão para surdos no país.

No entanto, muitos estudantes têm dificuldades no acesso ao ensino, especialmente nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (CTEM). O problema é o uso de termos técnicos que nem sempre são facilmente traduzidos em movimentos e sinais.

Para contornar essa situação, intérpretes, professores e tutores empreendem esforços para criar neologismos terminológicos. Em todo o país, não há uniformidade ou metodologia clara para essas traduções.

O Dicionário de Surdos do CEFET-MG foi criado como uma solução para este problema.

SignWeaver, a plataforma digital que traduz conceitos para Libras

A plataforma digital SignWeaver (artesão ou tecelão de sinais, em tradução livre para o português) foi desenvolvida para apoiar a criação, o armazenamento e a disponibilização de dicionários terminológicos para atender às demandas das pessoas surdas em áreas tecnológicas.

A metodologia é inovadora, baseada em métodos computacionais que auxiliam a produção de novos sinais para conceitos técnicos em CTEM, de forma mais parametrizada, ágil e escalável.

Para a criação dos novos sinais, a plataforma vale-se de algoritmos de visão computacional e processamento de linguagem natural, validados por teorias linguísticas aplicadas por um comitê avaliador.

Quem está à frente do trabalho são os professores Flávio Cardeal e Vera Lima. O projeto foi também aprovado no programa de aceleração de empresas FIEMG-Lab. Nesse programa, ideias e tecnologias são lapidadas por profissionais de diversos campos para a criação de um novo negócio.

“A partir desta experiência no FIEMG-Lab, pretendemos explorar a viabilidade de se criar uma organização que leve adiante o projeto, dando maior estrutura financeira e profissional. Queremos contribuir para que o problema da escassez de um léxico específico para termos técnicos em Libras seja solucionado da forma devida”, comenta o professor Flávio Cardeal.

SignWeaver no Inova Minas

No Inova Minas, os professores irão expor os resultados relacionados à metodologia de criação de novos termos técnicos em Libras.

Também serão apresentadas ações desenvolvidas durante a experiência no programa FIEMG-Lab e que se relacionam com as viabilidades técnica e econômica do projeto.

Além dos professores, participam do trabalho os estudantes Carlos Carneiro e Celso Souza, do Programa de Pós-Graduação em Modelagem Matemática e Computacional do CEFET-MG; o linguista Gilberto Goulart e o ex-aluno do curso técnico em eletrônica, Felipe Teixeira (que é surdo).

Participe do Inova Minas Fapemig, evento gratuito que começa nesta sexta-feira, 15 de setembro, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Clique aqui e confira a programação.

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Inova Minas: saiba o que vai encontrar na mostra de ciência, inovação e tecnologia

Mon, 09/11/2017 - 08:25

Dicionário para surdos em plataforma digital, substituição do sódio no queijo prato para deixá-lo mais saudável, clonagem de sementes de eucaliptos resistentes à ferrugem, game da tabela periódica, refrigerante sustentável a partir de tipos de soros desproteinados e prótese robótica para membro superior com rede neural. Essa é apenas uma pequena lista de projetos de pesquisa que serão apresentados na Inova Minas 2017.

Esta semana você terá a oportunidade de conhecer de pertinho o trabalho de vários cientistas e pesquisadores de Minas Gerais (lista completa) durante a mostra da FAPEMIG, que acontece nos dias 15, 16 e 17. Será um evento de intensa programação no universo da ciência, tecnologia e inovação.

1 – Dicionário para surdos em plataforma digital

Projeto desenvolvido no CEFET-MG busca solucionar a ausência de terminologia para conceitos técnicos e científicos em Libras e integrar de maneira mais efetiva os surdos, as escolas e as universidades.  Os pesquisadores fizeram uma plataforma digital, chamada SignWeaver, que apoiará a criação, o armazenamento e a disponibilização de dicionários terminológicos para atender a esse público em áreas tecnológicas. Amanhã você confere matéria completa sobre este projeto aqui em nosso site.

2 – Adeus ao sódio no queijo prato

Projeto desenvolvido na Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) que propõe a substituição do sódio no queijo prato. Foram usados três substitutos de sódio: cloreto de potássio, Sub4salt®; Salona®, esses dois últimos disponíveis comercialmente.  Os queijos foram salgados em salmoura, com a substituição parcial de 40% do cloreto de sódio pelos substitutos e comparados com o queijo tradicional. O resultado é um produto mais saudável.

3 – Clonagem de sementes de eucaliptos resistentes à ferrugem

Iniciativa visa aperfeiçoar a qualidade da madeira comercializada em Minas. O pesquisador Acelino Couto Alfenas, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), vai apresentar a pesquisa que seleciona genótipos de Eucalyptus cloeziana resistentes à ferrugem, popularmente conhecido como Eucalypto Sucupira em virtude da beleza da madeira. De acordo com o pesquisador, a ideia é clonar sementes resistentes à ferrugem, o que pode melhorar muito a qualidade da madeira e as condições de comercialização.

4 – Game da tabela periódica

É um jogo eletrônico que auxilia os professores no processo de ensino desta tabela. Segundo os pesquisadores da Universidade Federal da Lavras (UFLA), a versão final do jogo vai funcionar em computadores, tabletes e celulares. O jogo propõe uma mudança de perspectiva no ensino deste conteúdo, saindo de uma visão instrucional para uma aprendizagem repleta de descobertas.

5 – Refri sustentável

Outro projeto da Epamig vai mostrar que é possível produzir um refrigerante sustentável a partir de tipos de soros desproteinados (soro permeado de ultrafiltração/microfiltração, soro de ricota ou soro ácido), que normalmente são descartados em milhões de litros diariamente no Brasil.

6 – Prótese robótica

Pesquisadores da PUC Minas  propõem o desenvolvimento de uma prótese robótica para membro superior com rede neural. O produto tem como objetivo reconhecer sinais elétricos provenientes do antebraço para aplicação em uma mão robótica que responda aos comandos humanos de abrir e fechar os dedos.

Inova Minas

A mostra vai muito além desses projetos que contamos por aqui. Cerca de 40 equipes de pesquisadores, de diferentes universidades e centros de pesquisa de Minas Gerais, estarão no espaço Mostra de Resultados apresentando pesquisas à população, explicando trabalhos e dialogando com o público.

Haverá também um espaço para Exposição de projetos das Redes de Pesquisa de Minas Gerais e dos Institutos Nacionais de C&T. Ainda na mostra, será lançado o Portal de Periódicos, uma inciativa de apoio aos periódicos científicos e tecnológicos de Minas.

Vai acontecer um torneio de Cubo Mágico, com a participação do recordista sul-americano Pedro Roque. Ele vai ministrar oficinas para quem deseja aprender a resolver esse quebra-cabeça. Aliás, a Alameda da Educação, será ocupada por caminhões de ciência e competições.

Imperdível também serão as oficinas de degustação da Epamig e UFMG. Serão apresentados produtos como queijo minas artesanal, vinho, azeite e cerveja, relacionando seu sucesso nas mesas e cozinhas de todo o mundo com o investimento em pesquisas.

Estaremos lá!

A equipe do projeto Minas Faz Ciência, programa de comunicação científica da FAPEMIG, lidera um bate papo sobre tendências na área da divulgação da ciência. Durante a conversa, serão apresentadas ferramentas e experiências, com espaço para interação com o público – e acompanhados por um cafezinho.

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